Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Notícias > UFRB encerra Fórum com debate sobre representação negra em Santo Amaro
Início do conteúdo da página
Fórum 2018

UFRB encerra Fórum com debate sobre representação negra em Santo Amaro

Publicado: 30/11/18 11:11 | Última atualização: 05/12/18 08:40 | Acessos: 249 | Postado por Fernanda Braga

Encerrando a programação do XIII Fórum Pró-Igualdade Racial e Inclusão Social do Recôncavo, o Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), campus de Santo Amaro da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), recebeu na quarta-feira, 28 de novembro, sua comunidade acadêmica e palestrantes convidados para um debate sobre Representação e Representatividade Negra.

O evento contou com a abertura do Clube da Canção, um projeto de extensão voltado ao estudo e à interpretação de canções brasileiras. O grupo, coordenado pelo professor Jorge Lampa, interpretou canções do repertório de Tim Maia. Lampa explicou a escolha do repertório e apresentou um pouco da trajetória do músico.

Em seguida, a mesa institucional foi composta pelo reitor da UFRB, Silvio Soglia; a vice-reitora, Georgina Gonçalves; o diretor do CECULT, Danillo Barata, e a vice-diretora, Laura Bezerra. Em sua fala, o diretor do CECULT destacou o Fórum como um evento fundador da Federal do Recôncavo e também do campus em Santo Amaro. “O Fórum foi a primeira celebração pública que tivemos. E, a todo o momento, temos trabalhado a concepção e estruturação desse Centro a partir das políticas de inclusão e igualdade”, afirmou Barata.

A vice-reitora Georgina Gonçalves ressaltou que a disposição para o enfrentamento de qualquer tipo de discriminação, a luta pelas ações afirmativas e o aprofundamento das discussões em relação à igualdade racial são características que distinguem e referenciam a UFRB, além de serem motivo de orgulho. “Somos uma universidade majoritariamente negra e feminina. Uma universidade, como se diz, com o perfil dos improváveis”, disse.

Encerrando as falas institucionais, o reitor Silvio Soglia reafirmou a importância de honrar os princípios fundandes da UFRB e sua luta pela diversidade com a realização de mais um Fórum Pró-Igualdade Racial e Inclusão Social do Recôncavo. Soglia enfatizou que o novo formato implementado esse ano, com ações descentralizadas ocorrendo nos campi em dias consecutivos, permitiu o “protagonismo de cada um dos Centros de Ensino da UFRB e uma maior interação com a comunidade local”.

Ao final, o reitor citou como avanços a criação do Comitê de Acompanhamento de Políticas Afirmativas e Acesso à Reserva de Cotas (COPARC) e a aprovação das cotas na Pós-Graduação, que “reafirmam o compromisso da instituição para com a democratização do acesso ao Ensino Superior”.

Representação Negra - Conduzindo a programação do Fórum, a professora Rita Dias, membro da comissão organizadora local falou sobre o tema escolhido pelo CECULT para o evento. “Quando falamos em promoção da igualdade racial pela via da educação, existem ações que são objetivas, imediatas. A nossa presença física aqui é um sinal dessa representatividade do povo negro, fazendo com que nossos referenciais entrem nos discursos acadêmicos”, defendeu a professora.

Foram convidados para contribuir com o debate o professor Antonio Baruty, da UFPB, que fez a conferência de abertura com o tema “Representação e representatividade negra”, seguida das falas da professora Jamile Borges, da UFBA, sobre “Representação e Representatividade Negra: Memória e Perspectivas”, e do professor Sílvio Humberto Cunha, da UEFS, sobre “Representação e Representatividade Negra nas Instituições Públicas”.

Baruty compartilhou a sua experiência pessoal e falou de que forma isso influencia seu trabalho como professor universitário. “Levei 20 anos para me ‘descobrir negro’, porque durante todo esse tempo me foi negada uma representatividade na qual eu pudesse me enxergar de forma positiva. E quanto mais a gente demora para se encontrar, mais sofrimento interno temos”, relatou.

“Procuro, então, levar para a sala de aula essa identidade. Não falo de características biológicas, mas de conceitos e saberes negros para que eu consiga conquistar estudantes a se encontrar com a sua origem”, explicou Baruty.

Apresentações culturais - A programação contou ainda com apresentação e roda de saberes e formação com o Grupo Mulheres Percussivas de Santo Amaro e, fechando as atividades, Baile Charme conduzido pelo professor Zivitim, do CECULT.

Confira fotos do evento:

registrado em:
Fim do conteúdo da página