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AULA MAGNA

Aula Magna da UFRB debate realidade do ensino remoto com pandemia

29/09/20 08:39 | 29/09/20 08:39 | 454 Fábio Ferreira

A palestra "Universidade Pública, Pandemia e Ensino Remoto" ministrada pela professora Ariane Norma de Menezes Sá marcou a aula magna de abertura do calendário suplementar da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), correspondente ao semestre 2020.3.

Menezes de Sá é pró-reitora de Graduação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), segunda universidade pública federal a implantar o ensino remoto - a primeira foi a UFLA (Universidade Federal de Lavras), em Minas Gerais.

A aula magna aconteceu na tarde do último dia 24, de forma online. Menezes Sá fez um balanço do impacto do novo coronavírus nas atividades do ensino superior federal, desde março passado, quando a sociedade brasileira inicialmente achava que as consequências do novo coronavírus eram circunstanciais, demoraria entre um mês ou dois.

Ela disse que após a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) acompanhar o processo desencadeado pelo coronavírus no mundo entendeu que penduraria por meses, “daí veio a necessidade de se discutir o que fazer”.

Para Menezes Sá, os efeitos negativos da COVID-19, pegaram a todos de surpresa, de forma imprevista, com o isolamento social como medida necessária e mais importante para evitar a disseminação e o aumento do número de mortes.

Segundo ela, houve a necessidade de discutir as alternativas e ressignificação do trabalho docente. “Até porque no momento em que se estabelece como referência deixar de fazer o trabalho no local em que o professor é treinado para dar aulas, com salas de atividades presenciais, teve um momento de impacto muito grande, que gerou as dificuldades que vivemos no dia-a-dia”.

Menezes Sá explicou que a literatura que existia até então sobre sala de aula era pautada para a modalidade de ensino a distância (EaD) ou para o ensino presencial. Do ponto de vista conceitual, a partir deste ano, Menezes Sá disse que existia uma literatura sobre o ensino remoto aplicada em países em guerra civil ou em situações de emergencial, como terremotos, que serviram de modelo para a implantação do ensino remoto na UFPB. A UFPB está no segundo calendário suplementar.

Segundo ela, havia ainda a necessidade de capacitação dos professores para aderirem ao modelo de ensino remoto e dar segurança jurídica de que seriam compatíveis com sua carga horária.

Participação

A abertura da aula magna foi feita pelo reitor, Fábio Josué dos Santos, que relatou o processo de discussão, adesão e formação dos professores para a execução de aulas remotas na instituição. Fábio Josué ressaltou que pelos dados estatísticos que a UFRB dispõe foi “forte adesão de nossos docentes e estudantes às aulas remotas”.

Em fala posterior, o vice-reitor, José Mascarenhas, disse esperar que se aproveite esse momento para amadurecer “as nossas decisões e enfrentarmos esses desafios do curto, médio e longo prazo”, surgidos com a pandemia do coronavírus.

A pró-reitora de Graduação da UFRB, Karina Cordeiro, agradeceu aos gestores da UFRB que se envolveram nas atividades de implementação do semestre suplementar. Karina destacou que dos docentes ativos, a adesão as atividades de ensino, corresponde a 70% do quadro docente, número maior do que apontado na consulta inicial feita pela PROGRAD em junho.

Na outra ponta, 62% dos estudantes de graduação da UFRB aderiram as aulas remotas, em números correspondem a 6.882 estudantes que conseguiram matrícula nos componentes curriculares ofertados.

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