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Gravidez: emoções à flor da pele

Postado em 04 dezembro 2008 por Vanhise Ribeiro

“Uma hora você ri de tudo, outra chora sem parar… Esse turbilhão de atitudes indefinidas que aparecem de repente caracteriza a complicada gangorra de emoções durante a gestação”, afirma a psicóloga Lúcia Moreira.

Assim que muitas mulheres recebem a grande notícia: “deu positivo”, milhares de mudanças físicas e emocionais começam a se manifestarem. As conseqüências são muitas no cotidiano de quem partilha dessa experiência. Para não entrar em pânico ou deixar amigos, familiares e parceiros “enlouquecidos” é preciso compreender as inúmeras transformações no corpo e no humor.

Mariana Santos, 27anos, moradora da cidade de Muritiba, diz ter passado por muitas mudanças no seu comportamento desde que ficou grávida, mesmo na companhia de seu marido é comum sentir-se insegura. Um dia acorda alegre e acha a barriga o máximo, no outro não quer nem olhar e ver seu corpo em transformação, relata.

A respeito dessa declaração, a psicóloga explica as supostas causas dessa falta de segurança: “O humor das mulheres é bastante influenciado pelas alterações hormonais, a gestante apresenta alterações de vários hormônios no período da gestação, o que a torna mais sensível e instável emocionalmente”.

As alterações do formato do corpo, do peso e da imagem podem abalar a auto-estima. O medo do parto, das dores, das possíveis conseqüências pós-parto, principalmente para as gestantes de “primeira viagem”, além do receio de não dar conta do recado em ser mãe, profissional e mulher ao mesmo tempo, aumenta a insegurança.

De acordo com a médica Rita Leite do Hospital de São Félix, nesta hora vale contar com o apoio de todos os amigos e familiares. “É necessária a compreensão e ajuda dos que estão em volta, fazendo com que o ambiente seja o mais equilibrado possível para que a gestante tenha uma referência de estabilidade para se apoiar”, alerta.

A solução para alguns dos problemas na fase de gestação, segundo a ginecologista Marcela Bezerra da cidade de Salvador, é que a gestante deve aprender a aproveitar cada instante desse período sem ansiedades e curtir o momento da gravidez de forma tranqüila e prezeirosa.

Conversar bastante com o médico que acompanha o pré-natal, tirar dúvidas e ter diálogos com amigas e outras mulheres que já passaram pela gestação é essencial, pois estas podem dar boas dicas e oferecer um valioso suporte no dia-dia.

Por Aline Pires

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Quando a alegria de ser mãe vira um pesadelo

Postado em 04 dezembro 2008 por Tamires Peixoto

“Minha gravidez foi planejada, meu marido me deu apoio durante toda a gestação. O parto foi tranqüilo, mas depois do nascimento de minha filha me senti confusa, feia, gorda. Sentia-me sempre cansada, incapaz de dar conta das atividades domésticas e de cuidar da minha filha. Meu marido trabalhava durante o dia e eu ficava muito tempo sozinha, acho que esse fato piorou a situação. Cheguei a pensar que poderia machucar, e até mesmo matar minha filha. Perdi toda minha auto-estima. Achei que estava ficando louca”, relata a moradora de Cachoeira que preferiu não se identificar e iremos chamar de Maria.

Segundo o site ABC da saúde, a depressão pós-parto tem características semelhantes à de uma depressão comum, ou seja, a pessoa sente uma tristeza muito grande de caráter prolongado, com perda da auto estima, da motivação para a vida, podendo até mesmo tentar o suicídio.
Porém, ela não deve ser confundida com a chamada “blues post partum”. Esta seria uma forma mais leve e comum da depressão pós-parto. O “blues” se inicia nos primeiros dias após o parto e dura, no máximo, poucas semanas. Seus sintomas são tristeza e choro fácil que não impedem a realização das tarefas de mãe.
Quando os sintomas incluem perturbações de apetite e sono, fadiga e perda de motivação, vontade de chorar, sentimento de incapacidade, inutilidade ou culpa e, pensamentos de suicídio, o diagnóstico é o da depressão pós-parto, e a ajuda de um médico é necessária.
“Quando me dei conta que não estava bem, conversei com meu marido. Procuramos um médico, fiz terapia. Não precisei tomar remédio, o apoio da minha família e dos meus amigos foi fundamental para o meu tratamento. Hoje, minha filha está com três anos, e o que antes me afligia, hoje não me preocupa mais, estou curada.”, conta Maria*.
Outro sintoma comum da depressão pós-parto é a preocupação excessiva com a saúde do filho. Porém, nem todas as mães que desenvolvem essa característica, necessariamente desenvolvem a depressão. “Quando meu filho nasceu fiquei muito apegada a ele, não deixava ninguém chegar perto. Eu era uma leoa defendendo a cria. Fui um pouco exagerada nos cuidados. Superprotegia, mas nada que merecesse ajuda psiquiátrica”, afirma Marla Michelli Portela, estudante universitária.

Ouça o áudio com a entrevista da estudante Marla Portela.

Imagem retirada: http://novohamburgo.org/saude/img/9depre.jpg

Texto:Aline Pires 

Áudio:Gislene Mariano

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Se assuma, ser negona é massa!

Postado em 13 novembro 2008 por Caio Barbosa

Perceber os tipos de cabelos femininos que desfilam em Cachoeira é uma forma de analisar a afirmação ou a negação das raízes afro-descendentes. Dário Lúcio Nascimento, proprietário de um salão de beleza, com experiência de 25 anos em estética, com grande clientela, afirma que 50% das mulheres negras da cidade preferem alisar seus cabelos, a assumir o crespo, enrolado, black power.
Segundo Nelson Olokofá Inocêncio, professor do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UNB), em seu texto Corpo negro na cultura visual brasileira: “O cabelo crespo, uma vez assumido, desperta uma série de reações que vão do riso à reprovação. No Brasil, é comum que uma pessoa diga para outra que vá domar os cabelos, ou vá dar um trato no pixaim, sem que isso represente ofensa ou deselegância. Parece que naturalizamos tanto esse tipo de entendimento que mesmo indivíduos alvos preferenciais dessa forma de agressão acabam em larga escala cedendo a tais apelos”. Cachoeira é uma das localidades brasileiras onde o assunto do cabelo crespo não é constrangedor entre a maioria das mulheres, mesmo aquelas que alisam suas madeixas.
Tiele Ramos, 18 anos, vendedora ambulante, tem um cabelo bastante volumoso e gosta de deixá-lo natural. “Já dei escova, mas não gostei porque ficou muito vazio”, comenta. Tiele não é adepta ao uso de produtos químicos no tratamento dos cabelos, prefere cuidar deles em casa.
Outras mulheres não conseguem viver sem os relaxamentos e alisamentos que garantem um cabelo mais domado. “Uso alisante porque o volume incomoda, mas não gosto do meu cabelo liso. Prefiro enrolado”, afirma Elaildes Ferreira, 27 anos.
Existe entre as cachoeiranas o uso recorrente de tranças e mega hair. Jaciara Santos, mais conhecida como Cira do Rosarinho, 21 anos, trabalha trançando e alongando cabelos há quase cinco anos. A procura pelo serviço é tamanha que consegue garantir o seu sustento. “As pessoas gostam das tranças porque o cabelo natural dá mais trabalho. Eu, por exemplo, não gosto de ficar penteando meus cabelos”, comenta Jilmara Santos, irmã e ajudante de Cira.
O preço das tranças varia de acordo com o tamanho. Cira cobra R$ 40 para tranças médias. As tranças são feitas de fibra que ela compra em Salvador. No caso dos mega hairs, as clientes levam os cabelos e pagam R$ 50 pelo aplique.

Vídeo

Texto e Matéria relacionados:

Mulheres Negras e cabelos Trançados: figuras de resistência

Aprenda a ressaltar a beleza dos cabelos afros

Por Caio Barbosa e Tamires Peixoto

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“Eu assisto filmes pornográficos”

Postado em 11 novembro 2008 por Ilani Silva

Um dos estilos de filmes mais assistidos pelo público masculino se refere ao gênero pornográfico. Gênero este, que por muitos anos foi motivos de preconceitos, quando uma mulher ousava assisti-lo ou quando o procurava num ambiente de locação.

Felizmente, hoje a situação é diferente, está deixando de ser tabu e muitas mulheres já não têm medo de afirmar que viram ou são adeptas do estilo cinematográfico.

É o caso da contadora Bárbara Moureira, 25 anos, que apesar de ficar constrangida quando um homem a recepciona em uma locadora, não deixa de procurar o filme que deseja. “Eu assisto aos filmes pornográficos de vez em quando e não tenho vergonha de afirmar isso” diz ela e ainda aponta a sua preferência: “Gosto dos filmes que tem histórias, a maioria mal começa e já parte para o ato sexual, é bem selvagem, eu prefiro os que têm enredos”.

Antes de trabalhar com contabilidade, Bárbara atuou em seu primeiro emprego há dez anos atrás, como assistente de locação de filmes. Naquele tempo, ela percebia o medo que as mulheres tinham de fazer os pedidos. “Elas sempre diziam que era para algum primo, irmão, sempre inventavam uma desculpa para não dizer que eram elas, que realmente queriam o filme”, lembra Bárbara.

Hoje, a situação está menos constrangedora. Osvaldo Santos, 51 anos, proprietário de uma locadora na cidade de Cachoeira, conta que muitas mulheres vão até a seção de filmes pornográficos, escolhem os seus filmes e os levam sem expressar vergonha. Mas ainda existem aquelas que não ficam tão à vontade: “Algumas ligam antes, locam um outro filme apenas para utilizar a capa, pedem para embrulhar num saco e vem buscar depois, tudo isso para ninguém ver. E têm outras que até pedem para eu escolher um filme por elas, aleatoriamente” completa o proprietário.

A professora Maria Gorete Amazonas, 50 anos acha válida a experiência que as cenas eróticas podem proporcionar as mulheres. Ela enxerga um lado positivo dos filmes sem estar relacionado ao prazer. “Acho bom às meninas assistirem para ter experiência na hora do ato. Eu mesma tinha vergonha de assistir esses filmes e ainda tenho, acho que isso me prejudicou porque eu não sabia nada”.

Mas há mulheres que não gostam deste gênero. A experiência da estudante Juliana Souza, 22 anos, foi no mínimo curiosa e aconteceu durante uma reunião de amigos: “Nós estávamos todos sentados, fui ligar a TV, quando vi, um filme pornô passando, continuamos a assisti-lo e ficamos lá perturbando o dono do filme que ficou envergonhado”. Apesar de já ter visto alguns filmes, Juliana não costuma  procurar por eles. “Eles não me dão prazer, eu prefiro fazer à assistir”, conclui.

Agora, se você chegou até o final desta matéria, deu vontade de assistir a um filmezinho, e ainda ficou com vergonha, corra à locadora, porque tem gente que não tem medo de dizer “eu assisto filmes pornográficos”.

 

Leia mais

 

Por Ilani Silva

 

 

 

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Ei! Gostosa! Clique aqui!

Postado em 06 novembro 2008 por Ilani Silva

A forma que muitos homens escolhem para reverenciar a mulher brasileira na cidade de Cachoeira é utilizar os apelidos mais desconcertantes achando que essa atitude é aceita por elas, porém, este é o jeito que menos agrada a maioria, pois muitas se sentem agredidas verbalmente quando qualificadas de maneira grosseira.
A estudante Daiane de Jesus, 24 anos, discorda desse modo de conquistar as mulheres e afirma já ter sido insultada na frente do próprio filho: “Estava passeando com o meu filho, quando de repente um rapaz me chamou de gostosa na frente dele. Aquilo doeu em mim. Não gostei”, e completa, “ainda por cima, o rapaz é casado, não respeita a própria esposa”. Além das palavras, gestos e olhares em determinadas situações também podem causar constrangimento. “O jeito como eles olham já diz tudo, a gente percebe o que eles querem”, diz a estudante.
O traje de uma mulher pode ser um convite a ser molestada ou não. Para evitar as situações desagradáveis, algumas mulheres moderam na escolha da roupa antes de sair de casa, é o caso da estudante Maria da Conceição Oliveira, que concorda com o uso das roupas adequadas ao local onde se pretende ir. “Tem meninas que vão à missa de qualquer jeito e não se importam com isso. Eu me dou valor, uso as roupas que acho que devem ser usadas no lugar certo”, confirma a Maria e acrescenta, “eu gosto de ouvir os elogios, não baixarias”.
Enquanto as mulheres precisam ter todo um cuidado especial para não sofrerem agressões na rua, os homens podem andar livremente sem preocupação, pois o insulto vindo do sexo feminino é quase inexistente. O eletricista Paulo Cardoso, 41 anos, diz que já teve a oportunidade de ser chamado de simpático, mas acha que falta coragem nas mulheres para tratar os homens da mesma forma que eles as tratam. Paulo confessa não ver problema em paquerar as moças dessa forma: “A maioria delas dá risada, gosta dos elogios. Apenas as mais bonitas reagem mal ou falam que vão contar ao namorado”, e ainda descreve, “certa vez chamei uma menina de gatinha, o namorado dela estava logo atrás, ele me chamou atenção e eu pedi desculpas”. Ele diz estar tentado parar com os insultos, porque acredita que o mundo está cada vez mais violento. “Tenho medo dos namorados ciumentos” confessa.
Mas qual a explicação para essa tendência abusiva dos homens? Paulo acredita que se não agir dessa forma as mulheres podem achar que ele é homossexual. “Eu aprendi tudo com o meu pai e também vendo na rua os homens tratando as mulheres assim, então eu também faço como eles”, confessa.
Segundo a policial militar Gilmara Assis, 33 anos, quando o abuso verbal passa para o contato físico “a vítima deve se dirigir imediatamente à delegacia da cidade e prestar uma queixa”.
Ação que não foi tomada por Caroline Santana, 14 anos, após ser forçada a aceitar as exigências de seu próprio primo. “Ele disse que se eu não deixasse ele me beijar naquele momento que em outra oportunidade ele me pegaria à força”, conta indignada. Ela pediu ajuda ao seu tio, mas não obteve a resposta que esperava: “Ele somente brigou com meu primo”, conta. Como se tratava de família, ela preferiu não levar o caso à polícia.

Por: Ilani Silva

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Quando o amor acaba

Postado em 04 novembro 2008 por Maiane Matos

Segundo o IBGE, em 2007 o índice de divórcio no Brasil foi o maior dos últimos dez anos, 7,7% dos casais separaram-se. Pesquisas comprovam que a separação é a última decisão tomada por um casal. É a saída encontrada quando não existe mais salvação para o casamento. O amor acabou, as brigas tornaram-se freqüentes, as cobranças são intensificadas e a responsabilidade, que deveria ser dividida entre o homem e a mulher, começa a recair sobre os ombros de uma das partes, que na maioria das vezes é a mulher. Esses são alguns dos motivos que levam ao desgaste do relacionamento.

As pesquisas do IBGE apontaram como causa desse aumento deve-se ao ingresso da mulher no mercado de trabalho e a mudança da legislação brasileira, a qual facilita a dissolução de casamentos pelo divórcio direto e a separação judicial.

Em São Félix, o número de casais divorciados é significativo e as mulheres além de mães e donas de casa, assumem o papel do “homem da casa”, antes desempenhado pelos maridos. São fortes, lutadoras e determinadas, porém, mesmo assim se omitem quando alguém questiona o motivo da separação.

M.V.R., 54 anos, divorciada, afirmou que um dos principais motivos da sua separação foi a falta de responsabilidade do seu parceiro. “Ele era preguiçoso, e queria acabar com o que eu tinha, jogava toda a responsabilidade nas minhas costas”. O casamento de M.V.R., segundo ela, começou de forma errada. Casou-se contra a própria vontade, apenas para agradar a família, afinal, ela não gostava do seu cônjugue como marido, e sim como amigo. “Eu não sei como vivi seis anos com ele. Tivemos três filhos e o caçula,  nunca teve uma aproximação maior com o pai. Ele nunca procurou os filhos, eu que ia procurá-lo”.

Caso semelhante é o de M.L.S.M., 45 anos, separada do primeiro marido. “Não sei como eu casei. Era muito jovem e tudo aconteceu muito rápido. Eu não gostava dele como deveria”. Ela tem dois filhos e explica que sentiu algo mais forte pelo seu esposo quando nasceu sua primeira filha. Porém, o casamento só durou cinco anos. “Depois da separação, não tive mais nenhum contato com ele, e não faço questão de ter. Passei por muitos problemas. Casei novamente e vivo feliz com o meu companheiro”, diz.

As duas mulheres possuem casos semelhantes e afirmam que ser pai e mãe, ao mesmo tempo é muito complicado. Não deixar os filhos sentirem falta do pai, não os deixar passarem por dificuldades, criá-los com muito carinho e amor, foi a luta incessante dessas mães. “O divórcio deve ser a última decisão tomada pelo casal. O sofrimento da separação atinge toda a família que cobra e pressiona o tempo todo, principalmente a mulher. Casar por casar sem nenhum sentimento concreto que una o homem e a mulher, não é bom. As conseqüências, muitas vezes, são desagradáveis”, conclui M.L.S.M.

 

Por Maiane Matos

 

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TPM: muitas mulheres ainda sofrem com a vilã

Postado em 26 setembro 2008 por Tamires Peixoto

Choro, desconforto abdominal, tensão, irritabilidade. Esses são alguns dos 150 sintomas classificados pela medicina, da desordem disfórica pré-menstrual, mais conhecida como TPM.
Segundo dados, encontrados no site www.gineco.com.br, 75% das mulheres, em idade fértil, são afetadas por essa tensão. Os sintomas agem sobre as mulheres na fase pré-menstrual, esse é um fato que deve ser observado pelas mesmas. Se o desconforto permanecer durante todo o ciclo menstrual, a mulher deve procurar o especialista da área: o ginecologista.
Não existe um tratamento específico para a TPM devido problema variar de mulher para mulher. O uso de pílulas contraceptivas e de métodos intra-uterinos, que bloqueiam a menstruação, são indicados pelos médicos. Além disso, foi cientificamente comprovado que a vitamina B6 (Peridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio podem ser utilizados para a melhoria dos sintomas. Essas vitaminas podem ser encontradas nos alimentos (saiba mais).
Ângela dos Santos, 31 anos, doméstica, moradora da cidade de São Félix, sofre intensamente com os sintomas da TPM. “Fico muito nervosa, principalmente com os meus filhos”, comenta. Ao contrário de Ângela, Ana Lívia Oliveira, 33 anos, atendente, não tem a inconveniente tensão pré-menstrual. “Meu humor é sempre o mesmo, nunca tive problema com TPM. Seria até ruim se o meu humor neste período mudasse, principalmente porque eu trabalho com atendimento ao público. Graças a Deus não sinto nada”, explica.
A cólica menstrual também atinge um grande número de mulheres. Mas este não é um sintoma que advém da TPM. As cólicas estão associadas com outros problemas como a endomentriose (crescimento de células que revestem, internamente, o útero).
“A TPM me atrapalha muito, porque meu ciclo menstrual é intenso. Começo a sentir dores nas pernas, cólicas, o peito começa a doer. Eu já desisti de sair por causa dela”, relata Cleide Silva Cardoso, 27 anos, recepcionista geral, moradora de São Félix. Ainda acrescenta: “Quando a minha menstruação está perto de chegar eu fico estressada. Meu rosto enche de espinhas. A TPM é ainda maior quando sinto dores. É o momento que não quero falar com ninguém”.
As mulheres também podem prevenir o desconforto da TPM modificando seus hábitos alimentares e comportamentais. A diminuição de gorduras, café, sal, açúcar, praticar exercícios aeróbicos, ajudam a amenizar o estresse e equilibrar os níveis hormonais.

Por Maiane Matos

Links relacionados: http://www.gineco.com.br/colica1.htm

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“Dormindo com o inimigo”

Postado em 18 setembro 2008 por Tamires Peixoto

‘Você vai crescer, casar, ter filhos e ser uma excelente dona de casa’. Até a década de oitenta, muitas mulheres cresciam ouvindo essa frase. Mas as transformações na sociedade mudaram essa ’norma’ de educar as meninas. Mulheres hoje competem com homens dentro e fora de casa, mesmo enfrentando preconceitos e discriminações. Cresce as  “oportunidades” dadas a mulher, cresce também um dos maiores problemas enfrentando pelo “sexo frágil”: a violência doméstica.
Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), em 1988, 63% das vítimas de violência familiar eram mulheres, e em mais de 70% dos casos o agressor era o próprio marido. Em 2001 a Fundação Perseu Abramo realizou a pesquisa e constatou que 43% das mulheres brasileiras já tinham sido vítimas de algum tipo de agressão doméstica.

Em São Félix os casos de violência contra a mulher também fazem parte das ocorrências na Casa de Detenção. A cidade ainda não possui nenhum órgão de proteção às mulheres. Apenas a Delegacia presta este serviço.  “Todos os meses, duas ou três queixas são feitas por mulheres que foram agredidas ou estão sendo ameaçadas pelos seus companheiros”, declara Kátia da Cruz Santos, escrivã da Delegacia. E acrescenta: “Mês passado um homem foi preso em flagrante. No momento em que a vítima estava fazendo a ocorrência, os policias foram até o local e prendeu o acusado. Ele está preso até hoje”.
A Lei 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha em homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes que, por vinte anos, lutou para ver o seu agressor preso, protege as mulheres das agressões e/ou ameaças, ao mesmo tempo em que dá às mesmas, coragem para denunciar àqueles que as violentam.
A escrivã ainda ressaltou que com a lei Maria da Penha, diminuíram as denúncias, principalmente em São Félix. Mas infelizmente outros motivos fazem com que muitas vítimas não registrem a ocorrência. “Muitas delas são sustentadas pelo marido e isso faz com que elas deixem de lado a agressão, com medo da separação”.
Dentre preconceitos e agressões o sexo feminino vem lutando e mostrando que não tem nada de frágil.

Matérias relacionadas: Violência contra a mulher

Maiane Matos

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Licença-maternidade de seis meses não é consenso nem entre as mulheres

Postado em 18 setembro 2008 por Ilani Silva

O presidente Luis Inácio Lula da Silva aprovou um projeto de lei que amplia o período de licença maternidade de quatro para seis meses. Será uma decisão do empresário adotá-la ou não, pois a lei que entrará em vigor em 2010 é facultativa, valerá apenas para as empresas que ingressarem no programa Empresa Cidadã.  (Fonte : http://www.sebraesp.com.br)

Durante décadas, grupos feministas questionaram a sociedade tradicional que dentre muitos defeitos, reduzia a mulher a um ser frágil e na maioria das vezes as relacionava a um contexto de ambiente familiar. Porém as conquistas realizadas, como a nova licença-maternidade são tratadas com descaso por pessoas do próprio sexo feminino. “Depois que a mulher saiu de casa, a família deixou de existir” falou a gerente de umas das lojas de Cachoeira, Roquelina Bispo, 42 anos, que não concorda com a ampliação da licença. Ela argumenta que o recém nascido pode ficar aos cuidados de qualquer pessoa, a presença ou não da mãe, não influi. “A criança só teria consciência quando estivesse maior, essa lei é desnecessária” acrescentou ela.

 Como a lei será opcional, surge um outro problema: como convencer os donos de empreendimentos a concordarem com a dispensa de suas funcionárias durante seis meses? De acordo com a vendedora Marli Santos, 28 anos os empresários, não querem dar nem três meses de descanso. Imaginem seis? “Conheço lugares em Cachoeira onde as mulheres são proibidas de engravidar, quando acontece é motivo de discussão entre a empregada e o seu chefe” contou Marli que ainda acrescentou “Se a lei fosse obrigatória, acho que só iriam ter oportunidade de trabalho as mulheres estéril”. 

Cuidar da casa e da família em detrimento de uma realização profissional ainda é uma opção adotada por muitas mulheres. A balconista Sandra Lima, 26 anos, tinha o sonho de ser professora, mas a gravidez e o casamento retardaram o desejo. “A família, independentemente do trabalho vai estar com a gente sempre” argumentou ela. Hoje, trabalhando no comércio de Cachoeira, a balconista reclama do baixo salário oferecido às mulheres em comparação com o sexo masculino e opina sobre a nova lei de licença maternidade: “A mulher vai ficar muito tempo fora, isso é bom para nós, mas acho que o patrão não vai ficar satisfeito com isso, acho difícil ele aderir a esta lei”. 

Para mais informações clique

 

Ilani Silva

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A polêmica do aborto em caso de anencefalia não chegou a Cachoeira

Postado em 11 setembro 2008 por Tamires Peixoto

 

 O aborto de fetos sem cérebro, anencefálos, é o principal tema discutido pelo Supremo Tribunal Federal nos últimos dias. A mulher tem o direito de interromper a gestação quando diagnosticado que o feto possui má formação no cérebro?

 Dos casos ocorridos em Cachoeira, na presença da auxiliar de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia, Dorazilva Mariano, 39 anos, apenas uma criança com anencefalia sobreviveu por mais de duas horas. “A criança não tinha reflexo, nós mexíamos seus braços e ela nem se movimentava” recorda a auxiliar. “As mães ficavam depressivas, sabiam que seus filhos não iriam crescer”, acrescenta.  

Mesmo emocionalmente abaladas, muitas mulheres preferem dar prosseguimento a gestação, pois algumas religiões, a exemplo do catolicismo, não aceitam o aborto em qualquer que seja o caso. E é por isso que as discussões em audiência pública têm gerado polêmica.

O aborto na Constituição Brasileira só é permitido em casos de violência contra a mulher e quando a mãe é exposta a risco de morte. Porém, os religiosos que estão contra a aprovação da lei afirmam que todo ser vivo tem o direito à vida, mesmo que a morte chegue logo após o seu nascimento.

O Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cachoeira, órgão responsável por executar atribuições constitucionais e legais no campo da proteção à infância e juventude, não levou  essa discussão à sociedade até o momento. A conselheira tutelar Rita Nascimento, 34 anos, diz estar pouco informada sobre o aborto de fetos anencefálos. Nem mesmo a instituição dispõe de internet para acompanhar o caso.

Se nem o Conselho Tutelar está devidamente informado, é possível que algumas mulheres da região desconheçam a possibilidade de aprovação da lei do aborto de fetos, nestes casos. Marinalva dos Anjos, empregada doméstica, 48 anos, residente em Cachoeira, é uma dessas mulheres que ignoram o assunto. “Não estou acompanhando nem sabendo das audiências promovidas pelo Supremo Tribunal Federal”, conclui.

Para saber mais e ver fotos de bebês anencefálicos, clique

 

Ilani Silva

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