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Arquivo | Comportamento, Moda e Estilo

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Quem usa All Star é roqueiro?

Postado em 04 dezembro 2008 por Ilani Silva

O tênis All Star, criado em 1917 pela marca Converse e popularizado em 1923 pelo jogador de Basquete Chuck Taylor, desde muito tempo é associado a pessoas que gostam do estilo musical Rock. Apesar de inicialmente ter sido desenhado para a prática do basquete, uma vez que não existiam calçados especializados na época para a prática deste esporte, o tênis passou a ser utilizado mais pelos roqueiros, que vão desde o vocalista Kurt Cobain, do Nirvana, ao vocalista Humberto Gessinger, do Engenheiros do Hawaii, do que pelos jogadores de basquete.

“Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu. Seu all star azul combina com o meu preto de cano alto” como já diria a composição do cantor Nando Reis intitulada “All Star” comprovando a importância do tênis até nas letras de músicas. 

 Os shows de rock estão repletos do tênis, basta colocar uma roupa preta em combinação com o tênis All Star e a possibilidade de ser identificado como roqueiro é quase inevitável. Mas nem todo mundo gosta de ser rotulado pelo que veste e em Cachoeira algumas pessoas não concordam com esse tipo de analogia rock e All Star.

A estudante Luciana da Silva dos Santos, 16 anos já foi vítima da associação. “Um garoto que gosta do gênero perguntou se eu era emo por causa do tênis”. Apesar de não se incomodar com a aparência por causa das denominações a que pode ser referida, Luciana diz não trocar o All Star por nenhum outro tênis e ainda pensa em comprar mais alguns. “Acho o modelo bonito, confortável e combina com todo tipo de roupa”, afirmou a garota.

Ao contrário de Luciana, a estudante Dailana Ferreira Santos, 16 anos, nunca foi chamada de roqueira por usar o tênis. Tênis este que dispõe de vários modelos indo da cor de rosa, com brilho, ao de salto alto.  “Está na moda, todo mundo usa”, ressalta a garota que não concorda com a associação ao rock. “Não tem nada a ver, eu, por exemplo, gosto de Calcinha Preta. Rock eu não curto não”.

Identificar alguém como roqueiro só porque usa All Star pode ser uma situação complicada, a moda e os diferentes tipos do tênis vêm ajudando a combater essa associação que limita o gosto musical de alguém que adere a marca.

Veja também matérias relacionadas ao assunto:

 1. http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2007/05/all-star-stay-true.html

 2. http://drang.com.br/blog/2007/05/06/rotulos/

 3. http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/01/343434.shtml

 

 

Texto: Ilani Silva

Foto: Ilani Silva

 

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“Nunca senti vontade de ter filhos”

Postado em 30 novembro 2008 por Ilani Silva

 Mariana nasceu saudável para a alegria de seus pais e familiares, logo de início recebeu da madrinha uma linda boneca, a primeira das muitas que receberia. A menina cresceu, abandonou as bonecas e dedicou-se aos estudos. Tornou-se uma mulher de sucesso profissional e se casou com Paulo, um rapaz bem-sucedido. Viveram felizes e sem filhos para sempre.

A história de Mariana e Paulo, embora fictícia, ilustra a tendência de muitos casais que cada vez mais optam por não ter filhos. O Brasil ostenta um aumento no número de família sem filhos. É o que aponta a Síntese dos Indicadores Sociais, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais presente no mercado de trabalho e com maior nível de escolaridade, as mulheres têm optado por ter menos filhos. É um indicativo da chamada Terceira Transição demográfica, em que os homens e mulheres não apenas adiam a hora de ter filhos – simplesmente há quem decida não tê-los. Essa tendência não se concentra apenas nos grandes centros urbanos, em cidades pequenas como Conceição da Feira, alguns casais fazem parte dela.  

E é exatamente nesse perfil que se encaixam Teresa Conceição Santos, 32 anos e Raimundo Santos, 39 anos, ambos, professores pós-graduados. Casados há 17 anos nenhum dos dois pensa em crianças, embora admitam que adoram os sobrinhos. “Nunca tive vontade de ter filhos, na adolescência quando conversava com minhas amigas sempre demonstrei esse desinteresse. E o meu marido pensa como eu quando o assunto é filhos. Não é que não gostamos de crianças, mas sim uma escolha, uma opção nossa”, comenta Teresa. Já a estudante de administração de empresas, Nadjane Santos, 26 anos, brinca: “Nasci pra ser tia. Adoro meu sobrinho, fico com ele o tempo todo, mas tem hora certa pra entregar aos pais dele. Estou concluindo a faculdade e agora é o meu momento, um filho nesta altura do campeonato seria um erro”, conclui.

ORGANIZADOS

  A literatura americana classifica os casais que não têm filhos como Dink – Double income and no kids. No Brasil, Dinc – Duplo ingresso e nenhuma Criança – pode ser uma tradução para o português que mantém o mesmo som e uma escrita parecida com o termo DINK, em inglês. Muitos casais sem filhos já criaram espaços para troca de experiências e busca de informações em associações como o “No Kidding!” que possui um site traduzido em vários idiomas, inclusive o português. O assunto também é tema de livros e estudos acadêmicos.

De acordo com o professor José Eustáquio Diniz Alves, coordenador da pós-graduação do IBGE, em artigo publicado na internet, há cerca de dois milhões de casais sem filhos em que o marido e a mulher têm renda. Isso representa 4% de todos os casais do país, número que cresceu em dez anos, segundo dados da pesquisa.

Os motivos que levam homens e mulheres a optarem por não ter filhos podem ser os mais variados possíveis, mas uma coisa esses casais têm em comum, geralmente são pessoas que estudaram muito e por conseqüência possuem um bom padrão de vida.

 

 Por Ilani Silva e Nirane Lopes

 

Leia mais sobre o assunto em:

www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u347886.shtml – 39k -

http://www.bebe.com.br/planejamento/relacionamento/conteudo_250346.php

Assista a entrevista com a profissional do lar Julice Oliveira. Clique aqui.

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Entrevista com Renata Pitombo Cidreira: “A moda é um vetor de comunicação”.

Postado em 06 novembro 2008 por Ilani Silva

Possui graduação em Comunicação (habilitação em Jornalismo – 1992), mestrado (1997) e doutorado (2003) em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia. Entre 2002 e 2006, coordenou o curso de graduação em Comunicação e Produção de Moda da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) de Salvador. Atualmente é professor adjunto na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, ministrando as disciplinas Teorias da Comunicação e Estética da Comunicação. Em 2005, publicou seu primeiro livro: Os Sentidos da Moda. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Moda, atuando principalmente nos seguintes temas: moda, estilo, aparência, figurino e cultura.

 

Link Recôncavo – Como a moda pode ser definida? 

Renata Pitombo – Moda tem a ver com modo, como maneira de ser, moda não diz respeito somente ao setor do vestuário. Tornou-se comum a sua associação sempre com o vestir, com a indústria da moda, com uma corrente do mercado, mas ela quer dizer muito mais que isso.

 

LR – Quais são as formas de expressão que você vê nas indumentárias? 

Renata Pitombo – Enumerar formas é quase impossível. Barthes tentou essa enumeração, mas as formas de indumentária são infindáveis. Existem vários aspectos que definem os estilos. Muito difícil de enumerar, pois tem o casual, o esportivo, o clássico, o tradicional… Enfim.

 

LR – Por que muitos ainda vêem a moda como algo fútil? 

Renata Pitombo – A moda é vista como fútil por ela estar sempre associada ao consumo. É a relação entre essência e aparência. O que nós aparentamos é o que somos. A forma como eu me visto vai expressar o que eu sou.

 

LR – Você defende muito a idéia de moda enquanto manifestação simbólica. Como essa manifestação pode ser expressa?    

Renata Pitombo – A moda é um elemento potencializador da maneira de ser. As primeiras manifestações que tenho do outro é pela forma como ele se veste, assim posso identificá-lo. A moda é um vetor de comunicação. 

     

LR – Até que ponto você acha que o meio influencia a forma como as pessoas se vestem?

Renata Pitombo – O meio influencia totalmente o modo como as pessoas se vestem. Se o meio influencia nossa maneira de ser, não há dúvidas de que ele também influenciará a forma como nos vestimos. Entram em questão elementos culturais, climáticos e, até mesmo, sócio-econômicos.    

 

Por: Gislene Mesquita e Nirane Lopes

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Estudantes do Cahl desleixados?

Postado em 18 setembro 2008 por Tamires Peixoto

É o calor que derrete qualquer maquiagem, os paralelepípedos que tornam andar de salto um grande desafio de equilíbrio, é o ar de cidade do interior com sua feira, trem, poeira, burros e carroças que quebram qualquer vestígio de glamour. Enfim, é possível manter a elegância, o estilo, o se vestir bem em Cachoeira e São Félix? Alguns consideram algo possível, outros nem tanto.
Ao entrevistar alguns estudantes do Cahl (Centro de Artes, Humanidades e letras), vindos de outras cidades, foi unânime a mudança no guarda-roupa, adotando um estilo mais “simples” e “leve”. Ana Clara Barros, estudante de Comunicação, afirma: “Minha forma de se vestir mudou muito aqui por causa do calor, de ter que andar a pé, assim, prefiro roupas e acessórios mais confortáveis.”
Além disso, ela diz ser normal andar desse jeito, “aqui a gente não tem tanta preocupação com a estética de se vestir porque é interior”. Mas, ao retornar para sua cidade de origem, as coisas voltam a ser como antes.
“Quando vou para Guanambi volto a me arrumar melhor porque as pessoas de lá se preocupam mais com isso. Não me sentiria a vontade lá me vestindo da forma que me visto aqui. É necessário se adaptar a realidade do lugar em que você estar”.
Aline Pires, estudante que morava anteriormente em Salvador, também concorda na mudança de estilo ao vir para São Félix. “A gente se veste bem como forma de competição e em Cachoeira e São Félix as pessoas se vestem de forma mais simples, então não sentimos necessidade de nos arrumar.”
Ao responder se acha positivo essa preferência por um estilo mais despojado, ela diz: “É bom por um lado porque não precisamos gastar muito dinheiro comprando roupas, nem tempo pensando no que vestir. Por outro lado, é sempre bom ver pessoas bem vestidas, dar um ar de refinamento”.
A estudante Andréia Costa também concorda com a mudança no visual. “Minha mãe fala que eu fiquei mais hippie, mas acho necessário se adequar ao modo de vida que levamos”.
Tamires Peixoto acrescenta um outro motivo, além do calor e da calçada: “As consideradas ‘patricinhas’ sofrem preconceito aqui na faculdade porque a maioria das pessoas associa moda à futilidade”.
Seriam os aspectos ideológicos, ao invés dos físicos, os mais responsáveis pela mudança do vestir dos jovens estudantes? Talvez uma mistura dos dois, que provam como o meio provoca mudanças no homem, até nas coisas mais “pessoais”, como o estilo.
“As pessoas não se preocupam tanto em se arrumar não só por causa do calor, mas principalmente, pela vivência com as pessoas da cidade que olham de forma estranha quando alguém está muito elegante”, afirma o estudante Caio Barbosa.

Gislene Mariano

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“Gladiadoras” desfilam tímidas pelas ruas de Cachoeira

Postado em 16 setembro 2008 por Tamires Peixoto

Elas foram a principal estrela do verão no hemisfério norte, apareceram no inverno e prometem continuar com tudo. São as sandálias gladiador, caracterizadas pelas tiras – grossas ou finas – que circundam o pé e podem subir até abaixo dos joelhos. É uma ótima opção para se refrescar nos dias mais quentes da próxima estação. Inspiradas nos calçados dos antigos gladiadores romanos as sandálias aparecem em diversas variações. Podem ter salto alto ou baixo e chegam com cores variadas. As mais clássicas são as de tons acobreados, douradas, prateadas e as de couro nos tons terra, marrons e afins.

São também, para muitos estilistas, uma aposta para o próximo inverno, pois muitas lembram uma bota, ou podem ser usadas com meias coloridas ou listradas criando assim um look despojado e moderno.

Esse tipo de sandália vai bem com vestidos, saias e shorts curtos, calças sequinhas deixando a perna em evidência e chamando a atenção para o pé. O calçado também fica bonito com vestidos e saias na altura dos joelhos, enfim basta usar a criatividade e o bom senso.

Apesar de todo sucesso que as sandálias gladiador estão fazendo nos desfiles pelo país esta é uma moda que ainda não chegou às ruas de Cachoeira. Vê-se apenas uma ou outra, talvez pelo fato de que a coleção de calçados da próxima temporada ainda não tenha chegado às sapatarias da cidade. No entanto a “mulherada” aguarda com ansiedade, afinal quem não quer sair despertando paixões em “gladiadores”?

As sandálias gladiador refletem bem o papel da atual mulher, feminina, mas, antes de tudo uma guerreira. Seja no Coliseu ou nas ladeiras de Cachoeira o negócio é colocar sua gladiadora nos pés e sair por aí arrasando.

CURIOSIDADE – No tempo do império romano, também em Roma, o calçado indicava classe social. Os cônsules usavam sapatos brancos, os senadores sapatos castanhos presos por quatro tiras negras de couro atadas com dois nós, enquanto que o calçado dos legionários eram botins abertos à frente. Os gladiadores, uma espécie de lutadores profissionais que lutavam no famoso coliseu de Roma para entreter o público, usavam uma sola de couro amarrada aos pés, junto com uma proteção na canela, uma espécie de sandália que em alguns casos lhes chegavam aos joelhos.

Foi dessas sandálias usadas pelos gladiadores romanos que veio a inspiração para as sandálias usadas neste verão.

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Universitários invadem o Recôncavo

Postado em 11 setembro 2008 por Coordenador

Longe de casa, dos amigos e a necessidade de aprender a lidar com as diferenças, são situações enfrentadas por estudantes quando decidem fazer uma universidade fora de suas cidades.

Mudanças precisam de tempo para ser aceitas. Dois anos depois da chegada das primeiras turmas à Federal do Recôncavo, muita coisa mudou em Cachoeira e São Félix. O ritmo acelerado dos universitários não causa mais tanta estranheza e o modo de vida dos estudantes já não é olhado com tanta desconfiança.

Em 2006, quando eles chegaram, foi um choque para boa parte da comunidade. Pertubaram o ritmo lento que existia nessas cidades, foram chamados de bagunceiros. Ainda hoje os estudantes recém-chegados sofrem para encontrar moradia, porque muitos proprietários não querem alugar casas para os universitários.

 As reclamações são sempre as mesmas: muita gente numa casa, muito barulho e pouco cuidado com o imóvel. “Há nove meses eles bebiam, faziam barulho de madrugada e os vizinhos não gostavam”, afirma o Sr. Hélio, comerciante de São Félix.

A população local, de maneira geral, não sabe bem o que espera desses jovens, mas relaciona o público jovem ao conhecimento e ao desenvolvimento. Michel Bogdanowicz, que também veio de fora, é proprietário de um sebo café muito freqüentado pelos universitários e acredita que os alunos poderão contribuir muito para o progresso cultural e finaceiro.

 

Já os estudantes, cheios de expectativas, entusiasmados por ter adquirido mais liberdade, tudo se transforma em festa. Passam a ocupar todos os ambientes, parecendo haver mais jovens nas ruas de Cachoeira e São Félix do que em outros lugares. A cidade passa a se adaptar a nova realidade. A noite Cachoeirana se torna mais agitada.

       
Jovens de diferentes lugares compartilham, além de moradias e responsabilidade, a difícil experiência de conviver com realidades distintas, culturas diferentes e pessoas estranhas, prontos para destruir a resistência à modernidade, que é natural em qualquer cidade pequena.

 

 

Por Queila Oliveira e Talita Costa 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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