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Hansen Bahia ganha prédio novo em Cachoeira

Postado em 04 março 2010 por Gustavo Medeiros

Um sonho do artista alemão Karl Hansen, que se naturalizou brasileiro e adotou a Bahia como estado e Cachoeira como cidade do coração será finalmente realizado: a Fundação Hansen Bahia terá sua sede própria. A inauguração será no dia 13 de março, data de emancipação de Cachoeira.

Passados 34 anos desde a criação da instituição, o município abrigará o museu de 480 metros quadrados projetado nos anos 80 pelo arquiteto Diógenes Rebouças especialmente para isso. “A sede provisória cedida em comodato pelo governo da Bahia permaneceu fechada por dois anos para reforma. Nesse período, apenas algumas poucas obras do artista estavam expostas em um salão cedido temporariamente pela Ordem Primeira do Carmo. Por isso a fundação recebeu cerca de três mil visitantes no ano passado, metade da visitação de 2007. Mas, com a nova sede, nossa expectativa é receber pelo menos 5.500 visitantes até o final deste ano”, afirmou o coordenador-executivo da fundação, Raimundo Vidal.

O prédio, que fica localizado na Praça Manoel Vitorino, foi doado à fundação pelo Município, por iniciativa do então prefeito Ivo Santana, em 1976. “Trata-se de um visionário que bem sabia como a presença da obra de Hansen seria importante para a cidade, por enriquecer sua cultura e favorecê-la como destino turístico”, explicou Vidal.

Só que o local, que antes funcionava como uma fábrica de colchões de molas, precisava de muitas reformas, que puderam ser feitas apenas agora. Foram investidos cerca de R$ 900 mil em parceria com os governos federal e estadual, por meio do Programa Monumenta do Ministério da Cultura. A reconstrução do imóvel durou cerca de um ano.

UFRB-Segundo o secretário estadual de Cultura e presidente do Conselho Curador da Fundação Hansen Bahia, Márcio Meirelles, o novo museu não apenas valoriza o Recôncavo, como também serve de motor cultural para a Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), vizinha à nova casa.

“No novo Museu Hansen Bahia, haverá muito espaço para as reflexões motivadas pela obra desse brilhante artista, diante de todo o seu compromisso com personagens da vida real e apelo dramático revelado nas fraquezas humanas (desigualdade social, violência, etc.) e no potencial de regeneração humana”, declarou o secretário, que disse que o Estado vai continuar apoiando, como ação continuada, as 14 instituições culturais que a Secult mantém na Bahia, entre as quais está a Fundação Hansen Bahia.

Investimentos-Para o diretor-geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e conselheiro da fundação, Frederico Mendonça, a localização privilegiada da sede reformada potencializa as possibilidades de dinamização cultural da região. “A instalação da nova sede próximo ao campus da UFRB é positiva tanto para a comunidade acadêmica quanto para a manutenção da obra de Hansen”, destacou.

E dá outra boa notícia: “A partir deste ano, como a fundação passará a ter o apoio do Fundo de Cultura (recursos orçamentários da Secretaria Estadual de Cultura), aumentarão os investimentos que temos feito para conservar e divulgar o acervo de Hansen. Espero, com isso, que sejam retomadas as oficinas que ensinam as técnicas utilizadas pelo artista, âncora cultural e elemento de fundamental importância na união entre os municípios de Cachoeira e São Félix”, afirmou.

O artista e conselheiro da Fundação Hansen Bahia, Justino Marinho, observou que a concretização da sede própria é uma vitória importantíssima para a sobrevivência e divulgação da entidade. “Espero que o público possa ter o prazer de se aproximar da obra de Hansen, que tem sido muito bem catalogada, organizada e divulgada por meio do brilhante trabalho feito pela curadora da exposição Hansen 95 Anos, Leda Deborah”, disse.

FONTE AGECOM

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Cachoeira comemora 173 anos

Postado em 02 março 2010 por Gustavo Medeiros

A cidade de Cachoeira completa 173 anos de elevação a categoria de cidade no dia 13 de março. O aniversário será marcado por uma diversificada programação elaborada pela prefeitura por meio da Secretaria de Cultura e Turismo e Câmara de Vereadores.

A agenda das comemorações inclui atos cívicos, manifestações culturais e atividades esportivas. A programação da Câmara de Vereadores será aberta na terça-feira 9, às 19h, com a exposição Memórias, onde serão expostas fotos antigas da cidade. No mesmo dia,é lançado o concurso de redação para os estudantes do ensino médio e fundamental da rede pública municipal e estadual, com tema “A contribuição de Cachoeira para a formação sociocultural do Brasil.

Nos dias 10 e 11, também na Câmara de Vereadores, serão exibidos filmes de curta-metragem de produtores baianos, que têm como temas a cultura ou a própria cidade como cenário. No dia 13, data do aniversário, a programação começa às 8h com alvorada festiva, seguida do hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Cachoeira. Logo em seguida, às 8h30, será realizado um culto ecumênico na Câmara de Vereadores e às 9 h, terá inicio a sessão solene tendo como orador oficial, o jornalista Jorge Luis Ramos.

Às 14 horas nas escadarias do prédio da Câmara será lançado o projeto Sambando na Diversidade Cultural de Cachoeira com apresentação dos sambas de roda Esmola Cantada, Samba da Baixa Grande, Filhos do Caquende com o samba mirim Filhas de Yamin.

A prefeitura para celebrar o aniversário de Cachoeira programou apresentações de teatro, dança, coral, baile com as filarmônicas Lyra Ceciliana e Minerva Cachoeirana, além de shows com Sine Calmon, Banda Black Style, arrastão popular com A Bronka, entre outras atrações, nos dias 12,13 e 14. De 11 a 13 acontecem as atividades esportivas envolvendo atletas e clubes cachoeiranos.

Memória – Cachoeira nasceu às margens do Rio Paraguaçu, no século XVI, quando os engenhos de cana de açúcar começaram a ser instalados na região do Recôncavo. Antes da colonização, era habitada por tribos indígenas. Seu desenvolvimento teve início a partir da primeira metade do século XVII.

Esta evolução está vinculada aos colonizadores Paulo Dias Adorno e Rodrigues Martins, donos da terra em que fora assentada a povoação que deu origem a cidade. O entorno da atual capela de Nossa Senhora d’Ajuda, construída no engenho da família Adorno, sob invocação de Nossa Senhora do Rosário, é considerado o marco inicial da povoação, que em 1674 foi convertida em freguesia.

Em 1698, a então freguesia alcança a categoria de vila com denominação de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira. Com a expansão da economia açucareira e da atividade comercial, a vila prosperou principalmente nos séculos XVII e XVIII, quando se construíram belas casas, igrejas e conventos, valiosas peças da arquitetura da influência barroca.

Graças à sua localização privilegiada, na fronteira entre as regiões do Recôncavo e Sertão, a vila prosperou consideravelmente. Para ela, convergiam duas importantes vias: A Estrada Real do Gado, que atingia a zona de criação de gado e as barrancas do rio São Francisco, e a estrada das Minas, partindo da vizinha São Félix se dirigiam à Chapada Diamantina, Minas e Goiás. Como ponto de transbordo das vias fluvial e terrestre transformou-se em empório de uma vasta região. Durante o século XVIII, experimentou grande desenvolvimento, quando era alto o preço do açúcar e abundante o ouro do Rio de Contas.

Cachoeira, um dos poucos meios de comunicação entre o litoral e o interior do país desde o tempo do Brasil Colonial. Foi durante décadas praticamente a única ligação entre a cidade da Bahia e o Sertão levando e trazendo notícias, gente e mercadorias. Em 25 de junho de 1822 na então Vila de Cachoeira foram travadas as primeiras lutas da guerra pela Independência do Brasil, consolidada somente em 2 de Julho de 1823.

O trecho navegável do Paraguaçu terminava em Cachoeira, de onde partiam tropeiros e a ferrovia para o interior do Brasil.Cachoeira era um entreposto e viveu nessa época o seu apogeu econômico e político e cultural.

Em 13 de março de 1837, por força de decreto provincial, Cachoeira foi elevada à categoria de cidade com a denominação de Heróica Cidade da Cachoeira – Lei Nº. 43, assinada pelo então presidente da Província da Bahia, Francisco de Souza Paraízo.

Por Alzira Costa

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Festival de Audiovisual abre inscrições

Postado em 19 fevereiro 2010 por Gustavo Medeiros

Estão abertas as inscrições para o festival de audiovisual que vai acontecer nas cidades de Cachoeira, São Félix e Cabaceiras do Paraguaçú entre os meses de abril e maio deste ano.

O festival irá selecionar vídeos que serão exibidos nas ruas das cidades e no Centro de Artes,Humanidades e Letras (CAHL-UFRB) em Cachoeira. Serão escolhidos três vídeos.Cada um vai receber uma premiação de mil reais. As inscrições vão até o dia 28 de fevereiro.

Mais informações podem ser encontradas no site http://salaodoreconcavo.descentro.org/

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Confira os indicados para o Prêmio Francisco Montezuma

Postado em 28 janeiro 2010 por Gustavo Medeiros

Melhor fotografia jornalística (2009)

Alana Fabiane – Investigação de restos mortais

Alana Fabiane – Rio Paraguaçu (capa da edição de julho)

Júlio César Sanches – Dona Dalva emocionada (edição 26)

Júlio César Sanches – Samba de roda (edição 26)

Tiago Santana – Autoridades na inauguração do Leite Alves (edição 23)

Melhor reportagem de rádio (2009)

Anderson Silva – Álbum de histórias

Jamile Teixeira – Ceramistas de coqueiros

Lise Lobo – Creche inclusiva

Maurício Miranda e Vivian Aguiar – Estudantes estrangeiros

Rosivaldo Mercês de Souza e Deyvson Oliveira – CDs piratas

Melhor reportagem online

Alisson Gutemberg – Venda de carne no Mercado Municipal

Fernando Mota e Simone Santos – Tradição da Boa Morte

Gilvanéia de Souza e Marilene Gonçalves – Jardim em Capoeiruçu

Laura Magalhães – Sujeira na feira

Lucas Fernandes – Preço de imóveis em Cachoeira

Categoria Telejornalismo

Higiene na Feira

Reportagem – Vanhise Ribeiro

Imagens – Joseane Vitena

Espadas em Cachoeira

Reportagem – Maísa Almeida

Imagens – Jadson Ribeiro e Ivan Márcio

Edição: Caio Barbosa

A importância da Boa Morte

Reportagem – Marlene Lima

Imagens – Nirane Lopes

Edição – Caio Barbosa

Charutos de São Félix

Reportagem – Nirane Lopes

Imagens – Marlene Lima

Edição – Caio Barbosa

VT Irmandade/Vestimentas

Reportagem – Roberta Costa

Imagens – João Pedro Prado

Melhor matéria impressa (2009.1)

Orlando Silva – Olha o beiju de coco aê! (edição 24)

Rafael Araponga – Cruz lidera geração de empregos (edição 26)

Alisson Gutemberg e Tárcio Mota – Igreja dos Remédios em pleno abandono (edição 27)

Lucas Fernandes – Nem mil alto-falantes (edição 28)

Renato Luz – Tato abre o jogo (edição 28)

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Associação de bairro promove ação social em Cachoeira

Postado em 24 janeiro 2010 por Gustavo Medeiros

A AMOPITANGA – Associação de Moradores do Bairro da Pitanga vai promover no dia 31 de janeiro um dia inteiro de ação social, com apoio da Secretaria de Saúde de Cachoeira Continue Lendo

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Mãe Beata é tema de documentário em Cachoeira

Postado em 18 janeiro 2010 por Gustavo Medeiros

A ialorixá Mãe Beata de Iemanjá volta a Cachoeira para protagonizar documentário sobre sua vida. Produzido pelo seu filho caçula Aderbal Ashojun, que já trabalha na área de audiovisual, o documentário procura reviver alguns caminhos percorridos por sua mãe durante seus 79 anos de vida.

Aderbal justifica a idéia da produção pela necessidade de exaltar uma faceta de sua mãe que foi de certa forma esquecida por outros trabalhos feitos a respeito de sua vida. “Minha motivação foi a partir da necessidade de mostrar o outro lado de minha mãe, aquela que é sofrida, batalhadora e que não é só a representante do Candomblé”, alega.Para ele, falta esse outro olhar sobre a história de sua mãe “porque politicamente não interessava exaltar uma mulher negra, pobre e vinda da Bahia que venceu na vida e cultua a religião do Candomblé”.

Ele relata que seu contato com esta religião de matriz africana é “anterior” ao seu nascimento que ocorreu dentro do terreiro “debaixo do pé de Iroco”. “Dentro do terreiro de Candomblé, já havia um médico de pré-aviso sobre meu nascimento para auxiliar minha mãe na hora de meu parto, que foi cesariana porque ela não tinha passagem suficiente”, conta.Sobre sua infância dentro de uma família ligada às tradições africanas, Aderbal ressalta a “particularidade” de ser criado sob os preceitos do Candomblé. “A maior obra realizada por minha mãe foi criar meus irmãos e a mim sob os princípios da verdade, do respeito ao próximo e à natureza”, destaca.

Hoje, ele dirige uma ONG vinculada à preservação da natureza e educação ambiental dentro dos terreiros de Candomblé, com a parceria do INGÁ – Instituto de Gestão das Águas e Clima, do Governo da Bahia, da Secretaria da Cultura, do Omo Aro Cultural e do INTECAB – Instituto Nacional da Cultura Afro-Brasileira.O projeto Oku Abo procura garantir que as comunidades de terreiro tenham acesso às lagoas e cachoeiras, além da livre expressão de sua religiosidade e conservação de seus bens naturais.

Por Taísa Silveira ( Webjornal O Porto)

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Projeto de prevenção às drogas será implantado em Cachoeira

Postado em 18 janeiro 2010 por Gustavo Medeiros

A Secretaria Municipal de Assistência Social em parceria com o Conselho Tutelar de Cachoeira e o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) estará implantando a partir do dia 20 de janeiro, o Projeto Camelo, que, entre outros objetivos, pretende restaurar e prevenir a violação de direitos, além de promover ações para estimular capacidades de exercer atividades laborativas, visando o fortalecimento do convívio familiar e comunitário. O Projeto Camelo conta com recursos do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente captados por meio de convênio com o Instituto Votorantim.

A denominação Projeto Camelo, a secretária de Assistência Social, Adriana Santos Silva, deve-se à identificação da resistência deste animal selvagem diante das dificuldades que enfrenta para viver em regiões áridas. “Nesse caso específico do projeto, o camelo, simbolicamente, representa, a força e tenacidade necessárias para enfrentamento de obstáculos e desafios que por ventura surgirão ao longo dos três anos previstos para a vigência das ações”, justificou a secretária.

 

ATUAÇÃO – O Projeto Camelo atuará na questão de prevenção do consumo de drogas mediante a comprovação do aumento do uso de substâncias piscoativas ou envolvimento de crianças e adolescentes. Promover orientações e encaminhamentos para aqueles que já fazem uso destas substâncias, é também proposta do projeto. Serão atendidas inicialmente 100 crianças e adolescentes por ano na faixa etária de 12 a 18 anos ou até de 21 anos caso esteja cumprindo medidas socioeducativas. A meta também é atingir 300 famílias com as ações do projeto. Serão atendidos crianças e adolescentes encaminhados pelo Conselho Tutelar, instituições não-governamentais que trabalham com estes segmentos, além da demanda espontânea.

ATIVIDADES – Para atender o público alvo, o Projeto Camelo oferecerá cursos e oficinas culturais. Estão previstos cursos de capoeira com oficinas de confecção de berimbaus, de teatro, oficina de percussão e práticas esportivas com diversas modalidades, além de outras atividades socioculturais como palestras e lazer. Cada atividade terá um orientador social. As ações do Projeto Camelo serão concentradas numa sede que funcionará no bairro do Curiachito, ao lado do Colégio Aurelino Mário em Cachoeira.

Contato: Adriana Santos Silva – Secretária Municipal de Assistência

Social (75) 9933 3768

 

 

 

Por Alzira Costa

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Cachoeira se prepara para presentear Yemanjá

Postado em 16 janeiro 2010 por Gustavo Medeiros

O povo de santo de Cachoeira já começou os preparativos para a festa de Yemanjá que este ano será no dia 7 de fevereiro. De acordo com a Secretaria de Cultura e Turismo do município e da ACYO – Associação Comunitária Yemanjá Ogum-Té, que estão à frente da organização do evento, este ano estão sendo aguardados representantes de 50 terreiros de candomblé de Cachoeira e de cidades vizinhas para a entrega das oferendas às divindades das águas.

As atividades que antecedem a saída das embarcações com os presentes serão concentradas na área do cais do Porto de Cachoeira. Neste local, será armado um toldo para os balaios das oferendas. Na pista do palco da Feira do Porto, a prefeitura montará um barracão com madeira e palhas para a realização da cerimônia do xirê. Os presentes serão levados para o local sagrado conhecido como Pedra da Baleia, no Rio Paraguaçu, a partir das 11 hs.

Até agora já foram confirmadas dez embarcações que transportarão os religiosos com os balaios de oferendas. A partir das 8h da manhã, as pessoas já podem depositar seus presentes nos balaios que estarão disponíveis no Porto. Após o retorno das embarcações está previsto um show com o Grupo Gêge Nagô e apresentações dos grupos de samba de roda.

Há cinco anos a festa coletiva dos terreiros em homenagem a Yemanjá em Cachoeira foi revitalizada com apoio da prefeitura municipal. A manifestação existe há mais de meio século, porém estava quase desaparecendo.

Por Alzira Costa

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Religiosa comemora 50 anos de iniciação no candomblé

Postado em 14 janeiro 2010 por Gustavo Medeiros

A yalaxé Mariah Kecy, de 76 anos, zeladora do Terreiro Raiz de Airá,situado na cidade de São Félix, completa meio século de iniciação no candomblé. A data está sendo comemorada com uma vasta programação organizada por filhos e filhas de santo da yalaxé que inclui diversas atividades religiosas e culturais.

Nesta quinta-feira(14/01), às 19h, será celebrada uma missa de ação de graças na Igreja do Rosarinho também conhecida como a Igreja dos Nagôs, na cidade de Cachoeira. Na sacristia do templo católico será inaugurada uma exposição com fotografias que registram diversos momentos deste meio século da zeladora dedicada aos orixás.

No sábado(16/01), as festividades serão retomadas em São Félix, a partir das 7h com uma alvorada festiva de fogos de artifícios e café da manhã no Terreiro Raiz de Airá. Ainda pela manhã, serão inauguradas na área do terreiro as praças Babalorixá João Balbino e a Yalorixá Raimunda Santos. Também vão ser inaugurados o memorial no espaço David Santiago e a rampa de acesso ao Rio Paraguaçu.

No domingo(17),haverá entrega de oferendas à orixá Oxum, que rege a cabeça da sacerdotisa, no local sagrado conhecido como a Pedra da Baleia, noleito do Rio Paraguaçu.

Sobre a Yalaxé- Mariah Kecy como é mais conhecida Maria Ferreira dos Santos, nasceu na cidade de São Félix no ano de 1934. Formada em Magistério pelo Instituto Normal da Bahia, teve contato pela primeira vez com o culto aos orixás ainda na juventude. Em 1959 deu a sua primeira obrigação de iniciação no candomblé em um terreiro situado na Baixa do Tubo em Salvador. Em 15 de janeiro de 1975, após cumprir suas obrigações foi confirmada na religião afro-brasileira.

Sob as orientações de seu babalorixá João Balbino dos Santos, conhecido como “velho João Três Toras”, ela recebeu diretamente das mãos de Xangô, o cargo de Yalaxé e seu deká. Nesta mesma celebração, o babalorixá passou o comando do terreiro para o Pejigan Irineu Ferreira e para a Yalaxé Mariah Kecy.   Ao todo são 35 anos do cargo de Yalaxé mais os dezesseis anos que exerceu a função de Ekedi totalizando meio século de sacerdócio no culto afro-brasileiro.

Por Alzira Costa

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Ritual do Mandu agita Governador Mangabeira e Cachoeira

Postado em 12 janeiro 2010 por Gustavo Medeiros

A saída do Mandu final da tarde da última segunda (11/01), agitou moradores do bairro do Portão, em Governador Mangabeira onde está localizado o terreiro Ilê Axé Mecê Alakatu Ogum Onirê, fundado pelo babalorixá Nézinho. Este é um ritual praticado apenas pelos candomblés de nação ketu.

Nesta área do Recôncavo, além do Ilê Axé Mecê Alaketu Ogum Onirê, realizam o ritual do mandu, em Cachoeira, o terreiro fundado pela ialorixá Galdinha Silva, mais conhecida como Mãe Baratinha também participa dos festejos.

Como manda a tradição, além da saída do mandu, também foi realizado o ritual do Tabiopeu e servido o farto e suculento cozido. Outras atividades como o Pau -de- sebo, quebra-pote e corrida no saco animaram a criançada do axé.

Pela noite foi servido o prato à base de bacalhau e o público presente sambou ao som do grupo de samba de roda Filhos do Caquende. Os festejos no terreiro fundado pelo Leopoldo Rocha, já falecido e que há três anos é dirigido pelo babá Leomar Rocha, tiveram início em dezembro.

Por Alzira Costa

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