Arquivo de Tags | "estudantes"

Tags: , ,

Viva a leitura!

Postado em 22 setembro 2010 por Camila Moreira

Com mais de 9.000 títulos no acervo, a biblioteca Ernesto Simões Filho é procurada principalmente pelos alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas. As prateleiras estão carregadas de livros, porém a maioria são antigos, alguns estão com a aparência desgastada e outros bem conservados. “Ela precisa ser atualizada, pois os livros são muito antigos” diz a estudante de jornalismo Palloma Braga, moradora de Cachoeira.

“Só recebemos livros através de doação” afirma Raimundo Rocha, responsável pela biblioteca municipal de Cachoeira. Além de informar que artigos de jornais e revistas fazem parte do acervo para pesquisa.

Aberta de segunda à sexta, das 7h da manhã ás 17h, no prédio da Secretaria Municipal de Educação e Desportos, a biblioteca ainda é bastante visitada, comenta Rocha, inclusive por alunos universitários que utilizam do ambiente tranqüilo para ler.

Por Danielle Souza

Comentários (0)

Tags: , , ,

UFRB recebe estudantes norte-americanos

Postado em 29 outubro 2009 por Gustavo Medeiros

Estudantes da University of Washington (UW) estão em Cachoeira para intercâmbio de 15 dias. Eles estão hospedados com estudantes do CAHL Continue Lendo

Comentários (0)

Tags: , , ,

Calouros recebem trote solidário

Postado em 14 agosto 2009 por Gustavo Medeiros

Realizado o sonho de passar no vestibular, todo calouro divide a expectativa do primeiro dia de aula com a preocupação das brincadeiras promovidas pelos alunos veteranos da faculdade. Os trotes muitas vezes extrapolam os limites e, em alguns casos, vão parar até na delegacia.

Mas um grupo de alunos do terceiro semestre do curso de Tecnologia em Gestão de Cooperativas da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo) escolheu mudar essa realidade. A idéia não é nova, mas, sem dúvida nenhuma, modifica uma brincadeira que sempre cria problemas na comunidade acadêmica.

Para recepcionar os 60 calouros, os veteranos do curso de Tecnologia em Gestão de Cooperativa propuseram aos novos alunos o “trote solidário”. Os estudantes iniciaram na última segunda-feira (10/08) a arrecadação de alimentos e fraldas descartáveis para serem entregues ao Lar dos Idosos, no bairro Parque Santa Cruz, em Cruz das Almas.

A entrega dos alimentos e das fraldas arrecadadas pelos calouros acontece no dia 22 de agosto. Qualquer morador pode ajudar no “trote solidário”. Para doar, basta procurar os estudantes de Tecnologia de Gestão de Cooperativas à noite, no Campus da UFRB de Cruz das Almas.

Por Mauricio Medeiros

Comentários (0)

Tags: , , ,

Homossexualidade em pauta

Postado em 03 novembro 2008 por Coordenador

A frase “o CAHL é gay” tem sido alvo de discussões polêmicas nos corredores do Centro de Artes, Humanidades e Letras. A comunidade criada pelo movimento, agora têm “contra-comunidade” que afirma “O CAHL é gay, menos eu”.
Diante da crescente discussão sobre a “máxima” tão conhecida pelos estudantes do CAHL, proferida pelo insurgente movimento gay no centro, se torna indispensável tornar pública a pergunta que não quer calar: O CAHL é mesmo gay? As divergências de opiniões parecem estar pautadas na utilização do termo “gay”. Alguns o vêem atrelado apenas à questão da homossexualidade, enquanto outros, o utilizam de forma mais abrangente, considerando membros da comunidade, os héteros que tem boa convivência com a pluralidade de comportamentos.
“A afirmação de que o CAHL é gay é um desrespeito com os heterossexuais do centro. O movimento não é feito por pessoas sérias. Eles pedem respeito e nos desrespeitam. Ninguém me consultou para dizer se o CAHL é gay. O CAHL nunca foi gay, não é e nunca será. Uma máxima como essa, tem o objetivo de provocar para chamar à atenção, não para uma discussão, mas para aparecer mesmo. Essa generalização gera um conflito e até aversão por parte de alguns heterossexuais”, afirma Lucas Café, estudante de história. Quanto à comunidade… “Não gostei da comunidade. Sou estudante do CAHL e sou heterossexual. Quando chego aos outros centros sou alvo de brincadeiras pejorativas”, afirma.
Sarah Peixoto, estudante de Comunicação e intitulada madrinha do movimento, acha positiva a divulgação da máxima através da comunidade. “A visão que as pessoas de fora têm é que os estudantes do centro convivem com a diversidade sem problemas, o que é comum por se tratar do centro das artes e das humanidades, que são áreas mais abertas à liberação sexual e de expressão”. Ela também chama à atenção para o fato de que algumas pessoas consideram ofensivos serem chamadas de gay e que é por esse motivo que há certa desaprovação da máxima. Ela considera o próprio pensamento preconceituoso. “Nós sabemos que o CAHL não é totalmente gay. Essa frase surgiu de uma brincadeira informal. Nós não pensamos na minoria – pessoas que não se identificam com a causa -, e sim na maioria – gays e simpatizantes da causa. A comunidade representa à maioria e não à totalidade”, afirma.
“A afirmação de que O CAHL é gay, embora pareça polêmica e generalizante, constitui uma forma categórica de expressar a aceitação que os estudantes homossexuais têm no campus. Assim, a intenção não é caracterizar toda a comunidade do CAHL enquanto homossexual, mas sim dizer que ela representa um local em que o público GLS convive com harmonia e respeito. A boa relação entre homo e héteros pôde ser comprovada a partir da análise da festa GLS que realizei, ‘Vemnimim, Broto’, onde boa parte dos presentes eram estudantes héteros do CAHL”, declara Nayara Barros, a May, estudante de Museologia e líder do Movimento. Thiago Alberto, estudante de história, afirma não ter visto nenhuma pesquisa empírica sobre a aceitação da homossexualidade no CAHL. Thiago considera o movimento exótico por se tratar de uma minoria utilizando expressões totalizantes. “Não tem minoria ou movimento social no mundo que se caracterize de forma generalizante. O CAHL não tem que ser gay, tem que ser uma instituição plural que agrupe todo tipo de minoria e movimento social”.
Lucas Café considera que há uma onda de homossexualismo por modismo no Centro, como forma de protesto às tradições Judaico – Cristães, já que o contexto da universidade proporciona certa liberação aos estudantes. “Existem os estudantes homossexuais e os que têm práticas homossexuais por causa do contexto”, finaliza.

Por Sandrine Souza

Comentários (53)

Tags: , ,

Quarteirão Leite Alves será entregue no dia 15 de dezembro

Postado em 06 outubro 2008 por Coordenador

Em visita a cidade de Cachoeira para participar de um comício, o ministro da Cultura Juca Ferreira afirmou que o quarteirão Leite Alves será entregue por ele e pelo presidente Lula, no dia 15 de dezembro deste ano.
Depois da declaração do ministro, estudantes e professores presentes resolveram assinar um documento como testemunhas do  compromisso assumido pelo MinC. Entre os docentes estavam Amílcar Baiardi e  o diretor do CAHL, Xavier Vatin.

O ministro disse isto após ser impedido de sair da cidade pelos estudantes, que fizeram um cordão de isolamento e impediram a saída do carro no qual ele estava. O carro só foi liberado depois que o ministro Juca Ferreira conversou com os docentes e discentes.

O Quarteirão está com obras atrasadas há mais de dois anos. Deveria ser entregue em outubro de 2006. O prédio será sede definitiva do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da UFRB.

Por Camila Moreira

Comentários (11)

Tags: , , , ,

Estudantes do Cahl desleixados?

Postado em 18 setembro 2008 por Tamires Peixoto

É o calor que derrete qualquer maquiagem, os paralelepípedos que tornam andar de salto um grande desafio de equilíbrio, é o ar de cidade do interior com sua feira, trem, poeira, burros e carroças que quebram qualquer vestígio de glamour. Enfim, é possível manter a elegância, o estilo, o se vestir bem em Cachoeira e São Félix? Alguns consideram algo possível, outros nem tanto.
Ao entrevistar alguns estudantes do Cahl (Centro de Artes, Humanidades e letras), vindos de outras cidades, foi unânime a mudança no guarda-roupa, adotando um estilo mais “simples” e “leve”. Ana Clara Barros, estudante de Comunicação, afirma: “Minha forma de se vestir mudou muito aqui por causa do calor, de ter que andar a pé, assim, prefiro roupas e acessórios mais confortáveis.”
Além disso, ela diz ser normal andar desse jeito, “aqui a gente não tem tanta preocupação com a estética de se vestir porque é interior”. Mas, ao retornar para sua cidade de origem, as coisas voltam a ser como antes.
“Quando vou para Guanambi volto a me arrumar melhor porque as pessoas de lá se preocupam mais com isso. Não me sentiria a vontade lá me vestindo da forma que me visto aqui. É necessário se adaptar a realidade do lugar em que você estar”.
Aline Pires, estudante que morava anteriormente em Salvador, também concorda na mudança de estilo ao vir para São Félix. “A gente se veste bem como forma de competição e em Cachoeira e São Félix as pessoas se vestem de forma mais simples, então não sentimos necessidade de nos arrumar.”
Ao responder se acha positivo essa preferência por um estilo mais despojado, ela diz: “É bom por um lado porque não precisamos gastar muito dinheiro comprando roupas, nem tempo pensando no que vestir. Por outro lado, é sempre bom ver pessoas bem vestidas, dar um ar de refinamento”.
A estudante Andréia Costa também concorda com a mudança no visual. “Minha mãe fala que eu fiquei mais hippie, mas acho necessário se adequar ao modo de vida que levamos”.
Tamires Peixoto acrescenta um outro motivo, além do calor e da calçada: “As consideradas ‘patricinhas’ sofrem preconceito aqui na faculdade porque a maioria das pessoas associa moda à futilidade”.
Seriam os aspectos ideológicos, ao invés dos físicos, os mais responsáveis pela mudança do vestir dos jovens estudantes? Talvez uma mistura dos dois, que provam como o meio provoca mudanças no homem, até nas coisas mais “pessoais”, como o estilo.
“As pessoas não se preocupam tanto em se arrumar não só por causa do calor, mas principalmente, pela vivência com as pessoas da cidade que olham de forma estranha quando alguém está muito elegante”, afirma o estudante Caio Barbosa.

Gislene Mariano

Comentários (29)

Tags: , ,

História à noite e seus desafios

Postado em 15 setembro 2008 por Hamurabi Dias

Os estudantes do curso noturno de história da UFRB se deparam com uma dura realidade, por ser a única turma da noite e enfrentar a escassez de funcionários para atender às suas necessidades. O servidor dos turnos matutino e vespertino, Deivisson Leão, alega que a reitoria da Universidade ainda não se pronunciou a respeito da chegada de novos funcionários para o turno da noite. Além disso, os funcionários que atuam no CAHL (Centro de Artes, Humanidades e Letras) são residentes em outras cidades, como Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos. 

Quanto aos funcionários que passaram a morar em Cachoeira, haverá um esquema de revezamento entre si até as 20 horas. O professor Fábio Joly não vê problemas com a segurança do local, mas lamenta o fato de os estudantes não terem oportunidade de interagir com os demais. “Eles ficam praticamente isolados e não há um fluxo de professores, porque cada professor chega ao centro no seu horário da aula e logo vai embora”, afirma Joly. Além de dois funcionários se revezando, os professores Fábio Joly, Nuno Gonçalves, Roberto Evangelista, Gabriele Grossi e Robério Marcelo também servem ao CAHL nesse turno.

SEGURANÇA - Segundo o funcionário Alex Trindade, o CAHL é vigiado por seguranças, sobretudo à noite. O funcionário responsável pela guarda do local e do patrimônio inicia a vigilância às 19 horas até as 7 horas do dia seguinte, e esse serviço é alternado diariamente entre dois seguranças.

Um dos responsáveis pela guarda do local é Dorgival de Araújo Filho. “Devemos ter muita atenção durante todo o tempo, porque além do patrimônio público há estudantes, professores e funcionários também”, afirma.

O servidor Saulo Leal acredita que trabalhar no período da noite não oferece perigo nenhum, apesar das condições de trabalho.

Sobre os rumores de certas pendências no centro em relação à infra-estrutura, como por exemplo energia elétrica nos banheiros,  alguns estudantes não vêem problemas em estudar no turno, embora seja cansativo e a única alternativa para aqueles que trabalham.

Sayonara Moreno e Gustavo Medeiros

 

 

 

 

 

 

 

Comentários (0)

Tags: , ,

Festa integra veteranos, calouros e comunidade

Postado em 11 setembro 2008 por Patrícia Neves

A calourada foi um sucesso. Não de público, menos de cem estudantes, em um universo de 540, estavam lá. Mas quem estava concorda que serviu ao propósito: integrar e divertir.

O evento de recepção aos novos estudantes da Federal do Recôncavo (UFRB), dos cursos de Ciências Sociais, Serviço Social, História noturno, Cinema e Audiovisual, aconteceu na noite de 5 de setembro, no Pouso da Palavra na cidade de Cachoeira.

Para Jeovana Ribeiro, estudante do 4º período de Museologia, esse momento foi muito importante para conhecer novos e antigos alunos e professores, além da comunidade local e cidades circunvizinhas.

Para Ademilton, aluno do curso de Ciências Sociais, só a festa não basta. O fato de calouros e veteranos estarem em locais separados prejudica a interação entre os mesmos. Algumas brincadeiras também desagradam e provocam constrangimentos, aumentando ainda mais o distanciamento entre os discentes.

O evento contou com a participação das bandas Inspiração Psicodélicas, Rebento, Mateus Cruz e os Catados, e os Djs Trance´s  Boys, André Itaparica (vice-diretor do Centro de Artes Humanidades e Letras) e  Luiz Fernando (professor do curso de história). Houve também uma homenagem aos 40 anos de poesia de Damário da Cruz.

 

Por Daniela Silva, Toniel Costa 

 

 

Comentários (1)

Tags: , ,

Calouros de História não conseguiram integração com outros cursos

Postado em 11 setembro 2008 por Coordenador

Quem ingressou no curso de História noturno da Federal do Recôncavo reclama que está difícil uma integração com outros estudantes da instituição. Também ficou complicado participar da semana do calouro, porque dos 40 alunos, 90% (noventa por cento) trabalham nos horários das atividades programadas ou não moram em Cachoeira. 

Os novos estudantes foram recebidos com uma programação que incluía uma série de palestras. O principal intuito foi socializar os alunos e mostrar a nova etapa que seguirão. O evento foi programado para a primeira semana de aula, de 02 a 05 de setembro. A programação foi direcionada a todos os cursos. Especificamente para os alunos de História, as temáticas e debates foram voltados para a Música: História em Cachoeira, com a presença do professor Fábio Abelha e a abertura do CineCaos, com a exibição do filme Abadias Nascimento – Memória Negra, do diretor Antônio Olavo.

Para os calouros a falta de estrutura física é um dos problemas a ser enfrentados. A estudante Tanise de Souza, 21 anos, evidenciou: “Esperava mais de uma Universidade Federal”. Essa visão foi comum à maioria dos novos alunos, sobretudo por saberem que os seus colegas dos cursos de Cinema e Audiovisual, Ciências Social e Serviço Social estão provisoriamente no Colégio Sacramentinas, localizado em Cachoeira.

Mas o maior problema é o fato de estarem sozinhos no único curso noturno. Quando os estudantes chegam, por volta das 19h, toda a agitação do Centro de Artes, Humanidades e Letras já acabou.

Porém, mesmo com estes percalços, os calouros de História estão confiantes, e já têm alguns propósitos firmados, como o estudante e professor de Ensino Fundamental I, Edson Barbosa de 27 anos: “Ao longo do estudo de conclusão do curso, eu pretendo adquirir conhecimento, desenvolver a capacidade de raciocínio e desmembrar outros horizontes, como o de fazer mestrado, e ser professor da própria UFRB”.

O estudante Maurício Quadros, 21 anos, membro do Diretório Acadêmico de História, sabe que o perfil das pessoas que fazem História noturno é diferentes daqueles que estudam durante o dia e que vai ser preciso discutir as dificuldades encontradas na universidade, mas isso demanda tempo: ‘Vamos nos reunir para encontrar soluções de relevância para as questões discutidas. Claro que de forma branda, mostrando também as coisas positivas da instituição”.

Maurício finaliza incentivando os novos colegas: “Não venham para a universidade só para assistir aula, a instituição não é só isso. Um encontro num barzinho para discutir propostas, receber o trote, participar do movimento estudantil, estar presente nas plenárias, palestras, reunião do Diretório Acadêmico ou no Conselho do Centro, também é vida acadêmica. Como o nome já diz: ‘Universidade’, que é esse conjunto de coisas, é onde formará o verdadeiro estudante”. Para ele a socialização com outros alunos e instituição é o que faz a universidade, e não a universidade que faz o estudante.

 

 

 

Por Avana Cavalcante e Taísa Silveira

Comentários (1)

Tags: , , , ,

Estudantes recordam dificuldades antes da aprovação no vestibular

Postado em 11 setembro 2008 por Patrícia Neves

 

 Numa entrevista concedida por alguns “calouros” da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foi possível perceber que muitos deles tiveram que superar barreiras para que hoje pudessem fazer parte desta universidade. Júlio César Andrade Leite, 26 anos, natural da cidade de Maragojipe, iniciou os estudos com 9 anos de idade por precisar trabalhar como lavrador no campo. Morador da zona rural, Júlio César caminhava todos os dias 11 km para chegar à escola, mesmo sem o apoio da família – segundo o estudante, devido ao grau de instrução deles, e a falta de estímulo por parte da própria escola, nunca pensou em desistir do sonho de cursar uma faculdade.

O estudante chegou a passar no vestibular do Instituto Adventista de Ensino do Nordeste, IAENE, porém sem condições financeiras para se manter no curso, desistiu. Tentou fazer Engenharia Ambiental na UFRB, em Cruz das Almas, mas não conseguiu passar na primeira etapa do vestibular. No ano seguinte fez vestibular para o curso de Pedagogia, no entanto não foi aprovado na segunda etapa, e atualmente está cursando Ciências Sociais na Federal do Recôncavo e afirma que só conseguiu alcançar seu objetivo por meio de muita dedicação. Ele tem muitas expectativas com relação ao curso, apesar da falta de estrutura da universidade, acredita ainda que através de sua formação profissional possa ter um futuro melhor além de contribuir para mudar a realidade da sua região, uma de suas grandes aspirações.

Com Gisele Ferreira de Oliveira, moradora de Cachoeira e aluna do curso de Ciências Sociais da UFRB, não foi diferente, teve que enfrentar muitas dificuldades para chegar à universidade. Aos 16 anos, quando cursava o segundo ano do ensino médio, sofreu um acidente de carro que a deixou paraplégica. Foi para São Paulo em busca de tratamento e só retornou três anos depois, retomando os seus estudos. Ao concluir o ensino médio, tentou fazer cursinho pré-vestibular, mas por falta de adaptação do local para deficientes físicos não pôde cursar.

Tentou vestibular para Jornalismo na UFRB e não foi aprovada. No ano seguinte não fez vestibular por não se sentir preparada, a partir daí passou a freqüentar o cursinho gratuito oferecido pela prefeitura de Cachoeira, e foi aprovada no curso de Ciências Sociais. A estudante sempre teve o apoio da família e dos amigos. “Nada em minha vida eu penso em desistir. O que eu quero eu luto”, afirma Gisele.

Vonaldo Lopez Mota, 37 anos, morava em Santo Antônio de Jesus, antes de vir para Cachoeira. Segundo ele fazer Cinema sempre foi um sonho, chegou a ir para São Paulo tentar vestibular na Universidade de São Paulo (USP), mas desviou do seu propósito e ao retornar ficou desempregado. Após 20 anos sem estudar, foi incentivado pela mãe a fazer cursinho, se inscreveu em 2007 no vestibular da UFRB para o curso de Cinema e foi aprovado. “Quase não acreditei quando vi meu nome na lista, pensei em desistir e até não ir para a segunda etapa, mas esta seria a última oportunidade de minha vida” afirma Vonaldo.

 Daiane Arllin e Daiane Dória

 

 

Comentários (0)