Legislação & Fluxo SISP

Contratações de TIC

Consulte a regulamentação do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP) do Governo Federal e siga o fluxo obrigatório de contratação de soluções de TIC da UFRB, estruturado conforme a IN SGD/ME nº 94/2022 (fluxo de contratação) e a IN SGD/MGI nº 6/2023, alterada pela IN SGD/MGI nº 86/2025 (análise de alçadas da SGD/MGI).

Marco Regulatório Federal (SISP)

Como órgão integrante do SISP, a UFRB deve instruir obrigatoriamente seus processos de contratação de soluções de TIC seguindo o rito da IN SGD/ME nº 94/2022, no âmbito da Lei nº 14.133/2021. Esse rito garante o alinhamento estratégico ao PDTIC, a economicidade e a segurança das aquisições. O planejamento anual das contratações é estruturado no Plano de Contratações Anual (PCA), instituído pelo Decreto nº 10.947/2022 e operacionalizado no sistema PGC.

Separadamente, contratações sujeitas a análise de alçada — definidas pelos critérios da IN SGD/MGI nº 6/2023, com parâmetros atualizados pela IN SGD/MGI nº 86/2025 — exigem aprovação técnica prévia da Secretaria de Governo Digital (SGD/MGI) antes da fase de seleção do fornecedor.

Portal de Contratações de TIC (Gov.br)

Da necessidade à contratação: a cadeia completa

Antes do fluxo de contratação existe a cadeia de planejamento institucional. Tudo começa no Inventário de Necessidades de TI — artefato da elaboração do PDTIC (Guia de PDTIC do SISP) em que a COTEC levanta e consolida as demandas de TIC de todas as áreas da UFRB, com priorização aprovada pela alta administração. As necessidades priorizadas viram ações do PDTIC; a ação, por sua vez, é o que a unidade referencia no DFD; e o DFD aprovado gera o item do PCA que autoriza a contratação.

Inventário de Necessidades Levantamento e priorização das demandas de TIC das áreas (artefato do PDTIC)
PDTIC Necessidades priorizadas viram ações e metas de TIC do plano diretor
DFD (PGC) Demanda formalizada pela unidade, vinculada a uma ação do PDTIC
PCA Item do plano anual de contratações, aprovado pela autoridade competente
Contratação Fluxo da IN 94/2022: ETP, TR, edital e gestão do contrato

O Inventário é consolidado na elaboração e nas revisões do PDTIC — não a cada contratação. Demandas surgidas fora desse ciclo devem ser tratadas pela inclusão justificada no PCA e, se recorrentes ou estruturantes, incorporadas ao Inventário na próxima revisão do plano. Consulte o PDTIC da UFRB e o Guia de PDTIC do SISP (SGD/MGI).

Qual a diferença entre o Inventário de Necessidades do PDTIC e os DFDs anuais?

Granularidade e horizonte diferentes. O Inventário de Necessidades — artefato da elaboração do PDTIC — captura necessidades em nível estratégico e aproximado, com prioridade e prazo estimado, mas sem objeto de contrato definido ("renovar a infraestrutura de rede", "ampliar o armazenamento"). Seu horizonte é o do PDTIC (3 a 4 anos), porque direção estratégica muda devagar.

O DFD é a materialização contratual de um recorte dessas ações: objeto específico, valor estimado, vigência e responsável. Ele existe a cada ano porque a Lei nº 14.133/2021 (art. 12, VII) exige planejamento anual das contratações e porque a execução orçamentária é anual — um contrato plurianual ainda nasce de um processo aberto num exercício específico, com dotação verificada.

Eles se conectam, não se duplicam: uma mesma ação do PDTIC pode gerar vários DFDs ao longo dos anos (a ação "renovar a rede 2025–2027" vira um DFD por etapa). Quando a COTEC colhe os DFDs para o PCA, ela confere cada um contra as ações do PDTIC: DFD sem ação correspondente volta à unidade ou, se a necessidade for estruturante, gera revisão do plano. Necessidade surgida no meio do caminho entra pela inclusão justificada no PCA e, se recorrente, é incorporada ao Inventário na revisão seguinte.

Fluxo Oficial de Contratação de TIC

Fase 1: Planejamento Anual — PCA no sistema PGC

Etapa 1

As contratações de TIC devem estar previstas no Plano de Contratações Anual (PCA) da UFRB, elaborado no sistema PGC conforme o Decreto nº 10.947/2022. O PCA é consolidado anualmente a partir dos DFDs das unidades (ver Etapa 2) e deve guardar coerência com as ações do PDTIC vigente — que, por sua vez, nasceu do Inventário de Necessidades de TI (ver a cadeia acima).

Até 31 de março

As áreas requisitantes enviam ao agente de contratação as demandas previstas para o exercício seguinte, com estimativas e justificativas.

1ª quinzena de maio

Consolidação e elaboração do plano anual de contratações, com priorização das demandas recebidas.

Até 1º de novembro

Aprovação do PCA do exercício seguinte pela autoridade competente e disponibilização no PNCP.

Durante o ano

Itens não previstos podem ser incluídos no PCA mediante justificativa e aprovação da autoridade competente — converse com a COTEC antes de formalizar.

Demandas surgidas fora desse calendário não ficam bloqueadas até o ano seguinte: podem ser incluídas no PCA em execução mediante justificativa e aprovação da autoridade competente — procure a COTEC para orientar esse caminho.

Fase 2: Formalização da Demanda (DFD)

Etapa 2

A unidade requisitante formaliza a necessidade por meio do Documento de Formalização da Demanda (DFD), previsto na IN SGD/ME nº 94/2022. O DFD é preenchido diretamente no sistema PGC (Compras.gov.br) — não há modelo próprio da UFRB: o instrumento oficial é o do Governo Federal e, uma vez aprovado, é o DFD que gera o item do PCA. Para demandas de TIC, o DFD deve registrar, no mínimo:

  • Descrição clara da necessidade e do problema a resolver
  • Vínculo com a ação do PDTIC à qual a demanda se relaciona
  • Benefícios esperados e público beneficiado
  • Estimativa preliminar do valor e do prazo da contratação
  • Indicador de desempenho que justifique a contratação
  • Responsável pela demanda e sua unidade

Atenção: sem o vínculo explícito com o PDTIC, a COTEC devolve o processo para complementação antes de prosseguir.

Depois de cadastrar o DFD, comunique a COTEC: envie uma cópia do DFD registrado no PGC solicitando a indicação do Integrante Técnico que apoiará a elaboração dos artefatos. Faça isso antes de registrar a requisição de compra no SIPAC — na UFRB, a requisição já exige o ETP anexado.

Fase 3: Equipe de Planejamento da Contratação

Etapa 3

Recebido o DFD, a autoridade competente designa formalmente a Equipe de Planejamento da Contratação, composta obrigatoriamente por Integrante Técnico da COTEC, Integrante Requisitante da unidade demandante e Integrante Administrativo da área de licitações, conforme exige a IN SGD/ME nº 94/2022. A designação é feita por portaria e antecede qualquer estudo técnico. Na UFRB, a indicação do Integrante Técnico da COTEC decorre da comunicação da unidade com a cópia do DFD (etapa anterior).

Designação por Portaria

Fase 4: ETP, Termo de Referência e Análise de Riscos

Etapa 4

A Equipe de Planejamento elabora conjuntamente três artefatos indispensáveis: o Estudo Técnico Preliminar (ETP), elaborado no ETP Digital conforme a IN SEGES/ME nº 58/2022; o Termo de Referência (TR), no TR Digital conforme a IN SEGES/ME nº 81/2022; e o Mapa de Gerenciamento de Riscos da contratação.

Dependendo do objeto, aplicam-se também as portarias setoriais da SGD/MGI que estabelecem requisitos mínimos a observar no ETP e no TR — entre elas as que tratam de software e serviços em nuvem, de métricas de software, de estações de trabalho e de infraestrutura e atendimento ao usuário (consulte a relação na seção "Legislação SISP Vigente").

Na UFRB: com o ETP elaborado, a unidade cadastra a requisição de compra no SIPAC já com o ETP anexado — e é essa requisição que dá origem ao processo formal, aberto pelo setor de compras.

Fase 5: Pesquisa de Preços

Etapa 5

A estimativa de valor da contratação deve ser apurada por pesquisa de preços conduzida conforme a IN SEGES/ME nº 65/2021, com preferência pelo uso de bases de notas fiscais e preços praticados pelo setor público (Painel de Preços, bancos de preços oficiais), complementadas por outros meios admitidos pela norma quando necessário. A memória de cálculo integra o processo e fundamenta o valor estimado do edital.

Fase 6: Parecer Técnico COTEC e Análise de Alçada

Etapa 6

O processo é submetido à COTEC para emissão de parecer de alinhamento técnico institucional (enquadramento como solução de TIC, aderência ao PDTIC e às normas do SISP). Em seguida, verifica-se se a contratação se enquadra nos critérios de análise de alçada da SGD/MGI.

Quando a demanda precisa da aprovação prévia da SGD/MGI

Conforme a IN SGD/MGI nº 6/2023, com parâmetros atualizados pela IN SGD/MGI nº 86/2025, a análise de alçada é disparada por critérios como:

  • Contratações classificadas como de alta relevância ou de valor elevado, conforme os limites definidos na norma vigente
  • Prazos de vigência superiores aos patamares estabelecidos na norma
  • Contratações de serviços em nuvem e outras hipóteses específicas previstas na norma
  • Formação de atas de registro de preços sujeitas aos mesmos critérios

Os valores e parâmetros vigentes devem ser verificados no texto consolidado das normas (links na seção "Legislação SISP Vigente"). Em caso de dúvida sobre o enquadramento, consulte a COTEC antes de instruir o processo.

Fase 7: Parecer Jurídico e Fase Externa (SIPAC / PROAD / PNCP)

Etapa 7

O processo formal — aberto pelo setor de compras a partir da requisição de compra registrada pela unidade no SIPAC — tramita com os artefatos de planejamento e os pareceres técnicos anexados e é encaminhado à Procuradoria Jurídica para emissão de parecer legal. Aprovado, a Coordenadoria de Licitações da PROAD conduz a fase externa: seleção do fornecedor (pregão eletrônico, dispensa eletrônica ou outra modalidade aplicável) com publicação do edital e dos atos no PNCP e no Compras.gov.br.

Fase 8: Gestão e Fiscalização do Contrato

Etapa 8

Assinado o contrato, inicia-se a fase de gestão e fiscalização, conduzida por gestor e fiscal designados conforme o Decreto nº 11.246/2022. As regras de fiscalização, sanções, recebimento provisório/definitivo, pagamentos, prorrogações e avaliação de resultados devem ter sido previstas já no Termo de Referência — a IN SGD/ME nº 94/2022 exige que o planejamento contemple todo o ciclo de vida da solução, até a transição para nova contratação ou descontinuidade.

Como este fluxo ocorre na UFRB

Na UFRB, o procedimento do SISP começa antes da requisição: a unidade elabora o DFD no sistema PGC (Compras.gov.br) — com vínculo à ação correspondente do PDTIC — e comunica a COTEC enviando uma cópia do DFD, para solicitar a indicação do Integrante Técnico que apoiará a elaboração dos artefatos. Com esse apoio, a unidade elabora o ETP e cadastra a requisição de compra no SIPAC já com o ETP anexado; o setor de compras, então, abre o processo formal. A COTEC integra a Equipe de Planejamento da Contratação e assessora a elaboração do ETP, do Termo de Referência e do Mapa de Riscos, garantindo o enquadramento correto dos itens como bens e serviços de TIC e a observância das portarias setoriais da SGD/MGI.

Após a emissão do parecer técnico da COTEC e, quando aplicável, da análise de alçada da SGD/MGI, o processo tramita pela Procuradoria Jurídica e pela Coordenadoria de Licitações da PROAD, responsáveis pelo parecer legal e pela condução da fase externa com publicação no PNCP.

Em qualquer fase, a unidade requisitante pode contar com o apoio da COTEC para dúvidas sobre enquadramento de itens, planejamento e instrução do processo.

Checklist da Demanda

Antes de protocolar o processo na mesa virtual, confira se todos os artefatos abaixo estão presentes e assinados. A ordem acompanha o fluxo oficial:

  1. Demanda prevista (ou incluída justificadamente) no PCA/PGC
  2. DFD elaborado no PGC (Compras.gov.br), com vínculo ao PDTIC
  3. COTEC comunicada com cópia do DFD (indicação do Integrante Técnico)
  4. Portaria de designação da Equipe de Planejamento
  5. ETP aprovado no ETP Digital
  6. Requisição de compra cadastrada no SIPAC, com o ETP anexado
  7. Termo de Referência no TR Digital
  8. Mapa de Gerenciamento de Riscos
  9. Pesquisa de preços com memória de cálculo (IN 65/2021)
  10. Parecer técnico da COTEC
  11. Análise de alçada da SGD/MGI (quando aplicável)
  12. Parecer jurídico
  13. Edital publicado no PNCP/Compras.gov.br
  14. Gestor e fiscal designados para o contrato

Ferramentas de Apoio ao Procedimento

Para agilizar o planejamento das contratações de TIC, a COTEC disponibiliza um assistente virtual de apoio. Utilize a ferramenta abaixo como suporte na fase de definição da demanda — lembre-se de que o resultado gerado é um parecer indicativo de apoio e a classificação final dos itens deve sempre ser validada pela COTEC.

Enquadramento de Itens de TIC

Assistente NotebookLM que analisa a lista de materiais e serviços da sua demanda e indica se cada item é uma solução de Tecnologia da Informação — e, portanto, deve seguir o rito específico de contratação de TIC — ou se pode ser adquirido pelo rito normal de compras da instituição.

Abrir NotebookLM de Enquadramento