Categoria | CAHL e UFRB

Homossexualidade em pauta

Postado em 03 novembro 2008 por Coordenador

A frase “o CAHL é gay” tem sido alvo de discussões polêmicas nos corredores do Centro de Artes, Humanidades e Letras. A comunidade criada pelo movimento, agora têm “contra-comunidade” que afirma “O CAHL é gay, menos eu”.
Diante da crescente discussão sobre a “máxima” tão conhecida pelos estudantes do CAHL, proferida pelo insurgente movimento gay no centro, se torna indispensável tornar pública a pergunta que não quer calar: O CAHL é mesmo gay? As divergências de opiniões parecem estar pautadas na utilização do termo “gay”. Alguns o vêem atrelado apenas à questão da homossexualidade, enquanto outros, o utilizam de forma mais abrangente, considerando membros da comunidade, os héteros que tem boa convivência com a pluralidade de comportamentos.
“A afirmação de que o CAHL é gay é um desrespeito com os heterossexuais do centro. O movimento não é feito por pessoas sérias. Eles pedem respeito e nos desrespeitam. Ninguém me consultou para dizer se o CAHL é gay. O CAHL nunca foi gay, não é e nunca será. Uma máxima como essa, tem o objetivo de provocar para chamar à atenção, não para uma discussão, mas para aparecer mesmo. Essa generalização gera um conflito e até aversão por parte de alguns heterossexuais”, afirma Lucas Café, estudante de história. Quanto à comunidade… “Não gostei da comunidade. Sou estudante do CAHL e sou heterossexual. Quando chego aos outros centros sou alvo de brincadeiras pejorativas”, afirma.
Sarah Peixoto, estudante de Comunicação e intitulada madrinha do movimento, acha positiva a divulgação da máxima através da comunidade. “A visão que as pessoas de fora têm é que os estudantes do centro convivem com a diversidade sem problemas, o que é comum por se tratar do centro das artes e das humanidades, que são áreas mais abertas à liberação sexual e de expressão”. Ela também chama à atenção para o fato de que algumas pessoas consideram ofensivos serem chamadas de gay e que é por esse motivo que há certa desaprovação da máxima. Ela considera o próprio pensamento preconceituoso. “Nós sabemos que o CAHL não é totalmente gay. Essa frase surgiu de uma brincadeira informal. Nós não pensamos na minoria – pessoas que não se identificam com a causa -, e sim na maioria – gays e simpatizantes da causa. A comunidade representa à maioria e não à totalidade”, afirma.
“A afirmação de que O CAHL é gay, embora pareça polêmica e generalizante, constitui uma forma categórica de expressar a aceitação que os estudantes homossexuais têm no campus. Assim, a intenção não é caracterizar toda a comunidade do CAHL enquanto homossexual, mas sim dizer que ela representa um local em que o público GLS convive com harmonia e respeito. A boa relação entre homo e héteros pôde ser comprovada a partir da análise da festa GLS que realizei, ‘Vemnimim, Broto’, onde boa parte dos presentes eram estudantes héteros do CAHL”, declara Nayara Barros, a May, estudante de Museologia e líder do Movimento. Thiago Alberto, estudante de história, afirma não ter visto nenhuma pesquisa empírica sobre a aceitação da homossexualidade no CAHL. Thiago considera o movimento exótico por se tratar de uma minoria utilizando expressões totalizantes. “Não tem minoria ou movimento social no mundo que se caracterize de forma generalizante. O CAHL não tem que ser gay, tem que ser uma instituição plural que agrupe todo tipo de minoria e movimento social”.
Lucas Café considera que há uma onda de homossexualismo por modismo no Centro, como forma de protesto às tradições Judaico – Cristães, já que o contexto da universidade proporciona certa liberação aos estudantes. “Existem os estudantes homossexuais e os que têm práticas homossexuais por causa do contexto”, finaliza.

Por Sandrine Souza

52 Comentários Para Este Artigo

  1. Hamurabi Dias Disse:

    Concordo com o pensamento do estudante Lucas Café. Se promover como movimento utilizando-se de uma expressão totalizante como essa é não só um derespeito com os heterossexuais do centro, alguns que nem sabiam do movimento, como eu, e tambem coloca em cheque um assunto que é de ordem totalmente pessoal.
    O CAHL não é gay e sim plural. Viva a liberdade com respeito.

  2. Ilani Silva Disse:

    Eu não acho um desrespeito, pelo contrário, é uma forma de quebrar os preconceitos existentes no CAHL sobre a opção sexual. Todo mundo sabe que todos os estudantes do CAHL não são gays, a frase é forte pq rompe barreiras, isso é fato, e n concordo que ser chamado de gay em outros centros seja motivo de chacota, tem de mostrar para esses tipos de estudantes de outros centros que ficam com brincadeiras pejorativas que ser gay não é motivo de piada, e sim é uma opção sexual como qualquer outra. Na minha opnião essa comunidade é motivo de orgulho e se todos fossem adeptos mostraria que o CAHL é um lugar livre, sem preconceitos. Mesmo que vc n seja gay, as pessoas poderiam concordar com a escolha sexual de cada um. E ajudar essa comunidade a crescer é estar ajudando seres que querem se expressar e sao reprimidos por muitos! N aceitar a bandeira homossexual, para mim é estar concordando com mais um tipo de repressão e censura.

  3. Ted sampaio Disse:

    É claro que o Cahl não é gay. Isso é um fato. Mas só não entendi o motivo de ser gay ser motivo de chacota, e pior, as pessoas se sentirem ofendidas por serem chamadas de gay. Acho que temos que rever nossos conceitos de préconceitos.

  4. Calila Disse:

    Pra eu aceitar a bandeira homossexual não é preciso eu dizer que sou gay ou que o CAHL é gay. Concordo com o que Hamurabi disse: “O CAHL não é gay e sim plural.” “A frase é forte” – concordo! A pessoa ser gay ou não merece o respeito, mas julgar uma comunidade toda como gay não é verdadeiro.

  5. Maurício Miranda Disse:

    O Cahl é gay.
    “A frase é forte pq rompe barreiras, isso é fato…”
    condordo sim, rompe inclusive com as barreiras da liberdade de escolha.

  6. Leonardo Leite Disse:

    Concordo com os posicionamentos de Café, Thiago e a hamurabi é no minimo incoerente aceitar que uma minoria fale pela maioria, claro que a opção sexual de cada um tem que ser respeitada, mas generalizar é muito perigoso,pois o movimento gay do cahl se constitui uma parcela pequena, comparado com a totalidade!
    O CAHL NÃO É GAY e isso é fato!

  7. Sura Disse:

    O CAHL é gay.
    A frase é forte e rompe uma série de preconceitos.É óbvio q o CAHL não é totalmente gay mas se fosse seriam tirado os méritos de seus alunos?Seriam eles menos capazes?A opçaõ sexual é apenas um item em milhares para a formação de um individuo, sendo ele um cidadãocom os mesmos direitos.Acho que o movimento serviu de alerta e deixou-me ainda um tanto preocupada,poisna construção de uma frase já houve tanto preconceito imagine se fosse um acontecimento maior.O CAHL não é gay mas cuidado para não irem parar na homofobia com a frase “o CAHL é gay menos eu”.

  8. Jurandir Rita Disse:

    Ora,qual problema de tal definição O CAHL é gay? O CAHL na verdade é gay, hétero, judaíco-cristã, hermético (aos moldes dos centros de estudos de outras universidades, visto que não se abre por completo para uma relacão mais estreita entre sociedade – universidade), é também espaço para poesia, debate político etc, etc… Portanto, “o CAHL gay” é apenas uma faceta do que é de fato o Centro de Arte Humanidades e Letras, multifacetado e não uma massa homogênea…

  9. Camila Disse:

    Boa matéria, Sandrine Souza.

  10. César Disse:

    Só faltou dizer onde está essa comunidade, orkut, facebook, myspace?

  11. Calila Disse:

    Dizer que o CAHL não é gay, não é ser preconceituoso, é ser verdadeiro, porque de fato, o CAHL não é totalmente gay.
    Devemos respeitar as escolhas do próximo. Acho legal as pessoas que assumem suas escolhas. Dizer que não é gay é ser homofóbico?
    O que é preconceituoso é agredir e xingar gays como aconteceu na USP. Abra o link e confiram.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u462107.shtml

  12. Astrude Modesto Disse:

    É uma pena que alguns se ofendam com a simples frase: o cahl é gay!
    Concordo com Jurandir, o cahl pode ser o encontro de mundos diferentes, inclusive o mundo gay… e se eu quero fazer esta afirmação é pq tb posso afirmar que o cahl é pagão, cristão, poesia, prosa, conservador e libertário…
    a frase não é impositiva.

  13. May Disse:

    Bom, tudo o que eu tinha pra declarar, foi dito na entrevista que dei a Sandrine Souza e Caio Barbosa. E quanto aos comentários, Jurandir Rita que prazer em tê-lo aqui cometando a questão do “CAHL SER GAY”. Faço minha as suas palavras.E a comunidade se encontra no orkut no seguinte link :

    http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=66074429&refresh=1

    Obrigada a tod@s!

  14. Ana Clara Disse:

    A comunidade está no orkut, César. Me sinto contemplada com a “fala” de Jurandir…resume tudo.

  15. Ilani Silva Disse:

    Jurandir disse tudo!

  16. Leandro Colling Disse:

    Querid@s alun@s.

    Concordo plenamente com o Ted. Pq ser chamado de gay é algo que incomoda tanto as pessoas heterossexuais? Pq quando ocorre o contrário o mesmo não acontece? Ora, isso apenas revela as diversas formas de homofobia que estão internalizadas nas pessoas.

    Criticar a frase por ser totalizante é não entender que a frase é apenas estratégica. É a mesma estratégia do “100% negro”. Qq um sabe que não existe pessoa cem por cento negra, mas a frase é simplesmente uma estratégia de afirmação, usada por vários movimentos sociais.

    Na ocupação do CAHL, vi a frase “CAHL ocupado”. Essa tb era uma frase totalizante, pois nem todo o Cahl estava ocupado!! Por fim, a criação de uma outra comunidade, a dos incomodados, revela outra faceta da homofobia. Já pensaram se eu criasse a frase, a comunidade: o Cahl é negro, menos eu. Todos me chamariam, com razão, de racista. E mesmo não sendo negro (para quem não sabe, sou bem branco), suspeito que eu seja mais negro do que muitos negros do CAHL. Estamos no jogo das identidades.

    Por fim, agora é fim mesmo, na verdade, o Cahl está de parabéns por estar discutindo esse assunto nos corredores, nas salas, nas comunidades, nas festas e também, para quem não sabe, em um grupo de pesquisa por mim coordenado.

    Um abraço, Leandro (professor de Jornalismo)

  17. Felipe Disse:

    Também me sinto comtemplado pelas palavras de Jurandir. Mas, acho que faltou dizer meu jovem, que o cahl em quase todas as suas instancias também é “muito doido”!!! Pode perceber que no nosso centro, temos muitos admiradores da “doidera” e que os mesmos não precisam ser gay’s, poetas, héteros, hermético…Então, acredito que o cahl é muito mais “muito doido”, do que gay!!!

  18. Caio Barbosa Disse:

    “A afirmação de que O CAHL é gay, embora pareça polêmica e generalizante, constitui uma forma categórica de expressar a aceitação que os estudantes homossexuais têm no campus. Assim, a intenção não é caracterizar toda a comunidade do CAHL enquanto homossexual, mas sim dizer que ela representa um local em que o público GLS convive com harmonia e respeito”.
    Acredito que com esse discurso, não tem porque se sentir ofendido.

  19. Elton Vitor Coutinho Disse:

    Eu, mais do que qualquer outra pessoa, posso dar um depoimento sobre a questão da homossexualidade em geral, ao invés de restringir ao Centro. Por ser de família tradicional e educação militar, cresci num ambiente conservador e moralista e trouxe desse ambiente a visão conservadora de que a homossexualidade é algo averso, a margem da sociedade. A partir da convivência com os amigos gays, que obtive no CAHL, percebi que ser homo é o mesmo que ser hetero. Portanto, vocês que tanto criticam, assim como eu criticava anteriormente, tem que perceber que a igualdade e a diversidade está acima (ou precisa estar) do preconceito. Também sou visitante da igreja Batista, mas isso não me dá o direito de me esconder atrás da religião para dar depoimentos homofóbicos maqueados. Assim como as pessoas que aqui comentaram e deram seus relatos no corpo da matéria contra o movimento gay que se instalou no CAHL. O mais ridículo nisso tudo é que os simpatizantes da causa também são taxados de homossexuais. Eu fui ou talvez seja vítima disso, assim como amigos meus que também são héteros. Só que o mais ridículo seria se eu deixasse de andar com meus amigos gays que são tão iguais a mim e a outros que são heteros pelo simples fato da “chacota” que tanto as pessoas tem medo. Cuidado, pois o medo talvez seja o sinal de gays incubados. Perdoe-me aqueles que eu atingir diretamente. Minha opinião contra o argumento não significa ser contra as pessoas que aqui estimo (quem é sabe). Por isso, permanecerei convivendo com os gays, pois foram com eles que aprendi que a pluralidade está acima de tudo. Dessa forma, faço o convite a vocês para conviver conosco, pois assim abrirá mais a sua mente que é tão hipócrita e restrita e que muito me admira para estudantes universitários do CENTRO DE ARTES, HUMANIDADES E LETRAS.

  20. Sayonara Moreno Disse:

    “Vou contar pra minha mãe que você me chamou de gay…buááá!”
    Fale sério, viu?!!
    Com tanta coisa no mundo pra se preocupar…
    É lamentável o fato de uma UNIVERSIDADE ainda ter pessoas que se ofendem por estarem inseridos no grupo GL…sou O “S, mas e daí? Participo da comunidade no orkut e não fico por aí tendo que provar à sociedade que não sou homossexual!
    A ocupação atrasou as aulas…tem muita coisa acumulada, mto texto pra ler…tenho mais o que fazer!!

    hauhauhauhaua…

  21. Gustavo Disse:

    Olha só.Quando se diz que “O CAHL é GAY” está generalizando todo um contexto acerca da preferencia sexual dos discentes.Sou hetero,mas estou despido de qualquer forma de preconceito.Sou contra a homofobia declarada ou não.Devemos ser tolerantes com o outro.É PRECISO TER ALTERIDADE!!!!

  22. Gustavo Disse:

    Bom Sayô,não é preciso fazer tanto esforço para simpatizar com a causa.Não é preciso se estereotipar para ser adepto de uma ideia.Tenho amigos gays e apoio a causa mesmo não sendo 1

  23. CAFÉ, Lucas Santos. Disse:

    Boa noite. Me perdoem por ainda não ter manifestado minhas reflexões neste caloroso debate. Minhas colocações serão apenas para reforçar aquilo que eu penso sobre tudo isto (que já foi manisfestado em parte na entrevista concedida a colega Sandrine).
    Gostaria apenas de dizer, que não pretendo agradar a ninguém em minhas colocações, não sou do tipo que penso uma coisa e falo outra para fazer média ou para andar de acordo com as modas. Prefiro e gosto mais das tradições, são bem mais coerentes e interessantes.
    Eu só queria saber, se essas pessoas que são tão liberais aqui na universidade, tem o mesmo comportamento em casa, quando estão com seus pais, com seus familiares, ou quando estão em outras áreas da sociedade. É muito comodo ao meu ver, manisfestar todo este liberalismo aqui na universidade, quando estão protegidos por todo um discurso criado, escondidos da realidade. Não sou hipócrita, não engano a me mesmo.
    Como diria Crispim: “Aqui tem um monte de gente querendo fazer da universidade papagaio”. Pouco me importa repetir o que é discutido aqui, prefiro ter minhas próprias convicções, de que ser guiado pelo tal “ambiente universitário”.

    Jurandir, você realmente é uma entidade poéticafilosófica surpreendente. Mesmo quando pareces ficar em cima do muro, suas colocações se encaixam perfeitamente. Parabéns!

    Ted, você postou aquilo mesmo que eu queria ouvir. Mas acho que você deveria ficar preocupado, com aquele que quando quer ofender o outro, o chama de gay. Para quem é gay, ser chamado de gay, é bastante normal. Mas para que não é gay, e segue determinada tradição, pode não ser tão normal assim. Todo mundo deve respeitar os gays, mas ninguém é obrigado a aceitar ser chamado de gay.

    Leandro Colling, realmente não entendi quando comparou a frase “O CAHL é gay” com a frase “100% negro”. Eu acho que tanto o sentido, quanto a inteção das frases, são completamentes diferentes. Quando uma pessoa diz que é 100% negra, ela está dizendo que somente ela é negra, não incluindo outras pessoas em sua colocação. Acho que não acontece o mesmo com a outra frase. Me perdoe si não pude, compreender aquilo que estava propondo. Enquanto a frase ser uma estratégia, apontei isto na estrevista. Porém, acho que o movimento precisa de melhores estrategistas.

    Elton, realmente você me surpreende a cada dia. Mas errou em uma informação. Eu não venho de familia cristã-tradicional, na verdade em minha familia se deu o contrário. Graças a Deus, hoje sou membro do corpo de Cristo, e com muito prazer. E não precisdo de conselho que não seja o dele. Como disse acima não sou papagaio para repetir aquilo que os outros repetem, e não sou radiola para tocar aquilo que as pessoas querem ouvir. Elton, saiba que eu gosto muito de você, mas não posso fazer a sua vontade, nem a vontade ninguém. Não mudo minhas convicções de acordo o ambiente.

    Leonardo Leite, Hamurabi, Thiago Alberto, Calila e Gustavo: Parabéns por terem posicionamentos corajosos, e expressarem o que realmente pensam, sem querer agradar a ninguém.

    Só quero ver daqui a alguns anos, se estes liberais de hoje, não seram os ditadores do amanhã.

    Abraços.

  24. Elton Vitor Coutinho Disse:

    Café,
    saiba que eu não disse que você veio de família cristã-tradicional. Eu mesmo me auto-identifiquei como tal. O meu juízo aqui explicitado não foi para agradar os adeptos ou gays e sim desagradar aqueles que usam uma máscara na frente destes para dizer que é favor da causa e que, no entanto, por trás dos mesmos tem todo um discurso carregado de preconceito. Você sabe muito bem de quem estou falando. Obrigado pelo sempre te surpreender, mas não te peço que faça minha vontade, seja sempre você.

  25. Gustavo Disse:

    VIVA A PLURALIDADE!!!!VIVA A DEMOCRACIA!!!!!

  26. Poeta Quirino Disse:

    Caros amigos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, para início de conversa é preciso citar, segundo Gilles Lipovetsky filósofo francês, especificamente sobre moda em O império do efêmero que: “a moda suscita o reflexo crítico antes do estudo objetivo, é evocada principalmente para ser fustigada, para marcar sua distância, para deplorar o embotamento dos homens e o vício dos negócios: a moda é sempre os outros” (p: 9). Sabendo do fenômeno avassalador da moda em pleno século XXI e dos que procuram legitimar uma moda, é preciso e necessário saber que esses indivíduos já se reconhecem como estando totalmente distante de qualquer aceitabilidade (desculpem os amantes do corpo), embora uma sociedade pós-liberalista esteja em formação. Abrir a casa serve como veículo de orientação àqueles que se perderão nas curvas da mesma casa, entende, leitor amigo? Todos têm aquilo que lhe convêm ter, sobretudo aqueles ditos os novos liberais e homens multe-facetados. Analisar a consciência é preciso. Analise o seu leitor atento e entenda o jogo das imagens na própria sociedade! Concomitante à linha de raciocínio, utilizo as palavras de Colling: “Estamos no jogo das identidades” para reforçar o destino que cada um possivelmente terá.
    Embora entenda que: “a moda estetizou e individualizou a vaidade humana, conseguiu fazer do superficial um instrumento de salvação, uma finalidade da existência” (Gillis, p: 39), mas torna-se verdade não esconder que mesmo o indivíduo gozando de seus direitos liberais ainda assim, estará perdido nos cantos da casa. Segundo Café: “Não sou hipócrita, não engano a me mesmo”. E isso mostra o quanto todos sabem as conseqüências, positivas ou não, de sua resistência. Respeito a todos, mas é preciso saber que todos não são um, entende, leitor?
    Dando seguimento acredito que há um RACISMO oculto nas palavras, para observação feita de Café sobre Colling: “realmente não entendi quando comparou a frase “O CAHL é gay” com a frase “100% negro”. Eu acho que tanto o sentido, quanto a intenção das frases, são completamente diferentes”. Àqueles que conhecem bem a gramática sabem que às entrelinhas ficam para análise mais aguçada. Existe um racismo homossexual na cor? Não sabia! Pensemos segundo a frase de Colling acima. E em seguida, segundo Café: “Só quero ver daqui a alguns anos, se estes liberais de hoje, não serão os ditadores do amanhã”. Obrigados pensadores do novo mundo por mais um debate que “merece atenção especial”, sobretudo, quando atinge a consciência psíquica do outro. Ser gay é uma questão de conhecimento social e bem sobe Freud disso quando da literatura clássica pôde ler. Talvez você leitor esteja se perguntando o porquê de Freud, mas é importante saber que existem pessoas inconscientes.

    Abraços à todos: Quirino.

  27. Jurandir Rita Disse:

    As questões colocadas até agora demonstram que há uma espaço de debate para discutir sexualidades, identidades … mas o que muito me chamou à atenção foi a comparação do professor Colling, a cerca das estratégias políticas das minorias(?), a exemplo dos homossexuais, negros, mulheres, etc. acho que faltou no comentário do professor COlling, acentuar que entre as estratégias do movimento negro, existe a consciência que SER NEGRO,não se restringe a melamina, mas as condições históricas, pólitica e sócio-econômica que abarcam quase 50% da população brasileira.

  28. Jurandir Rita Disse:

    SER 100% Negro, para mim, significa, sobretudo, afirmação de identidade, ancestralidades e tradições africanas e, para reforço da auto-estima. Visto que silenciosamente nos espaços públicos, políticos, os ditos brancos, arrotam sua hegemonia.

  29. Poeta Quirino Disse:

    Recentemente, em depoimento da Rede Globo e de outros canais de TV, saiu uma matéria (interessante para os jornalistas do CAHL e homossexuais do mesmo)apresentando um problema sobre o HOMOSSEXUALISMO: o VATICANO resolveu fazer testes psicológicos em vigários e futuros vigários, sendo alvo de lei e ordem mundial, que estivessem sensibilidade para a causa e, sobretudo, àqueles que não suportavam-se perante a presença ingênua das crianças abusando-a sexualmente; rever as práticas e costumes faz-se preciso e importante. Ser alegre nem sempre significa tirar a alegria de outros-isso sabem muito bem fazer os incosncientes homossexuais.

  30. Leandro Colling Disse:

    Café de demais. Em primeiro lugar, quero novamente louvar a existência desse debate aqui nesses comentários. Que ótimo que isso está ocorrendo. Já significa um avanço. Mantenhamos a qualidade do debate. Quando eu comparei as duas frases “O Cahl é gay” e “100% negro” afirmei que ambas não passam de estratégias e, mais do que isso, remetem a um toque de essencialismo, ou seja, simplificam as coisas para servir como afirmação. Muitas vezes fui crítico dessas estratégias mas, em um ambiente opressor, elas são válidas. O que seriam dos movimentos de negros e gays sem certas doses se essencialismo? Onde estaríamos? Será que estaríamos discutindo esse assunto com relativo respeito? Era isso. Não vou discutir suas posições religiosas, ou quanto elas influenciam seu pensamento. Eu só gostaria de dizer que respeito todas as crenças, desde que elas não oprimam outros seres humanos. Um abraço.

  31. CORINTHIANO MALOQUEIRO E SOFREDOR Disse:

    Caros venho novamente participar desse prosaica e saudavel discussão. É interessante como esse tema é tratado de uma forma incoerente, é uma faca de dois gumes. Se por um lado um gay é ofendido logo vem a tona o discusso da homofobia e coisa e tal, quando se da o contrario ou seja, uma pessoa que não é e se incomoda com a forma de acão de um determinado grupo, esse passa a ser taxado de homofobico ou anti-liberal, ou preconceituoso. Vejamos so essa estratégia: um determinado grupo de pessoas (um grupo particular) parte uma frase imperativa para propagar sua ideologia em grupo geral (o CAHL). Quando se parte de uma forma de raciocinio particular para se estabelecer uma lei ou então uma palavra menos pesada um concenso isso é uma indução. Será que essa é a melhor estratégia? Ou então para os que falam que so corresponde a uma parte da instituição sera que ja avaliaram o teor da frase? Liberdade de expressão é o direito inalienavel de voce exercer sua personalidade, ter respeitada sua orientação sexual, sem estar de certo modo ligado a algum movimento seja de que posição for. Cuidado brother, cuidado sábios senhores do CAHL, só sinto falta de uma coisa nessa discussão, a opinião mais clara de May, a lider do movimento sobre a escolha do nome do movimento e tambem a opinião da população de Cachoeira, no mais estou indo embora.
    HD

  32. Lucas Santos Café Disse:

    Também concordo que é o detabe deve existir e permanecer por muito tempo. Gostaria até de pedir a professora responsável pela monitoria do link, que colocasse a matéria mais uma na página principal. Uma matéria como esta não pode ficar no obscurantismo. Vale lembrar que quando a matéria foi postada, a internet não estava disponível no CAHL. Então muitos alunos não viram a matéria e outros não sabem de sua existência. Respeito todas as matérias realizadas pelos alunos do CAHL, porém acho que pelo sucesso e pela qualidade do debate esta deve está o visível possível.

    Vamos ao o que interessa!

    Elton Vitor: Peço desculpas a ti, pois interpretei que as suas colocações eram direcionandas a minha pessoa, tanto como representação do corpo discente, como pessoa física também. Nem sempre nós acertamos, as vezes erramos também. Falhei na interpretação de sua postagem.

    Leandro Colling: Só agora de forma explicita pude compreeender sua mensagem na postagem acima. Desculpe a minha capacidade de compreensão e entendimento das coisas, que as veses parece muito vagorosa. Porém acho que no ramo das estratégias, ou seja, no ramo das teorias, sua colocação pode funcionar de forma maravilhosa, porém quando colocamos isto dentro da realidade, ela pode parecer perigosa. Gostei muito de sua frase “(…) Muitas vezes fui crítico dessas estratégias …”. Espero que continue sendo, pois vale mas debater e discutir dentro de um ambiente hostil, do que passar a hostilizar também. Não vamos entrar na questão do que seria uma ofensa ou uma hostilidade, pois isto é de cunho pessoa, estando ligado a questão de identidade do individuo, com o grupo que está inserido. Aquilo que pode ser ofensa para um, pode não ser para o outro. Acho também que o professor deve ter entendido o tempo todo o minha posição neste debate. Não tenho nada contra os gays, muito menos contra o movimento. Cada um é livre para fazer o que bem entender. Saiba que tudo me é licito, porém nem tudo me convêm. Então não nada contra os gays. Mas não posso concordar com tudo que falam, e com tudo que pregam, principalmente quando as coisas tomam proporções exageradas. Toda discussão é natural, e todo desentendimento é uma questão de opinião, por isto como estava lhe dizendo, meu problema é com algumas pessoas querem dar outras proporções ao debate. Será que afirmar que o “CAHL é gay” é uma atitude realmente digna de um movimento que propõe as discussões, e a “liberdade” para todos? Por isto acho que minha posição parede está contribuindo mas para o movimento gay, do colocando-se contra. Quando afirmo que atitudes como a criação de uma frase como esta, está prejudicando o movimento, é porque de fato está. Realmente vocês acham que o movimento gay ganhou alguma coisa com esta frase? Eu, particulamente ganhei muito, pois se ela não tivesse existido, eu não estaria aqui neste ambiente de discussão, realizando algumas críticas que acho cabíveis. Se nos desprendermos de nossas paixões, e reconhecermos nossos erros, para que na frente exista a possibilidade de acertar, poremos ver que as opiniões aqui, mesmo que possam ser contrárias, podém de bom uso para todos lados. Por isto digo novamente: o movimento precisa de melhores estrategistas!

    Pena que não posso compreender melhor as palavras do poeta Quirino (mas não conseguir compreender as palavras de Quirino não é um problema de interpretação meu, pois sou apenas um simples mortal, e não sou gênio, então não tenho obrigação de entender tudo que Quirino fala), pois foi umas das pessoas que chegaram dispostas a enriquecer o debate, não ficando em cima de achismos ou se sentido contemplado totalmente pela fala do outro.

    Parabéns mas uma vez pelos seus comentários Jurandir Therpís! Assim você sempre dá um tapa na minha FACE! rsrsrsrsrsrrsrsr!
    Por que eles invadem a nossa casa e nós não dizemos nada…

    Não sei o que é rapaz, sanho tão contente desses comentários, que se eu pudesse tinham discussões como essas paro todos os assuntos tratados aqui no CAHL. Mais uma vez, meus parabéns à colega Sandrine, que teve a criatividade de pensar no ambiente como este.

    Professora Alene Lins, por favor, coloca esta matéria novamente na página principal, este debate não pode morrer!

    Um abraços a todos!

  33. Lucas Santos Café Disse:

    Pena que o corinthiano, maloqueiro e sofredor, não tem a coragem de se identificar. Poderia contribuir melhor se você si apresentasse e mudasse de nome principalmente, pois sua em seu nickname, está contido umas das manhores inverdades da história, que é associar o corinthiano a um maloqueiro. Se tu é maloqueiro, eu não sei, porém você está contribuindo para a perpetuação de uma imagem errada do corinthiano. Como podemos ver, no próprio CAHL podemos observar que os corinthianos aqui presentes nada tem de malouqueiros. Eu mesmo sou corinthiano, e não sou maloqueiro. Sou na verdade um moralista do século XXI. Outro corinthiano que posso citar, é o aluno Gustavo, do 4° semestre de comunicação, um excelente aluno do curso, com um futuro promissor. No corpo docente, está representado a verdadeira figura do que é ser um corinthiano. Como sabemos, o professor Marco Antonio é corinthiano, e o seu nivél de escolaridade mostra um contrário dessa associação. Mas o caso mas clássico, e mas ocorrente é o do professor Fábio Duarte Joly. Este sim representa a verdadeira imagem dos corinthianos do Brasil. Em Joly, podemos enxergar a expressão da grande massa corinthiana.

    Mas voltamos aos assuntos discutidos acima.

    Um abraço!

  34. CORINTHIANO MALOQUEIRO E SOFREDOR Disse:

    Caro Café qual o problema em me identificar como CORINTHIANO MALOQUEIRO E SOFREDOR? Não vamos transformar essa saudavel discussão em um troca de explicações sobre como ser corinthiano. Essa frase caso não saiba, veio da propria torcida, das arquibancadas, onde a democracia impera dando uma aula em muitas universidades pseudo-liberais. CORINTHIANO MALOQUEIRO E SOFREDOR, eu nunca vou te abandonar, não para , não para, não para, dentre muito outros, fizeram parte da honrosa campanha do nosso Corinthinas em 2008. Ser Corinthiano vai alem de ser defensor da moral e dos bons costumes. Ser corinthiano vai alem de ganhar ou perder. Ser corinthiano é um estado de espirito.

  35. Thiago Alberto Disse:

    De maneira geral foi muito interessante esse fórum de discussão, proporcionado a partir da boa matéria produzida por Sandrine. Já se foi falado muito, eu primeiramente parabenizo as pessoas que defenderam sua opinião aqui com argumentos bem interessantes, infelizmente teve o Elton que, para minha surpresa, fez um comentário bastante desrespeitoso, não contribuindo assim para o debate.

    Fui convidado por Sandrine a dar uma entrevista comentando a expressão famigerada. Naquele momento ainda não tinha claro se isso se tratava de uma brincadeira, ou de uma bandeira de um movimento. Brincadeiras possuem certa licença para ao se expressarem. Um movimento já não, pois tem uma carga de responsabilidade grande devido à questão pelo qual luta.

    Bem, considerando como movimento (como fiz na entrevista) mantenho minha opinião, pois os argumentos contrários não vieram a me convencer. Analisando percebi estes:

    1º Estratégia
    Discordo, uma estratégia baseada na totalização de uma comunidade heterogênea não pode fazer parte dos meios de luta de um grupo social. Está se copiando algo de ruim. O CAHL É GAY, mesmo que o sentido esperado seja outro, acaba sendo uma expressão impositiva como “Brasil, ame-o ou deixe-o” ou “Pela revolução tudo, contra a revolução nada”. Ou seja, expressões características de sistemas ditatoriais, totalitários, etc. A analogia com a questão das camisas “100 % negro” não é cabível, como bem colocou o Jura, a questão da afirmação negra é bem mais profunda. A das camisas tem todo um quesito do lado comercial, não representa a magnitude do verdadeiro movimento negro. Com relação à analogia com a “ocupação do CAHL”, poderia fala outras coisas, mas diretamente diria que a ocupação mesmo que só tivesse uma pessoa no prédio, é legitima de se chamar assim, pois foi tirada em Assembléia Geral dos Estudantes, a expressão “O CAHL é Gay” não.

    2º Pluralidade
    Acho tão interessante este argumento, primeiro por quer ambos os lados usaram dele. Fui o primeiro a falar em um CAHL plural na própria entrevista, e pelas falas em geral vejo que existe um consenso nesse sentido. O que não entendo é como se pode reverenciar a pluralidade e se defender formas generalizantes? Não seria uma contradição? Por quer não se expressar assim: “O CAHL também é Gay!”? Imaginem um movimento chamado “O CAHL é hetero”? Ou “O CAHL é Protestante”? Eu seria profundamente contra, como sou agora com relação à expressão discutida…

    Em suma, não se pode taxar uma pessoa de homofóbica só por quer ela é contrária à expressão “o CAHL é Gay”. Isso é uma agressão. Se alguém vinher a demonstrar algum preconceito inconsciente ou conscientemente em sua fala, que seja apontado diretamente, essa é uma prática saudável. Mas apenas categorizar alguém por análises artificiais é algo injusto. Torço por um movimento gay do CAHL forte, que pessoas tenham direito de se expressar com bandeiras, passeatas, festas, ou mesmo com seu próprio corpo. Mas não deixarei de expor minha opinião quando perceber algo incorreto em qualquer local ou movimento. Ninguém e nenhum movimento estão acima do bem e do mal.

    Volto a parabenizar o debate, e a Sandrine por ter-lo provocado ao postar essa matéria em um meio que permita a expressão livre de opiniões. Parabéns ao pessoal de Comunicação, criadores do Link Recôncavo, é um grande espaço que temos agora.

    Perdoem os erros do meu português ruim…

    Abraços

  36. Eu mesmo Disse:

    ESsas pessoas estão em Cachoeira se escondendo atrás dessa liberdade que eles ‘acham’ que tem.
    Quando chegam em seus respectivos lares não tem coragem de assumir o que fazerm. é muito fácil viver assim. Papai e mamãe ralando para dar dinheiro pra custear os estudos de vcs e ao inves de dar o retorno com rendimento na faculdade, vocês perdem tempo discutindo se o CaHl é ou não gay.
    Exceto Café a quem tenho grande admiração (embora ele não saiba), vejo pessoas ‘brincando de viver’ em Cachoeira, achando que o mundo é sexo, drogas e Vemnimim, Broto’.
    Vamos acordar minha gente. Quero vê quando vcs terminarem esse curso e voltarem pra casa, darem de cara no mercado ‘carnívoro’ que vivemos e não terem perspectiva de nada, de emprego de nada.
    Os anos de luz de Cachoeira acabam. A boa vida também, então façam valer isso, ao ínves de tá discutindo se é ou não gay. E outra, boa parte das pessoas que se auto intitulam GLS estão fazendo por modinha, para não serem excluídos do grupinho que se formou e querem transformar uma minoria em maioria, através da auto-afirmação. Numa tentativa de “antes de me chamarem de gay, eu mesmo me assumo”, levando junto (sem pedir licença) todos os outros do CAHL.
    Pessoas que têm a consciência da sua hetero ou homossexualidade não perdem tempo discutindo isso, apenas vivem sua vida e não saem por aí esperando a aceitação de ninguém.

  37. Poeta Quirino Disse:

    Caros compatriotas,

    Em solicitação do amigo Lucas Café à minha pessoa, venho simploriamente esclarecer as possíveis incongruências apresentadas textualmente sobre o debate em torno do Homossexualismo.
    O presente esclarecimento, segue como se o homossexualismo fosse entendido como moda –e o é- portanto, uma afirmação de identidade nula e ínfima para a sociedade de domínio, algo há ser visto como cópia da cópia -nada. Ser homossexual hoje não deixa de ser uma moda entre os jovens e rapazes, por isso, algo banalizado e sem muita importância para a comunidade moral, há não ser quando de seu potencial de desenvolvimento econômico em alguns centros do país (especificamente no Brasil, em São Paulo). Vale salientar que, a moda é sempre o outro, portanto de certa forma, precisa ser a priori “vigiada” não podendo está ultrapassando barreiras. “Vigiar e punir” como bem nos ilustra Michel Foucault.
    A casa, no sentido mais metafórico, é o espaço do “saber” (Universidade) onde se é direcionado o conhecimento e vigiado para que pessoas inconscientes não podendo destruí-la. Mostrar espaços vagos na casa é libertar o mesmo indivíduo (no caso aqui, homossexual) para se confortar com seu próprio destino: o escuro e a falta de estrada. Entenderam pesquisadores ávidos pela memória da construção da casa?

    Quirino

  38. Elton Vitor Coutinho Disse:

    Caro amigo Thiago Alberto,
    pelo visto interpretação não é o seu forte. A sua surpresa talvez não tenha sido o fato de eu ter postado um comentário que você julgou como “desrespeitoso, não contribuindo assim para o debate”. Antes de você terminar de ler este comentário, sugiro que você retorne para o meu primeiro para não comenter o mesmo equívoco. Acredito que sua surpresa foi porque postei um comentário a favor daquilo que sempre fui contra (justifiquei isso no primeiro comentário). E a partir daí fiz um convite para que as pessoas tenham a mesma capacidade de mudar de opiniões homofóbicas mesmo que, para os “grande amigos”, isso seja motivo de ser também um homossexual.
    Mas acredito ainda que os comentários não devam ser visto como algo pessoal. Escrevo aqui em prol de uma matéria que tem como tema a homossexualidade. E reafirmo a minha opinião: qualquer forma de manifestação é justa, válida e aceita, mesmo que desagrade a maioria ou a minoria. E quem se sentiu prejudicado com a minha fala, sinto muito. Só reafirma que o medo continua e a homofobia maquiada permanece incutida na mentalidade preconceituosa das pessoas. Para essas, meus pêsames!

  39. Elton Rosa Disse:

    “O CAHL é Gay menos eu”

    não vamos ser homofóbicos a ponto de descordar de uma simples brincadeira “o CAHL é Gay”, tem gente levando a sério isso é? quem estiver irritado por causa disso… hum… Sei não…

    mas tbm não vamos ser ingenuos né?

    “Qual o problema em ser identificado como homosexual”

    a Sociedade é preconceituosa, ninguém quer ser vítima de preconceito! Simples! os gays que se assumem pagam um alto preço enfrentando o preconceito. Quem não é não quer pagar esse preço!

    no “mundo dos homens” ser chamado de “viado é uma ofensa, ISSO É CULTURAL, não se pode ser ingênuo, QUAL O PROBLEMA DE SER IDENTIFICADO COMO GAY? O problema é o preconceito, O que podemos dizer é que temos de mudar isso.

    muitas vezes eu me policio quando vou ofender um amigo meu,pra não dizer: Vc é viado! Mas isso não significa necessariamete que eu sou contra os homossesuais, que eu os odeio e sou homofóbico e blá blá blá… É CULTURA, a tal tradição citada por café, temos q procurar mudar, e aos poucos já está mudando.

  40. Thiago Alberto Disse:

    Elton Coutinho, continuo afirmando que você não contribui nada para o debate. Falei primeiramente isso pois você ao invés de colocar seu argumento pró, ataca gratuitamente, tentando passar a idéia de que quem não acha correto um movimento com uma nomeclatura generalizante seja homofóbico. Agora mas essa mensagem repleta de cinismo, não preciso dizer nada, quem me conhece sabe do meu caráter e de minhas possições com relação a pré-conceitos e outras formas de violência desnaturadas. Se você, era ou é homofóbico, problema seu, espero que não seja mesmo mais, isso é sinal de evolução. Se você quer mostrar algum grau de coerência repita seu comentário apontando pra quem tá falando cada coisa, e argumentando por quer ela tá se enquadrando nos seus adjetivos desrespeitosos. Não fazendo isso você passa a idéia que está falando de todos que estão se posicionamento contrário no debate, isso é uma ofensa. Se você pensa que tá agradando outras pessoas tentando difamar outras, acho que tá se enganando, pois o único que tá vendo as coisas dessa maneira é você. Se tenho problemas com interpretações, não sei, o que sei é que você não seria o bom professor pra me ensinar isso. Querendo me dizer algo, fale pessoalmente agora, pois aqui não é lugar de discussões pessoais.

  41. CAFÉ, Lucas Santos. Disse:

    Infelizmente acho que o debate caiu de produção. Pois ele se transformou em lugar de acusações pessoais, deixando de lado o foco original que era o debate sobre a máxima. Devo assumir que errei ao comentar sobre o torcedor do corinthians, pois também não era o lugar mais adequado. Crispim contribuiu para baixa do debate ao colocar postagens de um cunho academico muito elevado, coisas que estão longe da minha compreenção. Mas o que estou sentido falta mesmo, são de falas defendendo a máxima, pois parecem que as pessoas ficaram mudas ou estão concordando com as críticas realizadas. Gostaria que o debate ficasse na ativa por muito tempo, mas parece que ele já foi saturado.
    Gostaria de agrader à Caio Barbosa pelo comentário que fez sobre à máxima o “Cahl é Gay”, pois para mim, entre os apreciadores do movimento, foi aquele que mostrou mais coerência e sinceridade em sua fala (mais discordo de que a frase teria surgido com aquele interesse apontado por ele. Acho que Caio daria um bom advogado de defesa, pois sobre maquiar as verdadeiras intensões da criação da frase). Talvez Caio esteja mais preocupado com paz e a boa convivencia dos diferentes, querendo preservar as amizades, do que preocupado com a criação de uma simples frase. Valeu mesmo Caio!

    Gostei muito do comentário realizado pela caricatura “eu mesmo”, pelo colega Thiago (que concordo com muitas de suas opinio~es sobre o assunto) e por Elton Rosa (velho amigo de debates no orkut).

    Agora: Thiago e Elton. Quero ver que vocês vão se pegar aqui publicamente? Vocês dois não param de brigar vei, que onda é essa rapazes? Para com isso meu!

    Obrigado à todos, um abraço!

  42. Elton Vitor Coutinho Disse:

    Parei por aqui Café, porque pior do que defender nossas opiniões, é apostar em depoimentos desnecessários. Quem me criticou, fez o mesmo.

  43. Leandro Colling Disse:

    Café e demais. Tb acho que o debate ficou prejudicado em função de ofensas pessoais e tb gostaria que o debate continuasse. Mas eu gostaria que ele continuasse fora da internet, cara a cara. O espaço aqui sempre será limitado, é muito comum as mensagens serem interpretadas de uma forma não deseja pelo autor. Eu não acho que o grande motivo do debate seja a máxima em si (se ela é totalitária/essencialista/estratégica). A grande questão, penso eu, é outra: é o quanto essa máxima incomodou os que se consideram totalmente e essencialmente heterossexuais. O fato de se aventar a possibilidade de que todos sejam, em algum nível, tb homo é que gerou a discussão e as reações. Não existe alguem 100% heterossexual, assim como não existe alguém 100% homossexual. Os que se consideram heterossexuais, por exemplo, possuem muitas relações homoafetivas com pessoas do mesmo sexo. Ou seja, acham que são totalmente heterossexuais mas tb possuem, em suas identidades, práticas homoafetivas, quando não homoeróticas ou homossexuais. Essa é mais uma questão para pensar se a frase “O Cahl é gay” é mesmo tão equivocada. Eu teria muitas outras coisas para dizer sobre o assunto, mas os debates pela internet sempre são um pouco limitados, cansam logo, etc. Outra coisa: acho que as ofensas pessoais, no debate face a face, muitas vezes não acontecem pq as pessoas ficam mais intimidadas. Na internet, isso muitas vezes não ocorre. Além de tudo, eu adoro debater olhando na cara das pessoas, sabendo com quem estou falando. Eu, por exemplo, não sei que é o Café, Thiago e vários outros. Era isso, um abraço.

  44. MARX Disse:

    O CAHL È HÈTERO!!!

  45. Fulana Disse:

    O CAHL É GAY!

  46. Gustavo Disse:

    Concordo plenamente com Leandro.É preciso finalizar as discussões no site e prolongá-las no espaço do CAHL.É necessário tb dar espaço a outras opiniões,então convide amigos de fora para ler a materia e opinar,tecendo críticas,sugestões de pauta e etc.Precisamos abrir o campo do dialogo do CAHL para a comunidade do Recôncavo.É PRECISO EXPANDIR!!!!!

  47. Beltrano Disse:

    O CAHL É BI

  48. Leandro Colling Disse:

    para continuar a brincadeira (séria): o Cahl não sabe o que ele é.

  49. Lucas Santos Café Disse:

    O Cahl é de todos, pois tudo é licito, porém nem tudo me convêm!

  50. LYZ Disse:

    Passo 1 – HOMOSSEXUALISMO não existe mais na cartilha da OMS(Organização Mundial de Saúde) que desde 1992 retirou o nome por causa do sufixo ISMO que remete a doença.

    Quem entra nessa de ser gay por modismo, merece prêmio, porque querer estar a margem sem ser de fato marginal é um tanto quanto preocupante.

    Discutir o assunto é realmente muito importante, não uma perda de tempo, como alguém fala ai. Sou lésbica, feminista casada com outra moça e assumida e porque não? Não sinto vergonha de ser lésbica, sinto vergonha de pagar impostos altos. Sou profissional, cidadã, pago meus impostos, tenho lazer(agora mesmo estou em ARACAJU.SERGIPE, após 5 longos anos sem férias)discuto sobre politica, socialismo, sobre partido, sou PT(não sei por quanto tempo, mas ainda sou), discuto grana, sonhos, familia (tenho a minha de nascimento e a que escolhi: esposa, gatos, amigos e amigas.)tenho vida normal.

    Acredito que essa atitude de dizer que o CAHL é gay, perpassa pela mesma temática que nós homossexuais sempre divagamos quando encontramos cada vez mais pessoas bem sucedidas(O COORDENADOR MUNICIPAL DE DST AIDS DE FEIRA DE SANTANA, DR(PORQUE TEM DOUTORADO) WALTERNEY) se assumindo homossexuais, nós vamos além: O MUNDO É GAY! É apenas uma frase para identificar que encontramos muitos homossexuais.

    É incomprrensivel que encontremos estudantes de universidadepública se preocupando com esse ou aquele rótulo, sem fazer nada para que essa realidade “SEGREGADORA” seja mudada. O mudo dá muitas voltas e nós podemos mudar nossas vidas e de várias pessoas com ações que não sejam EXCLUDENTES.

    Concordo com que disse que o mercado de trabalho é carnívoro, podemos fazer muitas coisas a cerca dessa temática, uma delas é garantir que as pessoas tenham seus DIREITOS HUMANOS garantidos e que a CARTA MAGNA (Constituição Federal) seja aplicada em sua totalidade já que no artigo V diz que somos todos iguais perante a LEI.

    Duvido que se falasse que o CAHL ERA LINDO, ou CATÓLICO, OU BAIANO, OU JUDEU, OU CONCEITO “A” DO MEC se teria tantas discussões. Não a heteronormatividade!

    “…LIBERDADE LIBERDADE abre as asas sobre nós e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz…” SIMONE

    Saudações de Continuidade na LUTA PELA EQUIDADE em 2009!
    Saudações ANTI-HOMOFÓBICAS ANTI-LESBOFÓBICAS e REVOLUCIONÁRIAS!

    LYZ. 03/01/2009
    Presidente do Grupo LGBT OMNI
    COORDENADORA DA I PARADA DA DIVERSIDADE
    DE CRUZ DAS ALMAS. BAHIA

  51. Lady Disse:

    Olá meus queridos;

    Só para lembra-los, que HOMOSSEXUALIDADE não é uma Opção Sexual e sim uma Condição de Vida!

    Valeu.

  52. Professor Doido Disse:

    Discussão com comentários ora ricos ora paupérrimos…
    Colega, quando alguém perguntar-lhe: Você é gay? Sim, adoro! ou Não, simplesmente… e se pensar melhor você responde se quiser, isso não torna alguém pior ou melhor. Quanto a frase do centro ser GAY é legal mas não precisava generalizar tanto… e os que prezam tradição pseudomoralista que mordam suas testas ( OSSO FRONTAL SUPERIOR ) com tantas coisas ruins neste mundo e ainda tem babaca para esperniar porque foi identificado como gay…o movimento gay deve moderar em suas declarações, já os ORGULHOSOS HETEROS precisam urgentemente de uma LAVAGEM CEREBRAL…estão todos mais loucos que eu…HAHA ASLOKAS

    PS: Querida, não seria Judaico – Cristãs??

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