terça-feira, 16 de março de 2010

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Produção audiovisual é tema das oficinas de janeiro

A oficina teórica da quinta-feira, 7 de janeiro, ministrada pela professora Angelita Bogado, teve como objetivo promover uma reflexão acerca do uso do celular como produtor de cultura.

A aula recordou a necessidade de que a filosofia do software livre esteja sempre presente nas produções dos alunos pois possibilitam o trabalho em coletividade, a troca de conhecimento e a liberdade .

Ainda foram abordados o paradoxo entre a relação da exposição da vida privada e o isolamento social. Para isso, analisou-se o computador como promotor da comunicação virtual e ao mesmo tempo do isolamento real, além do fato de que visibilidade e intimidade estarem caminhando juntas.

A partir desta oficina, os estudantes envolvidos no projeto deram início a um processo de criação para a produção de um vídeo que deve ser gravado na próxima semana. Os vídeos devem ser recriações dos mitos de Ovídio e de alguma forma abordar os três pontos que nortearam a aula: coletividade, troca de conhecimento e liberdade.

Todo esse mês de janeiro será dedicado à produção audiovisual. Paralela às oficinas teóricas, as oficinas práticas trazem capacitação com software livre para a edição do material elaborado.

No dia 21, as professoras Angelita Bogado e Alene Lins vão orientar a finalização do conteúdo produzido e no dia 28, o material será exposto ao grupo.


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Minha trajetória

Vídeo produzido pelos monitores Anderson Silva, Iolita Costa, Meire Fiuza, Menderson Bulcão e Toniel Costa, na oficina ministrada no dia 17/12 pela professora Alene Lins.

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Como contar uma história?

Na quinta-feira, 10/12, a oficina teórica do Plug! foi ministrada pelo professor Roberto Duarte, do curso de cinema da UFRB. O tema foi a preparação de roteiro para vídeos de curtíssima metragem. A atividade começou com a pergunta: como contar uma história?

De início, Duarte fez uma abordagem histórica para responder o questionamento, passando por nomes como Descartes, Kant, Hegel e Gabriel Garcia Marquez, entre outros. Em seguida, falou dos códigos e subcódigos que um bom roteiro deve mostrar, e ressaltou a necessidade de atentar para o suporte, a linguagem e os objetivos da história que se quer contar.


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O software livre chega ao Festival 5 minutos

 

Durante o XIII Festival Nacional 5 minutos, organizado pela DIMAS – Diretoria de audiovisual da FUNCEB – nas salas Alexandre Robatto e Walter da Silveira em Salvador, além da exibição tradicional dos curtas inscritos, como novidade desta edição também ocorreram oficinas de roteiro, de análise fílmica, de produção de games e ineditamente, um workshop em softwares livres no moldes dos hacklabs gringos. Levando em consideração que a produção audiovisual tradicional é pautada na utilização de uma linguagem específica e no uso de software profissional proprietário (de alto custo), o festival deste ano inovou ao trazer para seu quadro educativo, a disseminação e o uso de softwares livres para produção audiovisual.

 

 Evidentemente, um festival tradicional costuma inovar dentro de campos diversos da tecnologia, principalmente quando há um reconhecimento do produto inovador no mercado cinematográfico, porém,  a disseminação de ferramentas livres ainda é uma perspectiva  pouco visualizada no campo do Cinema, pois esta opção não visa rentabilidade. Por  outro lado, existe uma demanda que busca uma liberdade de interlocução entre a cadeia produtiva e o que se deseja da tecnologia. A maior influência para a ocorrência desta oficina neste festival, deveu-se principalmente às pesquisas realizadas empiricamente por ativistas midiáticos e em Universidades, por diversos pesquisadores e artistas audiovisuais interessados no desenvolvimento de ferramentas livres para suas produções artísticas, o que permitiu o interesse da produção do Festival, que buscou essa alternativa através de contato com professores da UFBA.

 

O laboratório Narrativas Audiovisuais Interativas contou com a participação de 15 inscritos: entre estudantes de computação, filósofos, operadores de câmera e curiosos em geral. O processo de produção para a vídeoinstalação interativa se deu colaborativamente, através de uma metodologia experimental que envolveu discussão sobre a desconstrução de uma narrativa audiovisual, escolha de um tema comum (no caso o tema escolhido foi o samba), deambulação pelas ruas do centro da cidade para apurar o olhar e o repertório, captura de imagens e registros de sons que remetessem ao samba e uma sensibilização ao uso de ferramentas livres como os softwares Cinelerra para edição de vídeo, Ardour2 para edição de áudio e principalmente o PureData (PD) que manipula objetos virtuais através de estímulos sonoros e visuais em tempo real.

 

A vídeoinstalação “Em 5 minutos…” consistiu em um vídeo curta-metragem (produzido e editado coletivamente na oficina) sobre o samba, que foi manipulado em tempo real pelos participantes, através de estímulos musicais ocorrido em uma mesa de bar montada cenograficamente para o momento. Cada estímulo vocal disparava uma interação no vídeo, desconstruindo-o e formando uma nova imagem e um novo som.

 

O workshop foi ministrado pela estudante de cinema Tininha Llanos da CAHL – UFRB, pesquisadora em softwares livres do Descentro  e  que também faz parte do PLUG! Participaram também na condução compartilhada, o músico Cristiano Figo e o seletor de som José Balbino. O processo final ocorreu ao vivo e pôde ser visualizado na festa de encerramento do Festival.


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Videoarte em cena

A oficina teórica de 3 de dezembro, ministrada pela professora Alene Lins, contou com a participação do coordenador do curso de Cinema da UFRB, Danillo Barata. Mestre em Artes Visuais e doutorando em Comunicação e Semiótica, Barata fez uma panorâmica sobre a Videoarte, os novos formatos das atividades artísticas na contemporaneidade (videoclipe) e a influência das novas tecnologias, principalmente a internet, sobre elas.

Foram expostos vários exemplos de videoarte de contextos históricos diferentes, clipes e alguns dos trabalhos do próprio artista. A oficina buscou instigar e despertar o olhar dos monitores para a linguagem audiovisual do videoclipe e da videoarte. Ela se insere na perspectiva do Plug de lidar com várias formas de expressão na produção audiovisual a partir de dispositivos portáteis como câmeras digitais e celulares.

Veja abaixo alguns sites para saber mais sobre videoarte e sobre o trabalho de Danillo Barata.

Capitália – informações e link para o vídeo

Videoinstalação: o corpo como inscrição de acontecimentos, disponvel no blog do artista

De carne e osso. Dossiê de Danillo Barata, no site da Associação Cultural Videobrasil, com acesso a trabalhos do artista.


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