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COVID-19

Alunos da UFRB criam animação acessível em Libras sobre o novo coronavírus

08/06/20 19:50 | 16/06/20 09:15 | 860

Alunos do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas e Ciências da Saúde (CECULT) e do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) criaram uma animação acessível em Libras com informações sobre a pandemia do coronavírus. O vídeo é uma iniciativa do Projeto de Extensão Farol (Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Surdos na Perspectiva Sócio-Antropológica), coordenado pelo professor Anderson Siqueira e com atuação em diversos campi da Universidade. Segundo Anderson, há uma escassez de informações acessíveis à comunidade surda a respeito da doença, inclusive dos órgãos públicos de saúde."No momento atual de pandemia, informações podem literalmente salvar vidas”, explica o professor.

A iniciativa objetiva apresentar informações visuais de fácil assimilação e que possam circular tanto entre surdos que utilizam a Língua Brasileira de Sinais quanto entre aqueles que não a dominam. “Tivemos a ideia de trabalhar com o cinema de animação, que é uma linguagem predominantemente visual”, ressalta Anderson. A partir dessa ideia, o docente formou parceria com a professora do CECULT, Ludmila Carvalho, para produzir a animação. Discentes dos cursos de Licenciatura em Artes e do Bacharelado Interdisciplinar em Cultura, Linguagens e Tecnologias foram envolvidos na produção. “O interessante é que, antes da pandemia, eu estava justamente trabalhando com os discentes sobre a linguagem da animação em stop-motion. Então a atividade, além de prestar um serviço público de fundamental importância, ainda teve um caráter formativo para todos os participantes”, conta a professora Ludmila.

Todo o processo foi elaborado de forma remota e colaborativa, com reuniões virtuais de planejamento e execução. "Os alunos fizeram tudo a partir de suas casas: da concepção da ideia ao roteiro, a criação das ilustrações, a filmagem quadro a quadro, até a montagem e pós-produção. Cada um contribuindo em uma parte do processo, que contou ainda com a consultoria de uma pessoa surda e de uma pessoa da área da saúde. O fato de termos obtido esse resultado em condições de trabalho longe do ideal é uma conquista”, conclui a professora.

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