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Cruz das Almas recebe fiscalização do CGU

Postado em 07 outubro 2009 por Gustavo Medeiros

A Controladoria-Geral da União (CGU) sorteou na última segunda feira (05/10) os 60 municípios que vão receber fiscalização especial. O motivo do sorteio para a fiscalização visa  inibir a ocorrência de irregularidades na administração pública. O programa foi criado em abril de 2003 e faz a escolha pelo mesmo sistema de sorteio das loterias da Caixa Econômica Federal. O objetivo é definir o uso correto dos recursos públicos federais.

Nos municípios com população entre 20 mil e 100 mil habitantes serão fiscalizadas as áreas de segurança pública, indústria, ciência e tecnologia, assistência social, educação e saúde e nos que tenham mais de 100 mil habitantes, as de segurança pública, indústria, ciência e tecnologia e saúde.

Os 60 municípios sorteados estão distribuídos em 24 estados. Além disso, a fiscalização incluiu 1.581 municípios, ou 28,4% do total.

Os auditores vão examinar as contas dos municípios sorteados e depois fazem inspeção pessoal e física de obras e serviços em realização, mantendo contato com a população, diretamente ou por intermédio dos conselhos comunitários e outras entidades organizadas, para estimular os cidadãos a participar do controle da aplicação dos recursos públicos.

 

Lista de municípios da Bahia

 1º – Boa Nova – BA
2º – Cruz das Almas – BA
3º – Gentio do Ouro – BA
4º – Wagner – BA
5º – Serra do Ramalho – BA

 Por Paulo Galvão

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Microcredito cultural beneficia municípios do Recôncavo

Postado em 23 setembro 2009 por Gustavo Medeiros

A Secretaria Estadual de Cultura (Secult), em parceria com a Desenbahia, Sebrae e prefeituras da região do Recôncavo baiano, vai estender o CrediBahia para 12 cidades desse território. Esse tipo de financiamento já existe em Salvador há quase dois anos e como obteve bons resultados será ampliado para outras cidades.

A implantação do programa deve acontecer até o final deste ano. Os interessados poderão solicitar o microcrédito nas agências do CrediBahia, administradas pela Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), das cidades de Cabaceiras do Paraguaçu, Cruz das Almas, Castro Alves, Governador Mangabeira, Muritiba, Maragojipe, Nazaré das Farinhas, São Sebastião do Passé, Saubara, Santo Antônio de Jesus e Santo Amaro.

Fonte AGECOM

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Seminário esclarece Lei do Microempreendedor Individual

Postado em 25 agosto 2009 por Gustavo Medeiros

A Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ), a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Cruz das Almas e o SEBRAE promovem seminário nesta terça-feira (25/08), a partir das 19h, na Biblioteca Municipal, para debater a importância da Lei do Microempreendedor Individual, sancionada em dezembro do ano passado.

A Lei Complementar 128/2008 permite a quem é autônomo e microempreendedor sair da informalidade e possuir CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). “Inserido como pessoa jurídica, muitos trabalhadores passam a possuir o acesso ao crédito, conta bancária e participação em licitações públicas”, explica Elves Almeida, secretário municipal da Fazenda.

Ele acrescenta que Cruz das Almas vai permitir que os microempreendedores participem das licitações até R$ 80 mil. “Estamos implementando a Lei Geral Municipal que vai possibilitar a participação dos pequenos”, disse o secretário que estima sete mil beneficiados somente no município.

Outra vantagem para quem aderir à Lei e pagar menos encargos. Na contratação de um funcionário, o novo empresário recolhe apenas 3% de Previdência Social e 8% de FGTS. Enquadrado no Programa Simples Nacional, o empreendedor individual fica isento do pagamento de Imposto de Renda, PIS (Programa de Integração Social), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e Confins.

Para participar do programa, o empreendedor individual deve faturar até R$ 36 mil por ano, não ter participação como sócio ou titular de uma empresa e possuir apenas um empregado que receba um salário mínimo ou o teto estabelecido para a categoria.

O único imposto cobrado mensalmente para quem aderir ao programa é R$ 52,15 para comércio e indústria e R$ 56,15 para serviços. Esses valores serão atualizados anualmente, conforme o salário mínimo vigente. Junto com a contribuição, o microempreendedor passa a ter direito a aposentadoria, auxílio maternidade e doença.

Mecânicos, borracheiros, camelôs, vendedores ambulantes, barraqueiros, cabeleireira, esteticistas, costureiras, pintores, encanadores, eletricistas e pedreiros são apenas alguns exemplos de categorias profissionais beneficiadas pela Lei do Microempreendedor Individual.

Para se inscrever no programa, basta os interessados se dirigirem a partir de setembro ao CrediBahia, na Secretaria da Fazenda, no antigo prédio do BANEB, na Praça Senador Themístocles, e levar a cópia da Carteira de Identidade e do CPF. Outra opção, iniciada no dia 01 de julho, é através do site www.portaldoempreendedor.gov.br.

Por Maurício Medeiros

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Crise na economia global gera instabilidades localizadas

Postado em 27 dezembro 2008 por Vanhise Ribeiro

O baixo volume de vendas e a queda dos preços de materiais recicláveis são reflexos de que a crise econômica mundial já afeta determinados ramos da economia no local. Em Muritiba, a AR Ambiental Reciclagem Ltda. vem sentido, desde novembro, o pessimismo do mercado de produtos recicláveis, com aumento do volume de vendas de produtos primários, a exemplo do minério de ferro e da chapa de aço.

A explicação para isso deve-se, em grande medida, à diminuição dos preços desses produtos, que desequilibra a competição com os produtos recicláveis. Conforme Rubens Mafra, microempresário e dono da única empresa de reciclagem de Muritiba, “com a baixa dos preços do minério de ferro a sucata despenca também”.

Há 10 anos no ramo da reciclagem, Mafra alega que o momento é um dos mais delicados, já que a carga tributária sobre a compra, venda e faturamento dos produtos que comercializa é muito alta e a falta de incentivo do poder público também são grandes problemas enfrentados pelos empresários do ramo.

A AR Reciclagem trabalha apenas com a coleta, seleção, enfardamento e distribuição dos materiais recicláveis (metal, papel, plástico e suas variedades). A comercialização implica também na distribuição desses materiais às empresas que trabalham diretamente com a sua transformação. Santo Amaro, Feira de Santana, Salvador e até São Paulo são os destinos dos materiais coletados em Muritiba e cidades circunvizinhas.

Segundo o pequeno empresário, as empresas recolhedoras são as que mais sofrem com a carga de impostos. “Em qualquer mercadoria já está embutido o preço das embalagens. Os custos do produto já estão pagos e o seu destino é o lixão. Pagamos duas ou mais vezes impostos em um material que iria para o meio ambiente. Se não há isenção, o mínimo era a redução dos impostos” fala Mafra.

Sua empresa, que a princípio possuía 13 funcionários, conta atualmente com apenas seis. O volume de vendas é muito reduzido, cerca de 15 toneladas/mês. “Infelizmente não tenho boa produção, um dos problemas é que o volume é pequeno e o custo é alto. Ainda existe a exigência por qualidade, as empresas não aceitam materiais vindos de lixão, devido a sujeira”.

Rubens Mafra alega que o maior volume de material, principalmente papelão, é gerado pelos supermercados da região, mas também compra bastante material das mãos de catadores. Com a crise e os baixos preços dos materiais recicláveis, seus fornecedores também passam a sentir as conseqüências.

Para 2009, Mafra acredita que implantar uma coleta seletiva a partir da criação de uma associação de reciclagem daria um grande impulso para o ramo, além da geração de emprego e renda. A intenção é firmar uma parceria com a GOVERMA (empresa de reciclagem de Governador Mangabeira) e solicitar o apoio dos municípios envolvidos. Para isso, um dos grandes desafios é  incentivar a coleta seletiva nos municípios.

Por: Vanhise Ribeiro

EFEITOS DA CRISE:

Alumínio
Antes da crise comercializado por 2,50/3,00 REAIS o Quilo, atualmente por R$ 1,50.

Ferro
Antes da crise comercializado por 0, 22 CENTAVOS DE REAL o Quilo, atualmente por R$ 0,08.

Papelão
Antes da crise comercializado por 0,20 CENTAVOS DE REAL o Quilo, atualmente por R$ 0,10.

Papel
Antes da crise comercializado por 0,15 CENTAVOS DE REAL o Quilo, atualmente por R$ 0,05.

Matéria relacionada

Conheça um pouco mais sobre reciclagem

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Caem as vendas do natal em Cachoeira

Postado em 20 dezembro 2008 por Tamires Peixoto

As vendas de final de ano estão desanimando os comerciantes de Cachoeira, que já consideram esse o pior natal dos últimos anos. “Trabalho no comércio há 10 anos e nunca vi tão pouco movimento como esse ano. Em dezembro, costumamos contratar duas funcionárias para a loja, mas esse ano não foi necessário”, conta Ana Lúcia Fernandes, dona de uma loja de roupa de Cachoeira.

A explicação pela queda das compras está relacionada principalmente às casas de concessão de crédito, que não estão liberando crédito, e à divisão do pagamento do décimo terceiro, “A inadimplência está muito alta, as linhas de crédito estão retendo o dinheiro, evitando que ele circule. Além disso, a divisão do pagamento do décimo terceiro prejudicou os consumidores”, diz Indaiá Moreira, secretária executiva da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas).

O comércio de Cachoeira recebe também consumidores das cidades vizinhas como Maragogipe, São Félix, Conceição da Feira e Muritiba. Porém, os cachoeiranos costumam se deslocar para o comércio de Feira de Santana, devido à maior variedade e menor preço. “No feriado municipal do dia 08 de dezembro, já é de costume as pessoas irem para Feira de Santana fazer compras.”, conta Indaiá Moreira.

Outro problema para o comércio cachoeirano é a feira de roupas. A feira costumava funcionar em Cachoeira, mas, recentemente, foi transferida para São Félix. Se, por um lado, ela prejudica os lojistas por vender roupas a um menor preço, por outro, sua transferência para a cidade vizinha diminuiu o fluxo de dinheiro que circula na cidade.

“A feira recebe pessoas de Maragogipe e outras cidades vizinhas. Com sua saída, Cachoeira perdeu muito, pois o dinheiro ficava retido aqui. Quem vai a feira tem outras despesas, como de alimentação, transporte.”, afirma Indaiá.

Por Gislene Mariano

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As luzes do Natal não fazem o comércio brilhar em Conceição da Feira

Postado em 19 dezembro 2008 por Marlene Lima

Pessoas superlotando as ruas, entre e sai nas lojas, vendedores suando e correndo para atender clientes, este é sem dúvidas o ‘clima’ natalino na maioria das cidades. Mas esse ‘clima’ não é visto na cidade de Conceição da Feira. Muito próxima a Feira de Santana e sem ter como concorrer com preços e variedade, o comércio na cidade é quase inexpressivo.

Nas poucas lojas que existem, alguns vendedores se queixam do fraco movimento e outros alimentam a esperança de dias melhores. Segundo a vendedora da loja ‘Traços e Linhas’, Milena Fernandes dos Santos, comparando as vendas deste ano com a do mesmo período do ano passado, percebe-se que houve uma queda sensível. “No ano passado, nesta data já estava tudo quente, não tinha nenhuma árvore de Natal para ser vendida e o estoque de brinquedos teve de ser renovado, este ano está tudo parado”, completa.

Já Adriana dos Santos diz que há uma oscilação nas vendas. “Como trabalho com perfumaria e roupas femininas existe sempre uma maior procura por estes produtos, principalmente neste período de festas. Acho que a tendência é as vendas melhorarem até o dia 24, todo mundo deixa sempre para última hora.”
Adaílton Lopes Almeida da livraria ‘Rabisque’ reclama da falta de produtos na loja. “Já acabou quase tudo, temos poucos pisca-pisca e quase nenhuma árvore, se tivesse mais produtos as vendas melhorariam e muito”.

“Assim como no restante do país a cidade está refletindo os sintomas da crise econômica mundial”, diz a professora Angelina Diaz e conclui: “Não é só aqui que as vendas estão fracas, isso também pode ser percebido em cidades grandes como Feira e Salvador, o povo não tem é dinheiro para comprar”.

Por: Nirane Lopes

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A crise já chegou ao comércio de Cachoeira?

Postado em 17 novembro 2008 por Coordenador

Financeiras e bancos em Cachoeira afirmaram ao Link Recôncavo já sentir os efeitos da crise mundial. No entanto, comerciantes da cidade dizem ainda não serem significativos os efeitos da crise na cidade.
 “Essa crise ainda não chegou para os pequenos”, afirma Roquelina Santos, gerente d e uma loja de variedades, que comercializa desde artigos de papelaria até eletrodomésticos.
 Paulino Reis, seu Popó, diz que sua loja de móveis, eletrodomésticos e tecidos sente os efeitos de uma forma bem sucinta. Afirma que os preços ainda são os mesmos, mas que as vendas já diminuíram um pouco. Sobre o preço dos artigos importados ele disse que desde o começo da crise não fez compras.
 Jucinéia Coelho, que gerencia a loja de móveis do marido, diz que os preços de alguns produtos já subiram, e que já sente a queda nas vendagens. Ela e seu Popó afirmam que os sinais da crise ainda não significa prejuízo. Nas cidades com comércio mais dinâmico os efeitos da crise já são significativos.

Veja a repercussão em comércio de cidades maiores

Por Sandrine Souza

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Crise mundial chega ao interior

Postado em 06 novembro 2008 por Hamurabi Dias

            Setenta e nove anos após a grande depressão, o mundo está imergindo numa nova crise com dimensões ainda desconhecidas.  A grande potência mundial, os EUA, fica encarregada mais uma vez de embocar o mundo numa perversa crise financeira. Alguns economistas arriscam a opinião otimista de que agora o mundo está mais preparado para enfrentá-la.

            Marcos Antonio de Oliveira, gerente do Bradesco em Cachoeira, afirma que a crise já chegou à cidade, mas que ainda não há como calcular prejuízos. Arrisca prever ainda, que haverá uma onda de desemprego no início do próximo ano, podendo ser superada com investimentos na agricultura de subsistência, com a cultura de frutas, verduras e hortaliças, que promoveriam emprego e renda para a população.

            Marcos acredita que o turismo também pode favorecer a economia da cidade. Para isso, a secretaria de Turismo deve estabelecer parcerias com agências de viagens e incentivar as manifestações culturais locais como forma de atrair visitantes, que consumam e gerem renda na cidade.

            José Humberto Pinheiro Filho, gerente do Banco do Brasil de Cachoeira, já anuncia aumento de juros e redução de créditos e prazos em financiamentos. No entanto, diz que ainda não há como mensurar números precisos a respeito. “Já circula menos dinheiro na cidade, pessoas tomam menos crédito”, complementa.

            Luiz Moreira, gerente da financeira Cred Bahia, afirma: “a demanda continua a mesma, o que não tem é dinheiro. Sem crédito não tem vendas, o comércio pára”.

Por: Daiane Dória e Sandrine Souza

Link:
http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/09/25/crise_mundial_pode_beneficiar_brasil_diz_financial_times_1937127.html

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Lei em vigor é descumprida por agências bancárias

Postado em 26 setembro 2008 por Vanhise Ribeiro

Em vigor desde 2002 no Município de Muritiba, a “lei das filas” ainda é desconhecida pela grande maioria da população que visita diariamente as agências bancárias da cidade para atendimento no setor de caixas.  

A Lei Municipal nº 644/2002, de autoria do vereador Clementino Pereira Fraga Filho (atual PMDB), sancionada e publicada em 22 de abril, limita o tempo de espera nas filas em dias normais para 20 minutos.

O limite aumenta para 30 minutos em véspera ou após feriados prolongados ou ainda em dias de pagamento de funcionários públicos, não podendo ultrapassar tais prazos.

As agências bancárias são por lei obrigadas a atenderem seus clientes num tempo hábil, contado a partir da entrada do cliente nas filas dos caixas. Contudo, o que se vê em Muritiba são, por vezes, agências cheias, filas intermináveis, tempo de espera digno de muita paciência.

Maria Rocha, cliente do Bradesco, confessa que ir ao banco é uma das obrigações que mais a aborrece. “Pensar em ir ao banco já me deixa exausta! Fico impaciente com o tamanho das filas e com dor de cabeça todas as vezes que demoro de ser atendida” afirma Rocha.

Marcos Vinícius Silva, subgerente da agência do Bradesco em Muritiba, conta que o maior movimento na agência tem a duração de 10 dias. “Nos cinco primeiros dias do mês para pagamento de aposentados e nos últimos dias do mês para funcionários públicos” diz Silva.

A agência do Bradesco conta em Muritiba com quatro funcionários para o atendimento no setor de caixas. Desses, um encontra-se em licença médica e outro acaba de ser exonerado do cargo.

FILAS – Ciente da legislação, Antônio Carlos Cerqueira, gerente do Bradesco, relata que o Banco tem buscado formas de diminuir o fluxo de pessoas, apostando na oferta de serviços alternativos. “Em termos de atendimento, o banco tem buscado alternativas para minimizar o tempo em fila” relata Cerqueira. Segundo ele, a cidade conta com quatro terminais de atendimento, os chamados Bradesco Expresso, entre outros serviços que visam diminuir as filas na agência.

Contudo, as filas persistem. Nelson Carvalho, cliente dessa agência, declara estar há mais de 20 minutos na fila, esperando não só a sua vez, como também a retomada do sistema bancário, que por vezes ‘sai do ar’. “O atendimento nos bancos sempre demora principalmente nos caixas”, fala Carvalho.

  Edivaldo Dayube, escriturário da agência do Banco do Brasil em Muritiba, relata que a maior parte das pessoas ainda prefere o atendimento nos caixas, pela falta de prática com os terminais eletrônicos e pela segurança, motivos pelos quais as filas crescem. “Todos acreditam ser mais seguro as transações no caixa”, diz ele.

Nessa agência, o setor de caixas conta apenas com um funcionário. A gerente do Banco, Mirtes Santana, alega que a lotação da agência não permite um efetivo maior de funcionários, por isso o Banco disponibiliza pontos com correspondentes bancários, visando facilitar o atendimento em outros locais da cidade.

PARECER - Os Bancos foram alertados do não cumprimento da lei, que em vigor, daria às agências um prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da data de sua publicação, para adequarem-se às tais disposições. O não cumprimento sujeitaria o infrator a punições, que variam de advertências a multas entre R$ 200 e R$ 400 reais, podendo até haver suspensão de licença, caso haja mais de 10 reincidências.

Por lei, a Secretaria de Administração Municipal, seria o órgão responsável por zelar pelo cumprimento dessa legislação. Ao município, caberia a elaboração de um meio de defesa e fiscalização da prestação de tais serviços, que ofereça atendimento ao público, já que esta fiscalização deve ser realizada pelos próprios usuários. Para efeito de controle, deveriam receber bilhetes ou senhas com os horários de quando entraram na fila.   

João Paulo Souza, técnico administrativo do Ministério Público, alerta para a necessidade de implantação de uma PROCON (Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor), órgão que segundo ele, seria o mais apropriado para receber queixas e punir as agências que desrespeitam o tempo de espera.

“Já houve algumas reuniões nesse sentido, e Muritiba que, entre as cidades próximas tem uma localização mais central, sediaria a PROCON, mas até agora ainda estamos à espera de sua implantação”, declara João Paulo.

AMPLIANDO A DISCUSSÃO – Há um ano na gerência do Banco do Brasil, Mirtes acredita que a lei das filas é injusta e questiona o porquê, de só os bancos serem obrigados a cumprirem tais requisitos, já que o problema das filas é algo generalizado.

“Pegamos filas em quase todas as instituições, mas por que só os bancos foram punidos? Por que ao invés de imputar uma multa, não se imputa uma multa empregatícia, obrigando os bancos a contratarem mais empregados? O que existe é uma finalidade financeira. E quem garante que as multas arrecadadas serão empregadas em melhorias para a sociedade”, questiona Mirtes, expondo sua posição pessoal.

Conforme ela, estas demandas acabam tendo uma dimensão política e não social. “Com relação às políticas públicas é necessário haver a participação da sociedade. Na formulação de leis como essa, seria necessário ouvir as reais demandas da população”.   

Situações assim nos fazem refletir efetivamente sobre o que de fato tem sido considerado como utilidade pública. A ‘lei da fila’, embora se faça presente no papel, ainda não ultrapassou as exigências mínimas da linguagem, ser socializada. Desconhecer direitos talvez seja a sina de muitos cidadãos, isentados da construção de sua própria cidadania.   

 

Por: Vanhise Ribeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Engordar ‘porquinhos’

Postado em 11 setembro 2008 por Tamires Peixoto

          A falta de troco no comércio é reflexo da retenção de moedas, que custa caro aos cofres públicos e ao comércio em geral.
          Essa é uma prática comum entre milhares de “Marias” e “Josés”, brasileiros que tentam economizar para garantir uma pequena poupança em meio a um orçamento tão reduzido, recorrendo à engorda de porquinhos. Contudo, essa atitude tem causado grandes transtornos à economia local, repercutindo na falta de troco.
          Embora se saiba que esse velho hábito acarrete conseqüências notáveis, a economia conquistada com ‘porquinhos’ é realizada com entusiasmo, como afirma a estudante Lorena Braga, “no início era mais como brincadeira, eu e minha irmã juntamos moedas para comprar presentes, hoje o meu porquinho é como um refúgio, quando a situação aperta muito e não quero recorrer à poupança, corro pra ele”.
          Atualmente, existe cerca de 13 bilhões de moedas, o que daria uma média de aproximadamente 74 para cada brasileiro, mas somente parte dessas ainda encontra-se em circulação. Assim, a reposição de novas peças ao Banco Central custa caro; mais de 2 bilhões ao bolso dos contribuintes.
          Thaís Amanda Machado, auxiliar administrativa do supermercado J. Machado, em Muritiba, afirma que a retenção e a exigência por moedas, inclusive as de R$ 1,00, ao invés de cédulas, tem sido um sério problema enfrentado na hora do troco, já que as moedas garantem a economia no porquinho. “Fico perguntando as pessoas se não tem porquinho em casa para quebrar. Antigamente trocávamos as cédulas por moedas conseguidas em máquinas caça níqueis. Com a proibição, estamos sentidos a falta delas”, declara Thaís.
          A carência por moedas é também experimentada pelos próprios consumidores. Joseane Vitena, estudante de Comunicação, garante que a falta de moedas custa caro, principalmente para quem gosta de pechinchar em determinadas ocasiões. “Moro em Muritiba, mas estudo em Cachoeira e desço todos os dias, como o estudante aqui não tem direito a ‘meia-passagem’, reivindico, e só desço por menos, mas o dinheiro tem que estar trocado, senão ainda ouvimos piadinhas”, alega Vitena.
          Motoristas e cobradores que trabalham com transporte coletivo entre as cidades circunvizinhas, também reclamam. Gleidison Santos, cobrador há sete anos, acha esse um dos períodos mais críticos pela falta de moedas. “Quase não vemos mais as notas e moedas de R$ 1,00”, afirma Santos.
          Ao contrário do que diriam os criadores de suínos, a engorda de ‘porquinhos’ pode não ser a melhor alternativa, uma vez que continua sendo um dos maiores inimigos do comércio. É necessário se pensar em novas formas de economia, que rendam hábitos mais viáveis à circulação de nossas moedas. Quebrar os porquinhos pode ser a solução mais apetitosa para aqueles que precisam lhe passar o troco.

Vanhise Ribeiro

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