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JORNALISMO 2.0 – jornalismo cidadão em redes telemáticas
Palestras e oficinas / Dia 09 de julho / UFRB/CAHL – Cachoeira, BA
Realização: PLUG! – Programa de Disseminação do Software Livre em Escolas Públicas do Recôncavo
Com a popularização dos meios de comunicação online e móveis, a figura do telespectador passivo na frente da TV ou diante de um jornal desapareceu. Cada internauta comum passa a ser um produtor e difusor de notícia em potencial. Com o slogan “O mundo está falando. Você está ouvindo?”, o Global Voices Online reflete o que estes jornalistas-cidadãos (ou cidadãos-jornalistas) anseiam dizer para o mundo nessa era do verdadeiro veículo de comunicação ‘das massas’.
PROGRAMAÇÃO:
- manhã (auditório do CAHL – Cachoeira) – 8h30
tema 1 – Da máquina de escrever aos microblogs
tema 2 – Rotinas produtivas em redes telemáticas, jornalismo cidadão e o Global Voices On Line
- tarde (laboratório de informática – Cahl – Cachoeira) – 14h
tema 3 – Eleitor 2010 – Usando a plataforma open source Ushahidi (workshop) (inscrições limitadas para o workshop: 2 pessoas por máquina)
- noite (no Centro Cultura Dannemann) – 21h
festa “Laboratório”, com alunos-djs do curso de Cinema da UFRB
PALESTRANTES:
- Paula Góes – Jornalista formada pela Universidade Federal de Alagoas e radicada em Londres. É editora de língua portuguesa do Global Voices Online, uma iniciativa de mídia cidadã sem fins lucrativos criada pelo Centro Berkman para Internet e Sociedade da Escola de Direito de Harvard, coordenando a cobertura de blogues, podcasts, vídeos e outros veículos de inclusão digital em países de língua portuguesa ao redor do mundo. Co-idealizadora do Projeto Eleitor 2010 para cobertura colaborativa das eleições de outubro pela ótica do eleitor.
- Diego Casaes – Bacharel em Turismo pela Faculdade São Salvador, BA. É tradutor, blogueiro e desde 2009 é editor Global Voices em Português – parte do Projeto Lingua, braço de traduções do GVO – onde coordena uma equipe de tradutores voluntários cuja função é disponibilizar em língua em portuguesa os artigos produzidos por todas as editorias internacionais do projeto. Co-idealizador do Projeto Eleitor 2010 para cobertura colaborativa das eleições de outubro pela ótica do eleitor.
Software Livre, Educação e Formação – A experiência do projeto Irecê (FACED-UFBA)
No dia 25 de maio, será realizado o primeiro de uma série de seminários do Plug!. Nesta oportunidade, conheceremos o Projeto Irecê, desenvolvido pela Faculdade de Educação da UFBA e que articula a formação de professores com o uso de novas tecnologias.
Confira a programação e participe.

O tabuleiro da inclusão
O Tabuleiro Digital é um projeto de inclusão digital, foi desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Educação, Comunicação e Tecnologias (GEC), da Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O trabalho tem o
objetivo de favorecer a inclusão sociodigital e sua organização está centrada na lógica das redes, de forma que o acesso seja feito de forma plena e intensa. O nome Tabuleiro Digital foi dado devido aos suportes para os computadores, parecerem com os tabuleiros das baianas que vendem acarajé.
Criado em janeiro de 2004, o projeto completou cinco anos de trabalho em 2009, ele tem a proposta de acesso aberto, gratuito e comunitário à internet. Há no total três centros de acesso à Web no âmbito do Tabuleiros Digitais – dois na UFBA e um no bairro de Pirajá, em Salvador.
Além do acesso a rede, a idéia é também ter um compromisso político com a divulgação e utilização de Software Livre (sistemas operacionais que permitem a liberdade de executar, estudar, modificar e distribuir o programa). O projeto é fruto de uma parceria entre a UFBA, a Fundação ADM e a Petrobrás, com apoio do Liceu de Artes e Ofícios e do Projeto Software Livre da Bahia.
Visite o site do Tabuleiro Digital
Por Rosivaldo Mercês
“Viva cultura viva”
O Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura (MinC), é uma rede de criação e gestão cultural, mediado pelos Pontos de Cultura, sua principal ação. O programa estimula a criatividade, assume a cultura, a educação e a cidadania, enquanto incentiva, preserva e promove a diversidade cultural do país. Por meio da Secretaria de Programas e Projetos Culturais, o MinC iniciou, em 2004, a implantação dos Pontos de Cultura, com a missão de reconhecer e reverenciar a cultura viva de povo brasileiro. O papel da coordenação do programa será o de fomentar o processo de reinterpretação cultural, estimulando a aproximação entre diferentes formas de representação artística e visões de mundo.
Os Pontos de Cultura são uma parceria entre Estado e sociedade civil. Para se tornar um é preciso participar da seleção por meio de edital público, atualmente, há mais de 650 Pontos de Cultura espalhados em todo o território brasileiro. Com o convênio firmado, o Ponto de Cultura recebe a quantia de R$ 185 mil reais, para articular e impulsionar as ações que já existem nas comunidades. Uma parte desse dinheiro é utilizado para aquisição de equipamento multimídia em software livre (os programas serão oferecidos pela coordenação), composto por microcomputador, mini-estúdio para gravar CD, câmera digital, ilha de edição e o que for importante para o Ponto de Cultura.
O MinC também oferece equipamentos que amplifiquem as possibilidades do fazer artístico e recursos para uma ação contínua junto às comunidades, seja na compra de instrumentos, figurinos, equipamentos multimídias, seja na contratação de profissionais para cursos e oficinas, produção de espetáculos e eventos culturais, entre outros. Ao lado dos Pontos de Cultura, o Programa Cultura Viva integra outras quatro ações: Cultura Digital, Agente Cultura Viva, Griô e Escola Viva.
Site do Ministério da Cultura:
http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/?page_id=31
Imagens das atividades desenvolvidas nos Pontos de Cultura.


Como contar uma história?
Na quinta-feira, 10/12, a oficina teórica do Plug! foi ministrada pelo professor Roberto Duarte, do curso de cinema da UFRB. O tema foi a preparação de roteiro para vídeos de curtíssima metragem. A atividade começou com a pergunta: como contar uma história?
De início, Duarte fez uma abordagem histórica para responder o questionamento, passando por nomes como Descartes, Kant, Hegel e Gabriel Garcia Marquez, entre outros. Em seguida, falou dos códigos e subcódigos que um bom roteiro deve mostrar, e ressaltou a necessidade de atentar para o suporte, a linguagem e os objetivos da história que se quer contar.
Cidadão ganha espaço em debate sobre mudanças climáticas
Você tem uma pergunta ou questionamento importante a fazer sobre os problemas do aquecimento global e das mudanças climáticas que estão sendo discutidos em Copenhague agora?
A produção colaborativa e a participação do cidadão ganharam destaque na cobertura que a rede de notícias CNN está promovendo da 15º Conferência do Clima (COP-15) ou Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que começou na manhã de segunda-feira (7) em Copenhague, na Dinamarca.
A CNN International e o YouTube firmaram uma parceria para promover um debate interativo sobre os temas da COP-15. O público poderá participar enviando suas perguntas e ideias por meio de um canal especial que o site de compartilhamento de vídeos criou para o evento.
No projeto “Raise Your Voice” (levante sua voz), a proposta é que pessoas de quaisquer partes do mundo possam enviar questões e pontos de vista para o debate ao vivo por especialistas. O debate de uma hora será apresentado pelo jornalista Becky Anderson e será exibido ao vivo pela CNN.com e pelo YouTube no dia 15 de dezembro, com reprise pela CNN International no dia 16. As duas perguntas mais votadas no Youtube ganharão uma viagem de 4 dias a Copenhague.
Ao promover iniciativas como esta, o YouTube e a CNN demonstram a importância do cidadão ter direito a fazer parte do debate sobre um tema tão importante por meio da ação colaborativa, dialógica e interativa das ferramentas de produção da informação. Assim, as pessoas hoje podem ajudar a construir o que antes era apenas consumido.
Esta ação também é relevante para se pensar a dimensão que as novas tecnologias da informação possuem na sociedade contemporânea, afinal, nunca antes foi pensado em utilizar a opinião das pessoas comuns num evento deste porte.
Aproveite para enviar suas questões e para votar nos melhores vídeos.
II Fórum de Mídia Livre tem transmissão pela internet
Começa hoje o II Fórum de Mídia Livre, com a participação de ativistas, artistas, intelectuais, profissionais de comunicação, gestores públicos, empreendedores e estudantes. Na pauta principal, as questões relevantes para os fazedores de mídia independente no país e a proposta de se construir uma agenda comum como resultado do evento.
O FML contará com desconferências temáticas, mesas de debate, oficinas de produção de mídia, transmissão ao vivo de palestras e oficinas pela internet, encontro nacional dos pontos de mídia, encontro nacional de blogs políticos, colóquios de mídias sociais nas organizações e movimentos, lançamentos de livros, revistas e sites.
Entre os convidados, estão nomes como Sérgio Amadeu, Marcos Dantas, Barbara Szaniecki, Altamiro Borges, Marcelo Branco, Tulio Vianna, Giuseppe Mario Cocco, Oona Castro, Luis Nassif, Dudu do Morro Agudo, Venicio Artur de Lima, entre muitos que atuam no midialivrismo, na democratização da comunicação, na inclusão digital, em software livre e em várias frentes que envolvem o contexto das tecnologias comunicação e da informação hoje.
Confira a programação, os convidados e, em especial, a transmissão ao vivo pelo http://www.forumdemidialivre.org
Destaques do FML podem ser acompanhados também pelo http://twitter.com/midialivrevix.
Tecnologia e mudanças na comunicação abrem oficinas teóricas
A primeira etapa das atividades do PLUG, a ser desenvolvida até o final do semestre letivo do CAHL, iniciou com a capacitação dos monitores extensionistas multiplicadores do software livre em escolas públicas do Recôncavo.
No primeira oficina teórica, ministrado pelo professor Ricardo Augusto no dia 12 de novembro, foram apresentadas algumas das referências conceituais e do recorte teórico que fundamenta o projeto. Entre outros temas, foram tratadas as transformações na comunicação a partir das tecnologias da informação e comunicação (TICs), com destaque para a web 2.0 e a produção de conteúdo pelos usuários da internet, além da perspectiva da cultura “pós-massiva” e a “era pós-mídia”.
Na oficina seguinte (19/11), foram discutidos aspectos gerias do blog, uma típica modalidade de produção de conteúdo da web 2.0. Esta forma de uso da web foi enfocada por meio dos desdobramentos na atualidade, como as mudanças nas ferramentas básicas seguida da popularização da plataforma do blog. Nesta oficina foi discutida a construção coletiva da proposta do blog do PLUG com sugestões sobre o processo de concepção e edição.
O blog do PLUG! foi pensado como espaço de socialização de informações reflexivas, de experimentações com o foco em redes sociais e das práticas de edição e aplicação com a lógica de possibilitar a autonomia dos sujeitos para o uso das ferramentas e formatos. Entre outros destaques, ele deve contribuir para a formação de comunidades e a interface com outros blogs.
Em 26 de novembro, foram definidas as tarefas de produção, pelos extensionistas, do conteúdo do blog, com a distribuição das pautas.
Capacitação em software começa com Ubuntu
A capacitação dos monitores do Plug começou no dia 12 de novembro. Já foram realizadas três oficinas práticas, ministradas por Wille Marcel e César Velame.
Na primeira o tema trabalhado foi o Ubuntu e seus aspectos gerais. O enfoque foi a instalação desse sistema operacional e a apresentação de seus aplicativos.
Já na segunda oficina o tema foi o WordPress. Os alunos criaram blog e aprenderam a gerencia-lo. Na terceira o Ubuntu foi mais explorado. Foram trabalhadas operações como a estrutura de diretórios do Gnu/Linux, alteração e remoção de usuários, reprodução de vídeos no Ubuntu e instalação e remoção de softwares.
Wille Marcel afirma que o objetivo de capacitar os monitores para que se tornem multiplicadores nas escolas públicas tem sido alcançado. Para ele, embora a metodologia utilizada ainda esteja em fase de teste, tem obtido bons resultados.
Ele defende uma capacitação com autonomia do aluno e com a constante busca de conhecimento. “O aluno precisa ter uma postura mais ativa, buscar soluções para os problemas. O professor não deve ser alguém que saiba tudo ou que tenha todas as respostas”, defende.


