Estudantes do Cahl desleixados?

Postado em 18 setembro 2008 por Tamires Peixoto

É o calor que derrete qualquer maquiagem, os paralelepípedos que tornam andar de salto um grande desafio de equilíbrio, é o ar de cidade do interior com sua feira, trem, poeira, burros e carroças que quebram qualquer vestígio de glamour. Enfim, é possível manter a elegância, o estilo, o se vestir bem em Cachoeira e São Félix? Alguns consideram algo possível, outros nem tanto.
Ao entrevistar alguns estudantes do Cahl (Centro de Artes, Humanidades e letras), vindos de outras cidades, foi unânime a mudança no guarda-roupa, adotando um estilo mais “simples” e “leve”. Ana Clara Barros, estudante de Comunicação, afirma: “Minha forma de se vestir mudou muito aqui por causa do calor, de ter que andar a pé, assim, prefiro roupas e acessórios mais confortáveis.”
Além disso, ela diz ser normal andar desse jeito, “aqui a gente não tem tanta preocupação com a estética de se vestir porque é interior”. Mas, ao retornar para sua cidade de origem, as coisas voltam a ser como antes.
“Quando vou para Guanambi volto a me arrumar melhor porque as pessoas de lá se preocupam mais com isso. Não me sentiria a vontade lá me vestindo da forma que me visto aqui. É necessário se adaptar a realidade do lugar em que você estar”.
Aline Pires, estudante que morava anteriormente em Salvador, também concorda na mudança de estilo ao vir para São Félix. “A gente se veste bem como forma de competição e em Cachoeira e São Félix as pessoas se vestem de forma mais simples, então não sentimos necessidade de nos arrumar.”
Ao responder se acha positivo essa preferência por um estilo mais despojado, ela diz: “É bom por um lado porque não precisamos gastar muito dinheiro comprando roupas, nem tempo pensando no que vestir. Por outro lado, é sempre bom ver pessoas bem vestidas, dar um ar de refinamento”.
A estudante Andréia Costa também concorda com a mudança no visual. “Minha mãe fala que eu fiquei mais hippie, mas acho necessário se adequar ao modo de vida que levamos”.
Tamires Peixoto acrescenta um outro motivo, além do calor e da calçada: “As consideradas ‘patricinhas’ sofrem preconceito aqui na faculdade porque a maioria das pessoas associa moda à futilidade”.
Seriam os aspectos ideológicos, ao invés dos físicos, os mais responsáveis pela mudança do vestir dos jovens estudantes? Talvez uma mistura dos dois, que provam como o meio provoca mudanças no homem, até nas coisas mais “pessoais”, como o estilo.
“As pessoas não se preocupam tanto em se arrumar não só por causa do calor, mas principalmente, pela vivência com as pessoas da cidade que olham de forma estranha quando alguém está muito elegante”, afirma o estudante Caio Barbosa.

Gislene Mariano

27 Comentários Para Este Artigo

  1. Vanhise Ribeiro Disse:

    Gi, sua matéria tá massa, gostei da associação que fez com relação às mudanças que o meio pode provocar quanto ao estilo, mas senti falta de vc ter entrevistado estudantes de outro curso.

  2. Josef Stalin Disse:

    viva a medicina do CAHL, com sua futilidade, e pro inferno é pouco.

  3. Gustavo Disse:

    Se assim fosse em Salvador o pessoal da UFBA tb se veste a vontade

  4. Café Disse:

    Elton, você tem que moralizar isto ai. E tem outra se você desse umas dicas de como se vestir para todos no CAHl, ninguem passava por vexames como estes.

  5. Café Disse:

    O problema é a falta de orientação.

  6. Vitor Rheinschmitt de Brito Disse:

    Minha posição é em relação à esses “pseudonômimos” que realmente não se identificam e aida tem a coragem de se apresentarem como Marx, Lenin e tal e tal.Vai procurar o que fazer, com certeza devem ser calouros de História e para de criticar aquilo que vc’s não podem fazer que é elaborar uma matéria… Olha eu me identifico!

  7. Kàáh Disse:

    Essa materia poderia ser mais interessante se os argumentos fossem outros. Na verdade quase nenhum desses argumentos cola. As pessoas do CAHL ñ se vestem desleixados p q a cidade é de interior, na UFBA e na ucsal, por exemplo, a cituação é igual ou pior, digo isto por experiencia.

  8. Maria Joaquina de Amaral Pereira Góes Disse:

    Sinceramente, tente buscar idéias/argumentos melhores para fazer uma matéria e selecione pessoas melhores para entrevistar! “A gente se veste bem como forma de competição [...]” olha só que depoimento patético! Eu não me visto para competir com ninguém. Acho que as pessoas devem se vestir como querem.

    E essa ‘coisa’ de desleixo existe em todo lugar, não somente no CAHL!! [Óbvio, não acha?]

  9. Florentina de Jesus Disse:

    “A gente se veste bem como forma de competição [...]” Eu não me visto para competir com ninguém, me visto para não ficar nua!

  10. Raquel de Queiroz Disse:

    Não me sentiria a vontade lá me vestindo da forma que me visto aqui. É necessário se adaptar a realidade do lugar em que você estar”.

    ??????????????????????????

    você ESTAR onde????

  11. Sayonara Disse:

    A edição deu uma falhazinha, mas não é nada de grave!

    “É necessário se adaptar a realidade do lugar em que você estar”

    seria “…o lugar em que você está”

    Bjos…sucesso na matéria!

    =]

  12. Louro José Disse:

    Óia, que eu saiba isso aqui é uma editoria de moda, se vcs querem ler outros assuntos vão para as outras editorias! Esse pessoal de hstória se dói por tudo, nunca vi nada igual!!!

  13. Joana Almeida Disse:

    Comida é água; bebida é pasto!!Você têm fome de quê?

  14. Joana Almeida Disse:

    “Regue a vida com amor”.Essa é a maior inspiração nas roupas dos universitários:atitude , amor e liberdade!Essa tão sonhada “liberdade” nos arrebatou fazendo pensar em questões mais importantes para humanidade que míseras vestes mortais!

  15. sou + eu Disse:

    As pessoas e o texto no geral poderia ter melhores argumentos….dizer que as pessoas da cidade olham estranho para quem se arruma ou o absurdo de dizer que em Guanambi tem que se arrumar bem pq está num nível superior é fogo!!!!!

    vai aprender a escrever…..

  16. Louro José Disse:

    Alouuuuuuuu!! Quem falou a frase “Quando vou para Guanambi volto a me arrumar melhor porque as pessoas de lá se preocupam mais com isso. Não me sentiria a vontade lá me vestindo da forma que me visto aqui. É necessário se adaptar a realidade do lugar em que você estar”, foi a fonte e não a jornalista, ela apenas colocou em sua matéria uma opinião. Se o autor do texto fosse colocar sua opinião não precisaria de aspas e estaria fazendo um artigo. Então n venham falar que a menina n sabe escrever pq ela sabe, agora se vcs n concordam c a opinião da fonte é problema de vcs. Esse pessoal de história é n sei n viu…tão na Universidade mesmo? Tem certeza?

  17. Santa Ignorância Disse:

    É incrível como essa galera (para não dizer os reprimidos do curso de História) se preocupam com tão pouco. Talvez para vocês interpretarem o que lê, é preciso voltarem para o ensino fundamental, pois nem o ensino médio e nem a faculdade ensinam mais. O porquê que digo isto? Vocês lêem a matéria de moda, da autoria de Gislene Mesquita, como se fosse algo fútil. Como se o assunto moda não estivesse intimamente ligado às questões culturais. Se vocês se vestem “brega” é também um estilo, um estilo próprio, é também moda, não? Acredito que as informações de alguma forma na matéria pecaram, mas isso não dá o direito de vocês comentarem do jeito que comentam. Vocês serão futuros historiadores e, para isso, precisam aprender a corrigir e interpretar provas, fazer comentários, etc.
    Portanto, sejam menos ridículos e mais interpretativos ou vocês esqueceram que “o que separa a civilização da barbárie é a comunicação”?

  18. Alene Lins Disse:

    Sou a Professora da Disciplina de Jornalismo Online, orientadora do Projeto de Ensino Link Recôncavo (portal local de notícias) e moderadora do site. Não vou, em momento algum, permitir que este espaço, que é democrático, seja confundido com espaço para bagunça. Por isso, sim, vou retirar todo e qualquer comentário que não use vocabulário pertinente com o ambiente acadêmico ou jornalístico. Democracia é o seu direito respeitado sem invadir o meu. Liberdade de expressão é dizer de maneira clara e respeitável aquilo que é necessário ser dito. Esse é um espaço de aprendizado antes de mais nada.

  19. vonaldo mota Disse:

    vestir roupas leves e descontraídas não significa desleixo é possivel ser simples e ao mesmo tempo elegante.

  20. Prestem atenção Disse:

    Vem cá, ninguém viu a interrogação depois da palavra desleixados?
    Porque se tivessem visto saberiam que ela provoca com o título e depois explica o porque da simplicidade no modo de andar dos estudantes do CAHL. Assim como muitos não fumam cigarro nem fumam maconha, assumem a homossexualidade, entram em coma alcóolica na sua cidade de origem, outros não se vestem igual em Cachoeira/São Felix e onde moram seus pais, familiares, amigos.

  21. Gustavo Medeiros Disse:

    Boa observação,meu caro!!!Ninguem viu o ponto de interrogação.Por favor,leiam atentamente!

  22. No stress Disse:

    Vejo muita falação e pouca atitude… A menina errou ou não e daí?
    É oportunidade para corrigir o erro e aprender com ele.
    Essa disciplina é laboratório, erros as vezes não são previsiveis, e quem é que não erra?
    Atire a primeira pedra!
    Aff é muita agonia por pouca coisa… no stress…

  23. Victor Costa Disse:

    Muito bom o texto! Essa questão de ficar “chique” ou “brega” é muito relativo, depende do astral e da opinião de cada um.

  24. vianney sá Disse:

    desdequando modo de se vestir influe alguma coisana universidade????
    fala sério.
    estamos aqui para moldar a mente e deixardelado futilidades

  25. Paulo Disse:

    ola. gostei da materia. mas o estilo de se vestir em outros lugares, principalmente dos universitários, sao de certa forma parecidos. os paraleletipedos nao sao tao ruins. Pois na zona rural de Sao feleipe. onde moro, as pessoas andam bem trajadas e lá nao há nenhum tipo de calçamento. Ter roupas mais avontades parece ser caracteristicas de alguns estudantes universitários brasileiros. Duvido que se tivesse uma galera de medicina ou direito aqui, eles se vestissem como nós.

  26. Lorena Morais Disse:

    Na verdade, acredito que quando se entra na universidade o estilo de se vestir muda. Os estilos variam principalmente pela área, pelo curso.
    E isso não seria tão diferente aqui na cidade como em qualquer outra.
    O que faz as pessoas mudarem não é a cidade, mas a universidade em si.
    Observem os estilos do pessoal de comunicação e os de história, por exemplo.
    A matéria está ótima, só não gostei de terem associado a mudança à cidade. Existe muitas coisas mais além da cidade, basta observar!

  27. fatima pombo Disse:

    por que não se preocupam com o conteudo academico em vez de roupagem?
    ser elegante é saber se conduzir na vida, com o conhecimento que se adquire.
    não é a roupa que faz a pessoa, a pessoa esta acima de qualquer conceito de vestir-se.
    as bonecas que andam empiriquitadas por ai, sim essas elegantes dependentes da midia, seriam as figuras certas para dar entrevistas, sobre um assunto tão sem conteudo.

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