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Professores e estudantes debatem intolerância e violência contra a diversidade sexual

Publicado: Sexta, 10 Maio 2013 14:31

“Aceitar a diversidade sexual é fazer com que os sujeitos que não se adequam às normas não sejam punidos pelas diferenças ou sintam-se deslocadas na sociedade.” Foi o que ressaltou o psicólogo Gilmário Nogueira, pesquisador do Grupo de Cultura e Sexualidade (CUS - CULT-UFBA) durante a mesa “Lesbofobia, homofobia e transfobia: intolerância e violência contra a diversidade sexual”, no Fórum de Direitos Humanos, realizado no auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), em Cachoeira.

 

O debate, mediado pela professora doutora Valéria Noronha do curso de  Serviço Social da UFRB, foi um dos temas debatidos no penúltimo dia do evento (quinta-feira, 9) que faz parte da comemoração ao dia do Assistente Social (15 de maio) e 50 anos do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS/BA), que começou dia 6 e se encerra sexta-feira (10).

 Ao observar que, apesar de dados demonstrarem quantidade marcante de mortes de heterossexuais, nenhuma motivada pelo fato de assumirem tal preferência sexual, o palestrante defende a política de não questionar o que o sujeito é ou deixa de ser, mas respeitar uma multiplicidade de identidade.

“Nós respeitamos as pessoas e por trás delas existe um sujeito que tem direito a escolhas”, ressaltou Gilmário Nogueira, propondo o raciocínio da homofobia não como doença que causa medo irracional contra homossexuais, mas como prática social.

A solução defendida por ele para as violências que “podem ser físicas quando agridem, verbais quando ridicularizam, psicológicas quando inferiorizam e simbólicas quando fazem o sujeito acreditar que é anormal” seria a criminalização dos homofóbicos, somada a novas práticas educativas que valorizem as diferenças, e o engajamento político dos sujeitos, enxergando a homofobia como um problema da sociedade como um todo.

A assistente social da Vara Criminal em Salvador/BA, Jaqueline Soares, explicou  a violência de gênero como todo tipo de violência exercida contra qualquer pessoa sobre a base do sexo. “Não basta empoderar as mulheres e punir os homens, estes precisam participar do debate sobre as relações de gênero e violência contra a mulher porque ele pode sentir ameaçado pela vítima que denuncia, mas se não transformar o modo de pensar, ele irá fazer outra vítima”, disse.

As violências costumam começar na família quando pais ou educadores indicam comportamentos e desejos como coisas de meninos ou meninas e se propagam em festas culturais, propagandas de produtos para consumo, na mídia, nas músicas.

A estudante Edenildes Lima, do 8º semestre do curso de Serviço Social, entende a sociedade como criação modelada que, ao decorrer do tempo, precisou sofrer alterações devido ao convívio de pessoas que estão cada vez mais dispostas a assumir o que realmente são. “Esta é uma realidade que está ao nosso redor, convivemos tanto com a diferença quanto com a violência aos direitos humanos. Fica a dúvida de como um profissional deve agir como mediador, para garantir os direitos das pessoas e, ao mesmo tempo, fazer com que os outros respeitem as diferenças”, afirou.

Ela destacou que discussões como esta, que envolvem futuros assistentes sociais, estudiosos e pessoas que trabalham com casos, soma tanto ao indivíduo quanto à carreira do assistente social ao compartilha experiências.

 

Assessoria de Comunicação do CAHL (ASCOM-CAHL)

Professoras orientadoras: Rachel Neuberger, Hérica Lene e Jussara Maia

Técnica-administrativa: Lelia Sampaio

Estudantes de jornalismo: Fabiana Dias, Mariana Priscila Souza, Marizângela Sá, Nayá Lobo, Laís Sousa, Roquinaldo Freitas

E-mail: site.cahl@ufrb.edu.br

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