Bate-papo com Theo Cruz
Reflexões sobre o estágio de Pós-Doutorado
por Prof. Theo Cruz e Alessandro Prates | doutorando do PPGCOM
Entre filosofia, comunicação, tecnologia e sensibilidade, a trajetória do professor Theo Cruz no pós-doutorado do PPGCOM/UFRB foi marcada por reflexões profundas sobre estética, memória, experiência e os impactos das novas tecnologias nos modos contemporâneos de perceber e narrar o mundo. Em diálogo com pesquisadores, grupos de pesquisa e projetos institucionais, sua passagem pelo programa consolidou debates fundamentais para pensar comunicação, territorialidade e produção de conhecimento na contemporaneidade.
Conversamos com o pesquisador sobre sua experiência no programa, os desafios da pesquisa, os diálogos construídos ao longo do percurso e as perspectivas futuras que atravessam sua atuação acadêmica. Confira abaixo esse bate-papo.
. Conta um pouco pra gente sobre o seu projeto de pós doc e porque escolheu a UFRB.
O meu vínculo com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) estabelece um diálogo direto e estruturante com a minha trajetória formativa enquanto professor e pesquisador. Foi no âmbito da UFRB, especificamente no Centro de Artes, Letras e Comunicação (CAHL), que desenvolvi de modo consistente a minha prática docente e investigativa, sob a orientação da professora Renata Pitombo Cidreira, minha orientadora tanto no mestrado quanto no doutorado, supervisora acadêmica do meu estágio de Pós-Doutorado e, igualmente, uma referência intelectual e afetiva fundamental nesse percurso. Nesse contexto, atuei inicialmente como professor substituto no curso de Filosofia, no Campus de Amargosa, e, posteriormente, desenvolvi o estágio docente junto ao CAHL, primeiro no mestrado e, em seguida, no doutorado.
Para além dessa relação institucional, construí com a UFRB um vínculo de natureza afetiva e simbólica, o qual se articula diretamente com o Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM). Esse vínculo não se sustenta apenas pela inserção formal nos espaços acadêmicos, mas, sobretudo, por uma convicção compartilhada quanto à importância do fortalecimento de programas situados em contextos locais, capazes de tensionar e ampliar perspectivas epistemológicas hegemônicas. Nesse sentido, a minha relação com a UFRB atravessa simultaneamente um horizonte de pertencimento institucional, uma dimensão afetiva e um compromisso acadêmico-científico, na medida em que dialoga com a minha busca por pautar outras epistemologias, ainda que ancoradas na minha área de formação originária, a Filosofia.
O meu projeto de pós-doutorado insere-se nesse percurso e foi acolhido no âmbito de um projeto mais amplo, intitulado Formatos narrativos midiáticos contemporâneos: mapeamento das relações entre sensibilidade e memória em produções midiático-expressivas, coordenado pela professora Dra. Daniela Abreu Matos. Metodologicamente e conceitualmente, o projeto se estruturou em dois momentos articulados. No primeiro, desenvolvi uma reflexão sobre a noção de estilo, compreendida a partir das categorias de expressão e de composição da aparência. No entanto, afasto-me de uma concepção estritamente formal ou poética do estilo, entendendo-o como uma dimensão ontológica, isto é, como uma perspectiva de mundo e uma forma de percepção da realidade que circunscreve nosso ser. O estilo é pensado como uma experiência mundana e existencial, marcada pela historicidade e pela incompletude em sua relação com os artefatos.
Essa abordagem dialoga diretamente com a minha tese de doutorado, onde investiguei sobre a dimensão do gesto e da atitude do artista sergipano, Arthur Bispo do Rosário, especialmente com o segundo capítulo, no qual o estilo e a expressão são concebidos como processos inacabados, em razão da dinâmica própria da vida e da multiplicidade que constitui os sujeitos ao longo da história em sua relação mundana. A experiência vivida conforma perspectivas de mundo, para retomar, aqui, um vocabulário Merleau-pontyniano, e inscreve o estilo numa dimensão trágica: o estilo como aquilo que não se completa, que permanece em aberto, como um devir contínuo.
O segundo momento do projeto emerge quando passo a considerar a incidência dos novos artefatos tecnológicos sobre essa dimensão do estilo e da percepção. A emergência da inteligência artificial desloca e amplia o campo de investigação, na medida em que esses artefatos incidem diretamente sobre as formas de percepção, comunicação e experiência estética. Esse aspecto foi provocado em mim por meus discentes de EBTT do IFMT, Campus Rondonópolis - Mato Grosso. É nesse ponto que o projeto se vincula de maneira mais direta ao PPGCOM e ao escopo do projeto Formatos narrativos midiáticos contemporâneos: mapeamento das relações entre sensibilidade e memória em produções midiático-expressivas, ao investigar como essas tecnologias reconfiguram práticas narrativas, experiências sensíveis e modos de relação com o mundo.
Essa reflexão assume, ainda, uma dimensão territorial e regional, uma vez que a investigação se ancora em experiências situadas. Durante o desenvolvimento do projeto, realizei experimentos práticos, como o restauro digital do Conjunto de Casario colonial de Cachoeira, por meio do uso de ferramentas de inteligência artificial, com o objetivo de explorar novas possibilidades poéticas e experiências estéticas. Nesse processo, que foi apresentado no Congresso Internacional de Culturas, em 2024, em Moçambique, na versão remota, fez emergir também a reflexão sobre a relação entre tecnologia e ancestralidade, entendida como um eixo fundamental para pensar as tensões entre inovação técnica, memória e experiência sensível e conformação da espacialidade como desdobramentos poéticos de recolonização da sensibilidade a partir da plasticidade.
O projeto, portanto, mantém como eixos centrais a comunicabilidade, a experiência estética e a noção de estilo, agora tensionadas pela presença dos novos artefatos tecnológicos, em especial a inteligência artificial, que passam a conformar, de maneira decisiva, as nossas experiências contemporâneas de mundo. Essa segunda etapa revelou-se particularmente satisfatória, na medida em que aprofundou o diálogo com o campo da comunicação, especialmente no que concerne às formas de mediação, sensibilidade e experiência.
A inserção no PPGCOM, especificamente na linha de pesquisa Mídia e Sensibilidade, mostrou-se plenamente coerente com a minha perspectiva teórico-metodológica, possibilitando um diálogo fecundo entre filosofia, comunicação e tecnologia. Essa experiência consolidou uma relação acadêmica consistente com o programa, marcada pelo rigor científico, pela abertura epistemológica e pela valorização das dimensões sensíveis e humanas que atravessam os processos comunicacionais contemporâneos.
. Quais os principais desafios que você encontrou durante a vivência do pós doc?
Os desafios enfrentados ao longo do processo de pesquisa e, de modo mais específico, durante o desenvolvimento do meu estágio de pós-doutorado, situam-se predominantemente no plano estrutural. A atividade científica, em qualquer área do conhecimento, demanda investimentos financeiros consistentes, uma vez que a ampliação das possibilidades de investigação e de produção científica está diretamente vinculada às condições materiais disponíveis.
Nesse sentido, os principais obstáculos identificados relacionam-se à insuficiência de infraestrutura, especialmente no que diz respeito à ausência ou limitação de laboratórios de ponta, capazes de oferecer suporte adequado para que pesquisadores e estudantes possam realizar seus experimentos, desenvolver investigações empíricas e explorar metodologias inovadoras. Trata-se de uma questão que extrapola o âmbito institucional imediato, estando vinculada a problemas mais amplos de distribuição orçamentária, tanto em escala nacional quanto regional, no contexto brasileiro.
No entanto, e isso é preciso frisar, essa constatação não deve ser compreendida como um fator impeditivo à realização da pesquisa. Ao contrário, mesmo diante de condições materiais adversas e, por vezes, precárias, as investigações foram conduzidas de forma contínua e comprometida. Tal cenário evidencia não apenas as limitações estruturais do sistema de fomento à ciência, mas também a capacidade de resistência, adaptação e invenção por parte dos pesquisadores, que seguem produzindo conhecimento apesar das restrições impostas.
Essas dificuldades não se restringem à experiência do pós-doutorado, mas atravessam toda a minha trajetória acadêmica, desde a graduação, passando pelo mestrado e pelo doutorado. Elas constituem, portanto, um elemento recorrente no percurso de formação científica, ao mesmo tempo em que reforçam a necessidade de políticas públicas mais consistentes de investimento em ciência, tecnologia e inovação, especialmente em contextos institucionais situados fora dos grandes centros hegemônicos de produção do conhecimento.
. Como foi sua experiência colaborando com outros pesquisadores ou grupos de pesquisa durante esse período?
A experiência de parceria e de trabalho conjunto com outros grupos de pesquisa e pesquisadores constituiu um dos aspectos mais significativos do meu processo formativo durante o estágio de pós-doutorado realizado na UFRB, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM). Foi um percurso de aprendizagem relevante, na medida em que possibilitou a ampliação dos horizontes teóricos, metodológicos e institucionais da minha pesquisa.
Destaco, de modo especial, a participação na organização do evento Historicidades, cuja edição realizada na cidade de Cachoeira proporcionou um contato direto com diversos grupos de pesquisa da área da Comunicação, oriundos de diferentes regiões do país. Esse espaço de interlocução acadêmica permitiu o diálogo com múltiplas agendas de pesquisa, bem como o compartilhamento de experiências investigativas e perspectivas epistemológicas diversas.
Nesse contexto, ressalto o contato indireto estabelecido com o GEEECA - Grupo de Estudos em Experiência Estética, Comunicação e Artes da UFRB, por meio das professoras Scheila e Daniela e do professor Jorge, entre outros pesquisadores, cujas contribuições foram fundamentais para o fortalecimento de redes de colaboração e para o aprofundamento das discussões em torno de temas convergentes à minha trajetória investigativa. Embora minha inserção acadêmica esteja vinculada ao grupo de pesquisa Corpo e Cultura, coordenado pela professora Renata Pitombo Cidreira, essas interações durante o Historicidades possibilitaram a expansão do meu campo de investigação, favorecendo o diálogo com outras abordagens e objetos de estudo.
A realização do Historicidades configurou-se como um momento privilegiado de troca e aprendizagem, ao reunir pesquisadores da área da Comunicação de distintas instituições brasileiras. Essa experiência revelou-se particularmente satisfatória, não apenas pelo fortalecimento de parcerias acadêmicas, mas também por contribuir para o amadurecimento intelectual e científico do meu percurso durante o estágio de pós-doutorado junto ao PPGCOM.
. Fale um pouco das entregas e participações que você vivenciou durante esse tempo de pós doc.
Essa é uma reflexão significativa para mim, pois me provocou a refletir sobre o contexto e o horizonte da minha experiência no estágio de pós-doutorado junto ao PPGCOM/UFRB). Conforme mencionei anteriormente em nosso seminário e no relatório que encaminhei à CAPES, organizei essa experiência estruturando em três eixos que considero fundamentais e que se articulam de modo entrelaçado.
1. Fortalecimento epistemológico e metodológico: As leituras, disciplinas e produtos acadêmicos desenvolvidos consolidaram uma abordagem que compreende a comunicação como campo sensível, onde estética, política e memória se articulam em processos midiáticos tensionados pelas tecnologias contemporâneas de forma interdisciplinar.
2. Inserção institucional e formação qualificada: A intensa participação em comissões, bancas e eventos contribuiu para o meu amadurecimento no PPGCOM enquanto programa consolidado no cenário nacional e interistitucional, reforçando o compromisso com a formação teórico-metodológica dos discentes e a produção científica vinculada ao projeto que foi proposto.
3. Diálogo social, cultural e tecnológico: As atividades extensionistas e a aproximação com movimentos culturais locais efetivaram o compromisso do programa com práticas comunicacionais emancipatórias, difundindo formatos narrativos que articulam o regional com o global e revalorizam memórias subalternizadas.
A esses três eixos soma-se uma dimensão que considero igualmente relevante: a participação em atividades de caráter administrativo-institucional, componente indissociável da formação docente, sobretudo em contextos nos quais as estruturas institucionais se mostram frágeis ou, em certos aspectos, precárias. Nesse sentido, a vivência administrativa assume um papel formativo estratégico e político também.
Durante o estágio, tive a oportunidade de integrar diferentes comissões, tais como a comissão de reingresso discente, comissões de apoio à coordenação do programa, a comissão de avaliação da Plataforma Sucupira/CAPES, responsável pela avaliação e atribuição da nota do programa, bem como a comissão de seleção regular de discentes do curso de mestrado. Essas experiências revelaram-se significativas, ampliando minha compreensão da dinâmica institucional para além do tradicional tripé Ensino, Pesquisa e Extensão.
Dessa forma, compreendo que meu estágio de pós-doutorado junto ao PPGCOM/UFRB constituiu uma experiência institucionalmente completa. Essa percepção, inclusive, já havia sido objeto de diálogo com a Professora Dra. Renata Pitombo Cidreira, minha supervisora no período e parceira em diversas produções científicas. A participação na comissão de ingresso de discentes regulares do mestrado de 2025, em especial, possibilitou-me vislumbrar de maneira mais clara o perfil de pesquisa que o programa vem acolhendo e consolidando, contribuindo de modo decisivo para uma leitura crítica e estratégica do campo e de suas direções formativas.

. Como você vê a produção de outras linguagens, para além da escrita, para a pesquisa em comunicação?
Os novos formatos e as novas linguagens na produção da pesquisa científica, especialmente no campo da Comunicação, constituem um aspecto que já vinha sendo por mim observado, conforme mencionado na resposta anterior, a partir da participação na comissão de seleção regular. Nesse contexto, pude identificar proposições e projetos de pesquisa que exploravam linguagens e formatos emergentes, ainda que, em muitos casos, tais propostas não estivessem explicitamente orientadas para a entrega final de um produto específico que não fosse a dissertação.
Avalio esse movimento de forma bastante positiva, sobretudo por compreender que a ampliação do campo da pesquisa científica passa pela incorporação de novos formatos e linguagens capazes de dialogar com a complexidade da contemporaneidade, inclusive porque temos um corpo situado no mundo com cor, gênero, recorte social e repertórios de vida diversos, não é? Trata-se de reconhecer a legitimidade de outras formas de produção e circulação do conhecimento, sem que isso implique qualquer prejuízo ao rigor científico, ao método ou à consistência argumentativa que fundamentam a pesquisa acadêmica, algo que não abro mão, sobretudo em contextos de obscurantismo, negação da ciência e ataques à educação, como vimos nos anos anteriores e eventualmente nas redes sociais.
O compromisso com o rigor, entendido aqui como clareza conceitual, coerência metodológica e solidez argumentativa, permanece como princípio inegociável, independentemente do formato adotado. Nesse sentido, a inovação formal não se coloca em oposição à cientificidade, mas como uma possibilidade de expansão de seus modos de expressão e de interlocução.
Um exemplo concreto dessa perspectiva é o Logiatec, podcast que coordenei juntamente com o professor Luiz Carlos e com os discentes da turma de 2025, no âmbito do projeto Formatos Narrativos. Essa experiência permitiu constatar que a produção de produtos científicos em formatos alternativos e linguagens não tradicionais amplia significativamente o alcance do diálogo científico, extrapolando os limites da sala de aula e do texto escrito.
A escuta de um produto como o podcast, nesse caso, revela-se uma potente estratégia de comunicação do conhecimento, capaz de estabelecer pontes não apenas com a comunidade científica, mas também com o público em geral. Tal constatação é particularmente relevante, inclusive considerando minha formação na área da filosofia, tradicionalmente associada à centralidade do texto escrito e da reflexão conceitual, o que reforça ainda mais a força e a legitimidade dessas novas linguagens no campo acadêmico contemporâneo, sobretudo quando pensamos a emergência das novas tecnologias como a IA ou mesmo a bioteconologia, uma área que atualmente tenho me debruçado de forma preliminar.
. Quais os planos futuros?
Meus planos futuros concentram-se, de forma articulada, na docência e na pesquisa, dimensões que constituem o eixo estruturante da minha atuação acadêmica. Embora o estágio de pós-doutorado tenha sido formalmente concluído, mantenho vínculo institucional com o Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM), especialmente em razão das orientações de pesquisa que permanecem em curso e minha atuação junto ao Grupo de Pesquisa Corpo e Cultura. Esse vínculo, mais do que circunstancial, expressa um compromisso institucional que atravessa e prolonga a própria experiência do estágio, materializado, por exemplo, na continuidade das orientações das pesquisas desenvolvidas no Programa.
No que se refere à docência, minha perspectiva é retornar ao ensino médio tecnológico, no âmbito da Educação Básica, Técnica e Tecnológica (EBTT), espaço no qual, de fato, emergiu de maneira mais intensa minha reflexão sobre o ensino e sobre as transformações provocadas pelas novas tecnologias. Os estudantes desse segmento, em especial, apresentam uma relação privilegiada com os dispositivos tecnológicos, tanto por sua condição de nativos digitais quanto por estarem em processo de formação científica. Essa convergência torna o ensino médio tecnológico um campo estratégico para pensar criticamente as emergências tecnológicas e seus impactos nos processos educativos. Par a exemplificar e ilustrar essa minha afirmação, gostaria de pontuar sobre a experiência significativa que foi a presença dos discentes do ensino médio tecnológico do SESI-Bahia, no IX Seminário Corpo, Moda e Performance, evento promovido pelo Grupo de Pesquisa Corpo e Cultura (CNPq), que acontece no dia 23 de outubro de 2025, no ICBA, em Salvador. Foi uma experiência intrigante do ponto de vista da participação com maturidade científica e de como a aproximação das pesquisas em diferentes estágios com o EBTT reforça o caráter potente da formação cidadã, da educação e da ciência.
No campo da pesquisa, venho me dedicando ao desenvolvimento de um novo projeto, já mencionado no seminário, voltado à investigação da emergência das tecnologias híbridas. Trata-se de um eixo de pesquisa que articula reflexões sobre plasticidade sináptica, computadores híbridos e os modos contemporâneos de produção do conhecimento, relação entre humanos e máquinas, temas que se avizinham de maneira cada vez mais concreta no horizonte das tecnologias emergentes. Essas questões têm me instigado a aprofundar uma agenda de investigação que dialogue diretamente com os desafios atuais da percepção, da ciência e da tecnologia.
Nesse sentido, mantenho o compromisso de pensar a educação a partir de uma perspectiva crítica, capaz de incorporar as emergências tecnológicas sem desconsiderar os contextos de precarização institucional, marcados por processos de sucateamento e restrições orçamentárias. Ainda assim, reafirmo meu compromisso ético e político com a educação e com a ciência, compreendendo que é precisamente nesses contextos de fragilidade estrutural que o trabalho acadêmico crítico se torna ainda mais necessário.
Por fim, expresso meus agradecimentos ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (PPGCOM/UFRB) e ao Grupo de Pesquisa Corpo e Cultura pelo acolhimento da minha pesquisa e, sobretudo, pelo acolhimento humano e institucional ao longo dos 24 meses em que realizei o estágio de pós-doutorado. Foram dois anos de intensa produção intelectual, profundo compromisso institucional e uma experiência acadêmica extremamente significativa.
Agradeço, de modo especial, ao corpo docente e ao corpo discente do programa, cujo engajamento, responsabilidade acadêmica e compromisso com o território, com a identidade local e com os projetos formativos do PPGCOM se revelaram elementos centrais dessa experiência. Trata-se de um coletivo que articula afeto, rigor científico, sensibilidade institucional e responsabilidade social de maneira significativa, algo que pode ser espelhado na aprovação do doutorado e na nota 4 da última avaliação quadrienal que foi divulgada pela CAPES e PPGCI-UFRB. Sigamos em frente!
Reitero minha felicidade e gratidão pela oportunidade de ter realizado este estágio de pós-doutorado na UFRB, sentimento que já manifestei no nosso seminário interno e que faço questão de reafirmar neste momento para que fique registrado. Muito obrigado.
