Pais e filhos: O relacionamento quase perfeito

Postado em 04 dezembro 2008 por Tamires Peixoto

A base da formação de todo ser humano começa pela família. Os pais possuem um papel fundamental no desenvolvimento e na vida de seus filhos.
O significado da família, para muitos, é amor, proteção, apoio. Porém, para outros, não é bem esse o significado e nem sempre esses sentimentos existem.
Danilo Moreira de Souza Albuquerque, 15 anos, estudante, morador de São Félix, relata que a convivência com os seus pais é “normal”. As discussões são regulares e a falta de diálogo dificulta em pouco o entendimento entre eles. “Eu não converso muito com minha mãe nem com o meu pai. Tenho vergonha. Eles também não me dão abertura para conversar. Eu sinto muito falta disso”, completa.
Danilo, em vários momentos da sua fala, mostrava tristeza no olhar. A vergonha que ele sente não é só em falar com os pais, mas também é em falar sobre os seus pais.
Na maioria dos relacionamentos entre os jovens e seus pais, os desentendimentos advêm da ausência de carinho, atenção e, sobretudo de diálogo.
“Eu não tenho sentimento nenhum por eles. Eles não conversam comigo e eu nunca tentei chegar até eles para conversar. Meus pais não são grosseiros, mas não são carinhosos”, conclui Danilo.
Casos e casos. Ao contrário de Danilo, Robson Borges dos Santos, 16 anos, estudante, também morador de São Félix, define o seu relacionamento com seus pais de “favorável”: “O nosso convívio é uma troca de informações”, explica.
A família significa para ele a sua própria vida. Não existem dificuldades. Ele apenas ressalta que, por motivos de trabalho ou desencontros, seu pai, às vezes, é ausente no seu dia-a-dia. “Se eu estivesse no lugar do meu pai, eu tentaria ser muito mais presente na vida dos meus filhos. Mas o bom de tudo é que quando nos encontramos é muito bom. Parecemos dois amigos”, acrescenta.
Robson ainda diz que muitos jovens querem ter uma liberdade, dentro e fora de casa, de forma desenfreada e repentina. Para ele as conversas e a experiência dos pais são essenciais para que essa “autonomia” aconteça e para que a relação entre ambos seja da forma como deve ser: verdadeiros pais e filhos.
Em artigo publicado no site www.psicologia.com.pt, a psicóloga Ana Cláudia Ferreira de Oliveira explica como se dá a relação entre pais e filhos. Além disso, a psicóloga enfatiza a necessidade dos pais criarem os seus filhos com muito amor e carinho, não esquecendo de impor os limites necessários para estabelecer um bom convívio.

Por Maiane Matos

Ouça o áudio com a psicóloga do CRAS de São Félix.

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A delicada relação entre pais e filhos.

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