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Onze de Dezembro: Onze anos de impunidade

Postado em 12 dezembro 2009 por Gustavo Medeiros

Sessenta e quatro mortos e uma triste sensação de impunidade no ar. Onze anos depois, os responsáveis e até aqueles que foram omissos com relação à situação seguem no mesmo compasso e as vítimas não foram indenizadas até hoje. A impressão que se tem é que o crime vai prescrever.

Marcam julgamento para um dia, marca para outro e assim vai indefinidamente. É arriscado algum réu acabar falecendo e o caso acabar sendo arquivado por falta de réu. A gente não consegue entender como a Justiça brasileira é tão lenta. Nós temos aqui um elefante branco chamado Projeto Fênix que serviu para enriquecer gente aqui – e é até meio complicado dizer nomes, mas todos sabem que teve gente que passou por esse projeto e mudou de vida. Foi a maior tragédia com fogos já acontecida na história desse país.

No ano passado disseram que o julgamento seria esse ano e neste ano dizem que vai ser ano que vem. Nós gostaríamos de parar de falar nesse assunto mas foram sessenta e quatro vítimas fatais, na sua grande maioria mulheres e crianças vítimas da exploração no trabalho. De lá pra cá pelo menos outras dez pessoas já faleceram em acidentes com fabricação clandestina de fogo – prova de que pouco ou nada se aprendeu desde que a tragédia aconteceu há onze anos atrás.

Na verdade, o histórico de acidentes com fogos em Santo Antônio de Jesus é antigo e volta e meia aparece alguém procurando a nossa reportagem para relatar vítimas fatais de acidentes ocorridos há até vinte anos atrás. A coisa é repetitiva, infelizmente. A única pergunta que fica, porém é: até quando?

Por Blog do Valente

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Negócio com o inimigo

Postado em 30 outubro 2009 por Gustavo Medeiros

Deflagrada recentemente, a campanha midiática a favor da moralização do Senado deveria ser encampada por todos os brasileiros. Porém, quando analisamos as digitais dos organizadores da gritaria moralista surgem dúvidas sobre a legitimidade dos “revoltados”.

 No mês de junho, a Rede Globo lançou todo seu ódio ao presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB/AP), repercutindo diariamente supostos envolvimentos dele e de seus familiares nos mais diversos crimes de favorecimento.

No auge da “crise do Senado”, a bola da vez foi o senador Fernando Collor (PTB/AL), que travou forte embate com  Pedro Simon (PMDB/RS). Coincidentemente, os dois ex-presidentes foram alvos da já conhecida fúria global. Reportagens, debates no Fantástico,  nas novelas e  até o humorístico Casseta&Planeta foram utilizados pela Vênus Platinada em sua campanha de “moralização” do Congresso Nacional.

 Voltando no tempo, mais precisamente no final da década de 80, observamos que a cobertura jornalística da emissora carioca era completamente diferente. Sarney era o presidente e Collor governava o Estado de Alagoas. Todas as noites o Jornal Nacional apresentava o governador alagoano (ele nasceu no Rio de Janeiro) como o Caçador de Marajás.

O início de 1989 anunciava a primeira eleição direta para presidente do Brasil após o término da Ditadura Militar. O cadáver político de Sarney era renegado por todos. Sem opção, a Globo esqueceu Aureliano Chaves (representante do PFL e dos resquícios do golpe), Mário Covas (São Paulo não poderia ficar sem candidato e os tucanos ainda não eram os queridinhos da Familia Marinho), Afif Domingos (aquele do bordão famoso “juntos chegaremos lá”), Paulo Maluf (naquela época ele já estava queimado) e investiu na campanha do candidato “coLLorido”.

No segundo turno, após um primeiro pleito com 21 candidatos e dois cancelados pela Justiça Eleitoral (Sílvio Santos e Armando Correia, ambos do PMB), Lula e Collor seriam escolhidos pela população brasileira. O resto não precisa lembrar, porque como diz Mino Carta, até o reino mineral já sabe. Não é preciso ser nenhum articulista político para detectar os movimentos da família Marinho para se purificar da jornada coLLorida de 1989.

A campanha da Globo para defenestrar os dois senadores torna-se mais estranha  quando lembramos quem são os parceiros comercias do clã dos Marinho no estados de Alagoas e Maranhão. Na terra governada por Fernando Collor na década de 80, a retransmissora do sinal global é da TV Gazeta, canal 7, comandada pelo Grupo Arnon de Mello. No Maranhão, os embalos de Xuxa e os gritos de Galvão Bueno, por exemplo, são distribuídos pela Rede Mirante, comandada pela família Sarney.

A lógica global é simples: os negócios ficam à parte do escrúpulo daqueles que nós execramos todos os dias em nossa programação. Eles não servem mais para fazer política, mas são bons parceiros comerciais. Passar Bem!

 

Por Mauricio Medeiros

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Energia: a Bahia continua no caminho errado

Postado em 26 setembro 2009 por Coordenador

Por Francisco de Souza Fadigas*

Um dos assuntos mais preocupantes do momento com relação ao meio ambiente é sua preservação, e dentre tantas ações que as nações do mundo tem que tomar, uma das mais importantes é com a redução de emissões de CO2 e outros gases que promovem o efeito estufa.(1)

Na contramão da história, o Brasil investe pesadamente na instalação de termelétricas movidas a óleos derivados de petróleo, o que irá contribuir ainda mais para o aumento na concentração de CO2 atmosférica, sem falar dos gases promotores de chuva ácida, como óxidos de nitrogênio e enxofre (NOx e SOx) e dos poluentes secundários (peroxiacetil nitrato e ozônio) formados na atmosfera à partir de reações dos óxidos de nitrogênio.

Enquanto o Sul e Sudeste rejeitam termelétricas por questões ambientais, o Nordeste tem 40 projetos em andamento. Na prática, essa energia suja está sendo deslocada para o Nordeste porque não é mais aceita no Sul e Sudeste, os maiores consumidores de eletricidade do País. (2).

Some-se a isso o fato da grande maioria serem termelétricas que usam o óleo combustível B1, como fonte energética, o que implicará em danos ao meio ambiente e à sociedade como um todo. De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, “as termelétricas a gás emitem menos de um terço do CO2 que emitem as outras (óleo e carvão)”(3)

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética – EPE, com o resultado do Leilão de Energia Nova A-3, realizado em 17/09/2008 pelo Governo Federal, foram contratadas 10 usinas termelétricas para fornecer a energia que deverá entrar no Sistema Interligado Nacional – SIN até 2011(4). A grande questão é que das termelétricas contratadas para o Nordeste (80 % do total), seis (60 %) estão previstas para serem instaladas na Bahia e todas (100 %) serão movidas a óleo pesado (OCB1). As duas únicas leiloadas para a região sudeste, serão movidas a gás natural.

Em relação ao 7º leilão de Energia de Nova (A-5), ocorrido no dia 30/09/2008, para negociação de entrega de energia com início em 2013(5), apenas uma fonte hídrica (UHE Baixo Iguaçu – PR) foi contratada. Dos 24 fornecedores contratados nesse leilão, quinze (62,5 %) serão instalados no Nordeste, sendo que 14 (93 %) serão usinas termelétricas movidas a óleo pesado (OCB1) e uma (7 %) delas usará carvão mineral importado na geração de energia. Do total desse leilão, cinco usinas (20,8 %) têm previsão de instalação na Bahia, sendo que todas (100 %) serão acionadas pela queima de óleo pesado (OCB1). Enquanto isso, das 7 leiloadas para o sudeste, apenas 3 (40 %) serão movidas a óleo pesado.

A quantidade de termelétricas, contratadas nos leilões públicos, é alvo de críticas da própria Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal responsável pelo planejamento do setor. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, disse (em abril de 2009) que o crescimento da energia térmica é fruto de uma visão “estranha” dos órgãos ambientais, que privilegiam usinas poluidoras em detrimento de hidrelétricas(2).
Como as usinas termelétricas, à base de óleo combustível, emitem grandes quantidades de CO2, o que estamos assistindo na Bahia será a formação de um “cinturão de energia suja”, interligando os municípios próximos ao Recôncavo em que essas térmicas estarão instaladas. Das onze térmicas contratadas até o momento para a Bahia, apenas uma está localizada fora da região do Recôncavo, no município de Senhor do Bonfim.

Todas as térmicas projetadas pela EPE têm previsão de início das operações entre 2010 e 2013(2) o que implica que, quando todas as dez usinas previstas para implantação nas proximidades do Recôncavo da Bahia estiverem em operação, uma quantidade enorme de gases poluentes (CO2, CO, NOx e SOx) serão lançados na atmosfera. Numa estimativa simplista, considerando que as térmicas na Bahia funcionarão apenas dois meses (60 dias) por ano, que consumirão apenas 100 toneladas de óleo combustível por dia (cada), que o óleo possui em média 87 % de carbono(6) e que para cada quilo de combustível queimado serão produzidos 3,19 Kg de CO2 (1), isso resultaria no lançamento de aproximadamente 191,4 milhões de Kg de CO2/ano. E este ainda seria um cenário bastante otimista. Na prática, por se tratarem de usinas de despacho, que deverão ser acionadas a qualquer momento pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o número de dias de funcionamento poderá exceder o previsto, resultando em lançamento de uma carga de poluentes atmosféricos superior à estimativa apresentada.

Outro aspecto importante a ser dicutido sobre essa “onda” de leilões envolvendo a compra de energia gerada pelas térmicas é a real necessidade de que tantas usinas sejam implantadas na Bahia. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse (em 17/08/2009) que “a expectativa do governo é de que, daqui até o fim do ano, não será mais necessário fazer geração de energia complementar em usinas termelétricas”(7). Segundo dados recentes do ONS, os reservatórios da Região Sul operavam com 85,8 % da capacidade; os do Sudeste e do Centro-Oeste com 74,1 % do potencial; os do Nordeste a 80,7 %; e os do Norte, 75,8 % (7). Assim, é preciso refletir sobre a quem beneficiará, de fato, o fornecimento dessa energia. Será a Bahia a principal beneficiada ou, mais uma vez, nosso território e nossos recursos estarão sendo usados em benefício dos estados do sul e sudeste?

Por fim, gostaria de encerrar essa breve escrito deixando o comentário de Marco Tavares, sócio da consultoria Gás Energy: “O Brasil está piorando muito a sua matriz energética, nenhum País investe em geração térmica a óleo. Estamos na contramão do mundo”(8).

Referências

(1) ABESCO. Combustão e Poluição. Disponível em: http://www.abesco.com.br/datarobot/sistema/paginas/pagebody2.asp?id=35&msecundario=1253
(2) Sudeste ”exporta” usinas poluidoras. Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090406/not_imp350554,0.php
(3) Governo barra termoelétricas ‘sujas’. Disponível em: http://www.estadao.com.br/economia/not_eco354489,0.htm
(4) EPE. Leilão A-3/2008 possibilita excedente estrutural de oferta de energia em 2011. Disponível em: http://www.epe.gov.br/imprensa/PressReleases/20080918_1.pdf
(5) EPE. Leilão A-5/2008 contrata 5.566 MW para atender o mercado nacional em 2013. Disponível em: http://www.epe.gov.br/imprensa/PressReleases/20080930_1.pdf.
(6)PERRY, R.H., CHILTON, C.H.  Análises elementares típicas dos combustíveis de petróleo. In: Manual de Engenharia Química, 5ª.edição, tradução de Horácio Macedo, Luiza M. Barbosa e Paulo Emídio de F. Barbosa.Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1980.
(7) Energia térmica poderá não ser mais necessária este ano. http://www.estadao.com.br/economia/not_eco420246,0.htm.
(8) País precisará importar óleo para termelétricas. Disponível em http://www.power.inf.br/pt/?p=1636

* Professor Fadigas é Dr. em Agronomia

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INEP e Ministro da Educação com “filme queimado” na Bahia

Postado em 04 setembro 2009 por Coordenador

Do senador César Borges à deputada comunista Alice Portugal, o descontentamento era o mesmo. Na reunião ocorrida na Câmara dos Deputados com a bancada baiana para discutir o orçamento de 2010, sobraram críticas à postura do INEP, que, mesmo sem ter avaliado a UFRB, divulgou uma lista em que a federal do Recôncavo era mostrada como uma universidade deficiente.

Presente ao encontro, o reitor Paulo Gabriel explicou aos parlamentares que a UFRB nunca foi avaliada.

O INEP avaliou, na verdade, o curso de agronomia e, mesmo assim, em 2007. Os alunos do curso de agronomia foram formados pela UFBA, às vésperas de suas formaturas foram transferidos para a UFRB, que absorveu o curso da UFBA. O seja, fizeram o curso na UFBA e foram avaliados quando entraram na UFRB.

O tempo fechou entre o INEP e os parlamentares baianos e sobraram críticas à atitude do instituto que divulgou a nota do curso de agronomia como se isto fosse a avaliação da universidade inteira.

Os parlamentares criticaram os prejuízos causados pelo instituto à imagem da UFRB, uma vez que somente em 2011 os seus formandos serão, de fato, avaliados.

No Estadão, o reitor Paulo Gabriel bateu forte no INEP e afirmou tratar-se de uma “aberração estatística”.

O reitor tem razão. É uma irresponsabilidade divulgar a nota de 1 curso como se fosse a avaliação dos quase 40 cursos oferecidos pela instituição.

O INEP deve se preparar para apanhar da bancada baiana que também está de olho no Ministro da Educação, Fernando Haddad.

É que o ministro sabe que a avaliação restringiu-se ao curso de agronomia, mas, em particular, utiliza-se da “avaliação” para negar aos parlamentares mais investimentos na ampliação das universidades federais baianas.

Agora, com a “aberração estatística” revelada, Haddad não pode mais usar este artifício para privilegiar outros estados, como vinha fazendo.

A reclamação da bancada deve chegar aos ouvidos do presidente Lula.

Por Charles Carmo*

* Charles é assessor parlamentar.

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Um ano de LINK RECÔNCAVO – Informação com liberdade de expressão

Postado em 26 agosto 2009 por Coordenador

O que começou como projeto de ensino, em um processo experimental de Laboratório Virtual de Jornalismo Online, tornou-se independente. Hoje vejo o LINK com vida própria, recebendo textos de vários colaboradores, a maioria que não tem ligação com o curso de Comunicação. Baseado no conceito de jornalismo cidadão, onde as pautas precisam ser do interesse do leitor, até mesmo sugeridas pelo leitor, com base na proximidade de atuação, neste caso, as cidades do Recôncavo da Bahia, o LINK hoje recebe uma média de 4 mil acessos/mês, sem qualquer divulgação. E basta ver os comentários ( exemplo os 89 comentários, até agora, na matéria sobre termoelétricas em Sapeaçu), para percebermos o quanto um veículo alternativo como este cumpre com seu papel.
O portal tem cerca de 450 matérias publicadas, de assuntos diversos, muitos deles de utilidade pública. Possui ainda 36 podcasts e 36 vídeos postados. Seguindo os conceitos regentes do jornalismo on-line como informação de proximidade, interatividade e multimídia, esse veículo foi construído baseado em duas plataformas não-proprietárias: O WordPress e o Audacity, softwares livres, até porque o Projeto não tem qualquer tipo de financiamento ou patrocínio. Temos apenas voluntariado atuante.
O domínio e aplicação de softwares livres em comunicação permite ainda que o estudante de jornalismo, futuro profissional, domine ferramentas sem custo, capazes de torná-lo mais independente e capacitado na era da informação. Com tais ferramentas ele pode desenvolver blogs informativos, que integrem textos e audios, sem a necessidade de gastar com os softwares proprietários usados nas grandes empresas de comunicação. Os blogs hoje são veículos capazes de congregar múltiplas linguagens, gerar renda e dar visibilidade aos profissionais do jornalismo.
A estratégia metodológica do laboratório virtual Link Recôncavo, baseado em plataforma de software livre, permitiu ao aluno ampliar o universo de possibilidades na gestão do próprio conhecimento, agregando valor a uma disciplina, pois trabalhou noções de informática, de edição de audio e radiojornalismo. No futuro, os estudantes deverão ter seus Links…Amargosa, Cachoeira, Salvador, Barreiras, Itabuna… enfim… espaços para exercício livre e legal da profissão.
Com esse aniversário de um ano, estamos modificando o layout, uma atualização para a versão wordpress 2.8.4. O Template antigo fazia parte da versão 2.7. E tem apenas um ano de criado!!! Isso é software livre. Atualizações constantes.
Como moderadora e coordenadora deste blog/portal, só tenho a agradecer a cada um dos colaboradores, em especial ao César Velame, nosso webdesigner, anjo da guarda dos Laboratórios Virtuais, ao Gustavo Medeiros e Hamurabi Dias (estudantes do sexto semestre de Jornalismo) e aos Jornalistas Maurício Medeiros e Alzira Costa, pela efetiva contribuição com textos neste espaço. E claro, a todos os leitores, comentaristas, que tornam esse portal um veículo vivo para a comunicação cidadã.

Alene Lins

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PM’s pedem socorro!

Postado em 14 agosto 2009 por Coordenador

Queremos proteger o cidadão, fazer nosso trabalho e bem feito. Não escondemos que há policiais que mancham o nome da PM, mas se houver uma classe ou instituição que TODOS sejam prefeitos, pode citar para que peçamos conselhos e consultoria.

A PM é tão importante que não pode fazer greve. Todos os outros podem, mas sem os Policiais Militares as cidades param. AS pessoas não saem para fazer compras, os comércios fecham, a justiça fica sem poder fazer as audiências, pois não terá quem faça escoltas, os cidadãos não vão ao trabalho e tudo vai desmoronando. E não queremos isso, amamos a PM e queremos o melhor para a sociedade. Mas chega de tantas mortes de policiais por não terem coletes, não terem viaturas adequadas, não terem armas modernas. Como é que vamos fazer o trabalho? E se vc parar pra pensar, os bandidos já tomaram conta, só que as pessoas ainda confiam quando veem uma viatura passar.

Não temos aparelhos de comunicação e trabalhamos de forma idêntica ao filme tropa de Elite. Lembra das viaturas que foram entregues ao Neto, mas não havia dinheiro pra ele consertar? Lembra que ele queria trabalhar nas ruas combatendo o crime e não deixaram? Lembra dos acordos que os governantes faziam no filme com os comandantes? Aqui não é diferente.

A gente só quer voltar ao trabalho e fazê-lo bem feito. Só pedimos o que está na Lei. Não colocamos na pauta nem um terço do que queremos. Apenas o que está na Lei.

Os PMs também votaram no governador. Lembram quando ele mostrou um contra-cheque de um policial em sua campanha eleitoral? Lembram quando ele apoiou a greve de 2001? A gente tá triste, muito mais do que revoltado. Porque, além dos bandidos que oferecem até mais de R$10.000 pela cabeça de um policial morto, ainda temos que ter medo do governo que também faz de tudo para “cortas nossas cabeças” como está fazendo agora. Um governo que passou pelo massacre da ditadura deveria estar ao lado da democracia e cumprir a Lei, ameaça de retirar as propagandas do governo das emissoas de TV que apoiarem o movimento ou mostrarem o caos que as cidades estão ficando sem os policiais. Estamos nos tempos de calhuga.

A gente só não quer morrer com um tiro enquanto protege a sociedade. A gente só quer poder comprar um veículo para não morrer quando um bandido nos reconhece no ônibus. A gente só quer ter uma viatura e equipamentos adequados pra chegar mais rápido às ocorrências e não ter que ouvir as pessoas dizerem que a polícia nunca está quando se precisa.

A gente só quer fazer nosso trabalho bem feito. E não estamos fazendo isso. Estamos trabalhando de forma ilegal. E todos os policiais estão indo trabalhar, todos assumem o serviço e todos querem fazer rondas, mas não temos os equipamentos. É querer que um médico que está na sala de cirurgia trabalhe sem luz elétrica, sem bisturi e sem enfermeiros, anestesista. Algum médico consegue? Pois é, nós policiais “conseguimos” trabalhar sem nossos equipamentos. Só que não dá pra fazer bem feito.

Será que ainda há algum político que veja o que está acontecendo? Há alguém aí pra ver que não há só um poder, mas são três? Cadê os outros dois poderes? EStão no silêncio porque também não querem ficar sem a proteção da PM?? Isso não justifica a omissão que está havendo na Bahia por parte da demais autoridades. Então o governador pode fazer o que quiser? Essa história de democracia da Constituição de 1988 é mentira?? E só porque vestimos uma farda militar não temos direito à dignidade da pessoa humana? É muito fácil dizer que quem não estiver satisfeito que saia. Se for por isso, 90% dos brasileiros sairiam dos seus empregos. E esse também era o discurso na ditadura. “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Então na quela época o governador, que foi perseguido pelo governo da ditadura, deveria ter saído do país já que estava insatisfeito.

E, claro, a rede glogo continua a mesma de sempre. Como foi na época Fernando Color, que escondeu as manifestações das “Diretas Já”. Agora esconde o movimento da PM e mostra os carros dos comandantes nas ruas para que a população pense que tá tudo light. As outras emissoras também.

Pode até ter seus interesses, mas só estou vendo um político lutar por esta causa. Somente um, o deputado Tadeu Fernandes. Todos os outros se calaram, até os de oposição. Será que tá rolando mensalinhos, masalão e mensalões???

Chegaram 3.000 coletes! Uau!! Agora a PM é a melhor polícia do mundo!! Oba! Oba!
Ridículo… Isso não dá nem para os policiais da capital. São quase 30.000 policiais. E os outros? Dá uns 10 policiais para cada colete. Ah! já sei. Segura o colete na frente e ficam 10 policiais atrás recebendo tiro e pedindo pelo amor de Deus pra não ser baleado, não é?? Então gente,  Jacques Wagner comprou 3.000 coletes… socorro!!! pede a PM da Bahia.

Por Marcone Rodrigues

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O Carná Junino

Postado em 14 julho 2009 por Coordenador

Por Luis Flávio Godinho
 
 Nos últimos três anos tenho refletido sobre os sentidos atribuídos às festas de São João do interior da Bahia, pelo menos das mais conhecidas. Longe de continuar a achar – e não sou saudosista e muito menos desconheço que as tradições são reiventadas continuamente – que as coisas não mudam! -  Esta festa dos últimos tempos está há milhas de distância das motivações originárias: o sentido religioso e agrícola, uma vez que esta  vem continuamente se transformando num carnaval fora de época, onde a transgressão é a tônica. Eu não estou sendo patrocinado pela água com quinino, pelo amor de deus!
 
Do ponto de vista do patrocínio, as indústrias de bebidas se apoderaram do clima junino, por isso é mais fácil achar uma latinha da Skol, Sol, Bavária ou Brahma do que um quentão !. Amendoim? Milho? Canjica? Sai pra lá seu jeca! pois a cidade é nossa e São João não passará aqui, porque alugamos a casa do nativo! Irão dizer os bandos urbanóides que se avolumam nessa volta ao rural disfarçada de tapeação de saída, vide que o urbano não sou se apropriou do rural como o pasteurizou e colocou para vender em larga escala! Quer um conselho? Vá a uma e irá em todas estas festas!
 
 As letras de músicas das bandas de “forró” não nos deixa mentir: “Senta que é de menta”, obviamente influenciada por alguma marca de camisinha, “beber, cair e levantar”, por alguma de bebida. Quando acreditei que o discurso sempre seria abstrato e generalista, chega “Red Label ou Ice”. E na repetição do Ice, Ice, Ice, uma clara conotação do gozo carnal! Freud explica!
 
Defendo que o milho virou carne, carna, carnaval. Não é por outro motivo que o símbolo alimentício desse carnaval modificado e meeiro é o velho churrasquinho de gato dos estádios de futebol. Uma pergunta: alguém já viu um gato durante festa de são joão? Existem outros estrangeirsmos: crepe e hot dog também imperam! ? É a ilusão do urbano se rendendo ao rural! Não vê o rural que o urbano o engaiolou numa lógica mercantil e ditada de fora?!
 
 E as influências são diversas, todas com conotação libidinosa. Vamos aos nomes das festas? Também trazem os significados da carne: “Tico mia”, Forró do Bosque ou do Box, segundo Zé Eduardo, do sensacionalista Se lica Bocão!, Piu-Piu (fazendo alusão ao Bráulio roxo) Maria Bunita (com bu de bú e outdoor com mulher brejeira e com mini saia provocante…). Programação? Banda de Forró que já tenha divulgado seus sons em DVD,s patrocinados pela indústria fonográfica. Pude ver a frieza com que Osvaldinho do Acordeon foi recebido numa dessas praças da “alegria” há muito pouco tempo!” Ma fazer o quê? dirão os críticos culturais, se a festa é pro povo, como o céu é do condor!? E não  exista político que não queira estar com ou junto com ele, o povo?! Quer um conselho? Eduque as “massas”, não as do Pedaço Paulista, mas as submetidas ao monoculturalismo! Escravizadas, que estão, pela mídia e música de massa tocada em todas as festas do ” interior”.
 
Os sujeitos? De variados tipos e matrizes: tem o jovem picolé urbanóide, em forme de sorvete – forte da cintura para cima e fraco da cintura para baixo, sendo seu principal objeto de desejo transar, comer, fazer amor, sei lá o quê, com alguma menina urbanóide que freqüente as festas “light” do circuito, repletas de “gente bonita”, massificada e parecida nos gostos e aparências. Eles geralmente usam a blusa da festa, sem manga, mesmo com a temperatura noturna beirando os 18 graus, que para a Bahia é deveras frio!  Adoram o consumo conspícuo e o ócio descarado alimentado por doses de uísque red label com ice, camisinha de menta, cerveja da patrocinadora da festa, mulheres, motos e carrões com equipamento de som muitas vezes mais caros do que os próprios autos. Seu símbolo de intercâmbio é o cartão visa elétron! Vi um – desses caras – chegar para uma feijoada em uma barraca de madeira da feira local e perguntar se o lugar aceitava débito em conta! E o símbolo de prestígio? A camisa de alguma festa paga que vale quase o valor médio mensal do salário pago à maioria dos trabalhadores do comércio local.
 
Outros tipos sociais são facilmente reconhecíveis: nativos de classe média e desfavorecidos. Aqueles criam espaços simbólicos de diversão com uma espécie de delimitação anti-desfavorecidos, estes ficam a contemplar a festa na frente dos palcos, lugar de tensão e confusão! Tem os comerciantes ávidos pelo lucro e pelo bolso dos estrangeiros, Comi durante a festa por 8 reais, mas vi na mesa ao lado, o ex-morador rural urbanizado da capitá pagar 12 reais pelo mesmo prato, com um pedido de cumplicidade feito à mim. Tem as meninas periguetes sonhadoras. As patricinhas locais. E o mais previsível dos nativos: o garoto da periferia -em sua maioria de tez negra – ávido por arranjar uma moça de camisa cor violeta, portada pelas rainhas da distinção social, uma vez que,  entre os da elitizada festa do Piu-Piu, são a La creme de La creme, a nata da nata. Outro símbolo da distinção social  desejado pela elite local é estar nos camarotes importados da Sapucaí e do carnaval de salvador. Um deles, patrocinado por uma Loja de Pizzas instalada no circuito, que faz a alegria dos que vão ao outro mundo sem sair do seu! Mas eu queria comer beijú de manteiga, ah como queria!
 
Nesse caldeirão social todos são aparentemente misturados, mas guardam suas diferenças e pertencimentos cotidianos. A ida ao interior é aparentemente a quebra do cotidiano, mas na verdade o reforça! Estar nessa festa me fez lembrar de uma letra de música do Lampirônicos: “ Quem é do interior vai buscar o interior, quem é da capital vai buscar o capital”. Eu emendaria: ou a capital?
 
* Luiz Flávio é educador

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Manifestação contra termoelétricas alertou população

Postado em 07 julho 2009 por Coordenador

Muita gente me  parabenizou pela  iniciativa a respeito da mnifestação contra a implantação das termoelétricas poluidoras de Sapeaçu. Mas ainda tivemos pouca mobilização. Nós precisamos nos unir mais do que nunca, pois serão queimados mais de 600 toneladas de óleo pesado por dia em troca de 22 postos
de trabalho e R$ 30.000,00 de ISS mensal.

Estamos no mesmo “barco furado” ou chaminé. Será uma contaminação sem precedentes e todo o recôncavo será direta ou indiretamente afetado. Sapeaçu não tem um atendimento de qualidade em sua rede de saúde e está realidade é comum para a maioria dos municípios da nossa região. Isto significa que
testemunharemos uma grande busca por atendimentos decorrentes de problemas respiratórios e poderemos ser uma das vítimas.

Já foram impetrados processos de intervenção junto ao Instituto do Meio Ambiente (IMA) (processo 055225-V60 – 01/07/2009 às 14h44min) e Ministério Público Federal do Estado da Bahia – Procuradoria Geral de Justiça (processo 003.0.95438/2009 01/07/2009 às 15h41min) bem como na Procuradoria Federal de Justiça do Estado do Bahia (processo 001262 de 01/07/2009 às 16h08min).

Uma representante do IMA, durante a primeira e única audiência pública para implantação do empreendimento realizada no dia 18 de junho de 2009 (vésperas do recesso de São João), nos revelou que 06 (seis) carros do Instituto foram deslocados para Sapeaçu com funcionários imbuídos de ouvirem a população local a respeito da implantação do empreendimento e de apresentarem um
relatório a cerca da opinião dos moradores. No entanto, ninguém da cidade teve contato com as pessoas mandadas pelo IMA e soubemos que a população tinha concordado com a implantação das usinas sem se quer saberem do que este empreendimento se trata.

A população está se manifestando contra a implantação das termoelétricas, mas ainda são poucos aqueles que vão para as ruas mostrar que estão insatisfeitos.
Tenho uma boa quantidade de panfletos e preciso de pessoas que possam distribuir o material no maior número de cidades possível. Os danos ao meio ambiente são enormes e as pessoal, principalmente aquelas mais carentes, não sabem dos reais efeitos deste tipo de empreendimeto gerador de energia
elétrica e em muitos casos não sabem da instalação na cidade de Sapeaçu..

Vamos participar desta, que é uma manisfestação para o bem de todos. Precisamos de muitos voluntários. Precisamos de recursos ou patrocínio sejapara levar as pessoas até os locais das manifestações populares ou para garantir o material de divulgação. Estamos recebendo mensagens pelo email da
manifestação: termoeletrica.jamais@yahoo.com.br.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Sivanildo da Silva Borges
Ph. D. em Química pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP.

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Nordestinos: somos uma Massa Homogênea?

Postado em 06 julho 2009 por Coordenador

Para a maioria das emissoras de TV e uma parcela de cariocas e paulistas, talvez influenciados por elas,  parece não existir vida interessante fora desse eixo no Brasil. A emissora carioca Rede Globo, em sua programação, exibe os clichês e arquétipos mais batidos do Brasil.  Quando os globais se referem à “cultura nordestina”, eu me pergunto: o que é isso? São nove estados ocupando área e população superior a muitos países. Como algo tão grande pode ter uma cultura única, sólida, comum a todos? É a generalização dos excluídos.

Outro dia, na coluna dominical de João Ubaldo Ribeiro, li o escritor baiano falando sobre um episódio que ocorreu com ele nos Estados Unidos. Convidado para receber um prêmio nos States, Ubaldo foi chamado para assistir uma apresentação artística de seu povo.  O escritor ficou “invocado” quando percebeu que o show era realizado por artistas que encenavam rituais incas. Depois da festa, o baiano descobriu que a homenagem era à sua terra América do Sul. Não deixa de ser verdade, somos sul-americanos, mas minha cultura não é inca. Ou é?
Essa generalização me incomoda. A mesma coisa é feita no Brasil. De Mucuri, extremo sul da Bahia, à divisa do Maranhão, somos todos iguais: Nordestinos.

É verdade, e todos nós nos orgulhamos disso. Mas a generalização, que não ocorre lá, nos transforma numa massa bruta homogênea. Parecemos aqueles pedaços de reboco que não identificamos o que é piso e o que é cimento.

Os clubes de futebol  da Bahia são sempre tratados como nordestinos, não como baianos. O mesmo exemplo serve para os outros estados da região. A vida só existe na grande mídia para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O resto é notinha ou matéria exótica e pitoresca.

Mas hoje descobri que a Rede Globo pretende isolar, definitivamente, o eixo Rio – São Paulo do resto do Brasil. Na próxima quarta-feira, 8, o Cruzeiro vai a Argentina disputar com o Estudiantes de La Plata a final da Copa Libertadores. A partida é a primeira decisiva da competição mais importante entre clube na América do Sul. A segunda mais importante do mundo, atrás apenas da européia Champions League, vencida pelo Barcelona no último mês de maio.

No site www.redeglobo.globo.com/programacao consta a transmissão de Corinthians e Fluminense para São Paulo e Rio de Janeiro. O “resto” do país, acredito, deve ficar com o jogo entre Estudiantes e Cruzeiro.

Para cariocas e paulistas é mais importante, pensa a Globo, um jogo da nona rodada do Campeonato Brasileiro do que a final do torneio mais importante do continente. E, pasmem, nessa final, tem um time brasileiro. O Cruzeiro de Belo Horizonte, Minas Gerais.

O site da Vênus Platinada não informa sequer a transmissão da final da Libertadores. Eles apenas colocam “Futebol 2009, Corinthians x Fluminense (para SP e RJ)”. E mais nada. Nada mesmo, nenhuma referência à decisão da Libertadores.

Ano passado o Internacional jogou e venceu o Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana. Enquanto a partida rolava, a emissora carioca transmitia Flamengo e Figueirense, em Florianópolis. Até minha avó saberia explicar qual jogo é mais importante para o Brasil, não apenas para alguns torcedores.

Reclamar não parece uma opção, pois muitos nordestinos foram colonizados e vibram com essa cobertura dada pela Rede Globo para os times cariocas e paulistas.  A Vênus Platinada vai continuar cometendo seus absurdos, principalmente porque ninguém reclama ou protesta sobre nada. Tudo permanece no campo do normal.

Eu, como um grande rebelde tímido, arranquei minha antena de TV aberta e emprestei a um amigo. Por enquanto, estou livre do plinplin, pelo menos até minha vizinha não aumentar o volume de seu televisor.

Por *Maurício Medeiros

* Maurício é jornalista  e atua em Assessorias de Comunicação

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Grupo Omni e visão do meio ambiente

Postado em 24 maio 2009 por Coordenador

Artigo opinativo de Débora Valadares*

O Grupo OMNI atua promovendo e solicitando políticas públicas, cidadania e direitos humanos, além de programas de prevenção DST/AIDS, apoio psicológico, jurídico e cultural para dar visibilidade e garantir auto-estima aos excluídos e marginalizados socialmente, não só a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros.

A palavra OMNI que vem do latim, está flexionada no coletivo, “aportuguesou-se” e quer dizer “para todos”. Como somos do movimento feminista incluímos “para todas”. O OMNI tem trazido informação e conhecimento a Cruz das Almas e região sobre a questão da sexualidade, tema polêmico que não dá mais para ser ignorado e precisa ser tratado com respeito e de frente.

A atual direção tem uma preocupação em desconstruir os modelos tradicionais e tem popularizado o OMNI. Por entender que a camada com menos instrução e que não pode adquirir informação, pois depende sempre de quem a detém está tentando, a duras penas, dar grande circulação ao grupo OMNI, que continua a fazer sua parte social indo até a zona rural e a periferia provocando a tod@s, com responsabilidade e compromisso.

Estamos nas ruas, nos bares, nas escolas, nas conferências, nas empresas de Cruz das Almas e região. Na Assembleia baiana, nas ruas e nas passarelas de Salvador, para fazer um trabalho oriundo da população. Valorizar e empoderar a sociedade civil é uma das metas do Grupo LGBT OMNI que vem sendo revolucionado ‘cotidiariamente’.

Com a vinda do Século XXI, duvida-se que haja outro LULA tão logo, mas acreditamos que o nome desse presidente, para o país, reforçou a auto-estima de quem vivia sob o jugo da mão de ferro dos Neoliberais onde o poder existia pelo poder e quem estava à margem, os tidos “MARGINAIS” como são determinados os de baixa renda, negros e negras, semi-alfabetizados ou não alfabetizados, mulheres, deficientes e homossexuais. E entre esse trabalho social incluímos agora o nosso lar, o planeta Terra, na perspectiva do aquecimento global.

Percebemos a necessidade de se fazer um exercício de Cidadania urgente e eficaz, para que as previsões científicas do filme de AL GORE, candidato à Presidência dos E.U.A em 2000, Uma verdade inconveniente, não venham, mais uma vez, a atingir quem menos teve informação e pouco se preparou para a revolta das condições climáticas, mas que contribuiu muito, por ignorância e desinformação para esse aquecimento Global.

Quando você destaca um pacote de batatas fritas, aquele lanche saboroso, e o descarta na rua, não há uma consciência ambiental construída. A escola deveria ser o primeiro passo para essa educação paralela, porém pouco tem feito. Em contrapartida à escola, as famílias também esquecem que não é só no chão de casa que não se deve descartar lixo. Hoje o destino do lixo é uma incógnita, que todos que produzem quilos e quilos de lixo por dia não sabem como agir até que aconteçam as enchentes e que se percam anos de lutas e vidas.

O século que venceu, e ainda vence pelo diálogo, não está conseguindo alcançar os seus receptores por vários motivos desconhecidos, mas em sua grande maioria é pela grande vaidade das pessoas detentoras de informação e refazem o caminho da ditadura reproduzindo, sem perceber, outras camadas marginais: OS EXCLUIDOS DIGITAIS.

As pessoas estão internéticas, mas usam mal ou quase nada das informações do mundo que é a grande rede. Passam horas na frente do computador, recebendo a luz que vem das telas e no final não fizeram nem sequer uma pesquisa para acúmulo coletivo. É nessa hora que percebemos a questão geracional: os mais jovens sabem tudo de internet, mas não entendem nada da vida do possível amigo virtual, falam por uma linguagem própria.

Temos muitos e muitas jovens preocupados com o verde, e atuando na área. Somos muitos, mas o feito ainda é pouco porque nos deparamos com a ignorância de algumas pessoas que insistem no conformismo ao dizer: “…Deus sabe o que faz…!” E quanto a nós? Não sabemos o que fazemos? Destruímos o planeta por achar que ele era autolimpante como os fogões que compramos nas lojas. Só esquecemos-nos de uma coisa: os fogões precisam das mãos humanas para acionar a função autolimpante.

A Terra precisa das ações isoladas ou coletivas para continuar sendo o nosso planeta, o nosso planeta água. Faz-se necessário implantar ações de conscientização e efetivação para preservar áreas onde ainda existem pedaços de vegetação nativa: cerrado, pântanos, mata atlântica, manguezais, e outras tantas variedades de fauna e flora existentes por todo o mundo. O mesmo valendo para nascentes e foz de rios, lagos, lagoas e mares.

Apesar de ultimamente estarmos vivendo de forma cada vez mais individualista, as catástrofes ambientais tem unidos povos geograficamente distantes. Lembrem dos furacões nos E.U.A (qualquer referência a este blog não é mera coincidência), os tsunamis no oriente, as secas no sul e enchentes no nordeste do Brasil. Diariamente as TVs de todo o mundo fazem apelos, utilizando imagens e mensagens apelativas ao sentimentalismo humano para que doemos qualquer centavo, depositado em contas de entidades que se encarregariam, via de regra, a levar a ajuda que essas populações necessitam de imediato.

Essas ações paliativas podem ser evitadas se passarmos realmente a abraçar o ambiente em que vivemos. E, parafraseando uma mente brilhante do ENEM, “não só o meio ambiente, mas o ambiente todo”. Plantar uma árvore, não jogar lixo em encostas, não tocar fogo no lixo acumulado nas ruas, são ações que podem ajudar o nosso planeta a ter uma vida útil ampliada.

A preciosidade natural que mais tem chamado a atenção de estudiosos no mundo todo e que poucas pessoas e empresas têm voltado a devida atenção é a água. Já se sabe que é o nosso novo petróleo. Já foi comprovado que a água não é um recurso renovável, como se acreditou por décadas. Alguns pessimistas de plantão, inclusive, já anunciavam, desde 1996, que a água será a razão da terceira grande guerra. E mais: nosso Brasil é um grande concorrente a ser o principal alvo.

Débora é presidente do Grupo OMNI

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